José da Costa Carvalho

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José da Costa Carvalho
Regente do Império do Brasil Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg
(servindo com João Bráulio Muniz e Francisco de Lima e Silva)
Mandato 18 de junho de 1831
até 12 de outubro de 1835
Antecessor(a) Regência Trina Provisória
Sucessor(a) Diogo Antônio Feijó
Presidente do Conselho dos Ministros do Império do Brasil Flag of Empire of Brazil (1870-1889).svg
Mandato 6 de outubro de 1849
até 11 de maio de 1852
Imperador Pedro II
Antecessor(a) Pedro de Araújo Lima
Sucessor(a) Joaquim José Rodrigues Torres
Vida
Nascimento 7 de fevereiro de 1796
Salvador
Morte 18 de setembro de 1860 (64 anos)
São Paulo
Progenitores Mãe: Ignez Maria da Piedade Costa
Pai: José da Costa Carvalho
Dados pessoais
Alma mater Universidade de Coimbra
Cônjuge Genebra de Barros Leite (falecida em 1836)
Maria Izabel de Souza Alvim (1839-1860)
Partido Partido Conservador
Profissão Juiz e jornalista
Títulos nobiliárquicos
Barão de Monte Alegre 23 de agosto de 1841
Visconde de Monte Alegre 16 de dezembro de 1843
Marquês de Monte Alegre 2 de dezembro de 1854
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José da Costa Carvalho, primeiro barão, visconde e marquês de Monte Alegre, (Salvador, 7 de fevereiro de 1796São Paulo, 18 de setembro de 1860) foi um político e magistrado brasileiro, membro da Regência Trina Permanente e primeiro-ministro do Império do Brasil, de 8 de outubro de 1849 a 11 de maio de 1852.

Estudou na Universidade de Coimbra, bacharelando-se em 1819. De volta ao Brasil, foi nomeado juiz de fora em São Paulo. Elegeu-se, em 1823, deputado para a primeira Assembleia Nacional Constituinte brasileira.

Eleito Deputado pela Bahia à Assembleia Geral nas legislaturas de 1826 a 1833, em 1827 fundou o O Farol Paulistano, primeiro periódico impresso e publicado em São Paulo.

Após a abdicação de D. Pedro I, em 1831, foi eleito para a Regência Trina Permanente, com o Brigadeiro Francisco de Lima e Silva e João Bráulio Muniz.

Como a Abdicação não era esperada pelos partidos, foi um acontecimento que encheu de apreensões os patriotas. Os exaltados aproveitaram-se do pasmo em que ficara a população e foram agitando o espírito popular com a propaganda de idéias subversivas. Teriam lançado o país, e principalmente a capital do Império, em anarquia, se um grupo de senadores e deputados não tivesse assumido a direção da política nacional em tão grave conjuntura. Reunidos no paço do Senado, os representantes da nação, em número de 62 (26 senadores e 36 deputados) resolveram, na manhã de 7 de abril de 1831 , nomear uma Regência Trina provisória que governasse em nome do Imperador, de 6 anos. A primeira Regência foi composta do marquês de Caravelas, do general Francisco de Lima e Silva e de Nicolau de Campos Vergueiro. Logo no dia seguinte, formou-se o Ministério, sendo reconvocados os ministros que D. Pedro demitira. A Regência publicou um manifesto ao país, explicando os acontecimentos e aconselhando prudência, espírito de ordem e união de todos os brasileiros. O estado de exaltação não se circunscrevia ao centro onde se desdobravam os fatos. Por todo o Brasil reinavam dissensões. No Pará, no Maranhão, na Bahia, no Ceará, em Pernambuco, em Minas Gerais, repetiam-se distúrbios, principalmente conflitos entre brasileiros e portugueses. Na Bahia e em Pernambuco, cometiam-se atentados sem que o governo pudesse reprimi-los. Na terrível contingência, cuidou-se de normalizar a situação política, elegendo-se a Regência Trina efetiva em 17 de junho de 1831, a qual se compunha do general Francisco de Lima e Silva, José da Costa Carvalho (futuro Marquês de Monte Alegre) e João Bráulio Muniz.

José da Costa Carvalho, Marquês de Monte Alegre (S. A. Sisson).

A Regência Trina efetiva fez obra relevante, entregando a direção da política aos moderados, maioria em todo o país. Em 24 de setembro de 1834 falecera D. Pedro I e os restauradores passaram a apoiar a ala moderada, de cujas idéias mais se aproximavam, evitando assim o crescimento dos exaltados. Com habilidade, o governo regencial foi neutralizando as maquinações dos exaltados, e procurava vencer a resistência do Senado às reformas constitucionais da Câmara. O Ato Adicional aparecia, ao cabo de longa campanha, como a grande obra da Regência, exprimindo o definitivo triunfo dos moderados.

Afastou-se depois da política alegando motivos de saúde que mal disfarçavam o seu descontentamento com a vida pública. De volta a São Paulo, foi diretor da Faculdade de Direito do Largo de São Francisco, de 1835 a 1836, tendo sido ainda senador por Sergipe (em 1839), Conselheiro de Estado em 1842 e, ainda em 1842, Presidente da Província de São Paulo.

Ministro do Império de 1848 a 1852, substituiu o Marquês de Olinda na Presidência do Conselho de Ministros (8 de outubro de 1849).

Político de feitio autoritário e intransigente, substituiu o marquês de Olinda na presidência do Conselho em 1849. Nesse período, realizou a política de intervenção armada do Brasil no Rio da Prata.

Foi ainda presidente da Sociedade de Estatística do Brasil e da Associação Central de Colonização do Rio de Janeiro. Agraciado com o título de Barão por decreto de 23 de agosto de 1841, depois Visconde com grandeza por decreto de 11 de setembro de 1843, e finalmente Marquês por decreto de 2 de dezembro de 1854.

Gabinete de 8 de outubro de 1849[editar | editar código-fonte]

Foi Presidente do Conselho de Ministros e simultaneamente ministro do Império

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre José da Costa Carvalho

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • MACEDO, Joaquim Manuel de, Anno biographico brazileiro (v.1), Typographia e litographia do imperial instituto artístico, Rio de Janeiro, 1876.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Vicente Pires da Mota
Presidente da Província de São Paulo
1842
Sucedido por
José Carlos Pereira de Almeida Torres
Precedido por
Estêvão Ribeiro de Resende
Presidente do Senado do Império do Brasil
1842 — 1843
Sucedido por
João Vieira de Carvalho
Precedido por
José Pedro Dias de Carvalho
Ministro dos Negócios do Império do Brasil
1848 — 1852
Sucedido por
Luís Pedreira do Couto Ferraz
Precedido por
Pedro de Araújo Lima
Primeiro-ministro do Brasil
8 de outubro de 1849 — 11 de maio de 1852
Sucedido por
Joaquim José Rodrigues Torres


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