José de Paiva Netto

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José de Paiva Netto
Data de nascimento 2 de março de 1941 (73 anos)
Local de nascimento Rio de Janeiro, RJ

José Simões de Paiva Netto (Rio de Janeiro, 2 de março de 1941) é presidente da Legião da Boa Vontade (LBV) desde 1979. Atuando nesta entidade, escreveu livros e artigos. Mesmo sem ter jamais cursado uma universidade, é escritor, jornalista, radialista, compositor, poeta e líder religioso.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Juventude[editar | editar código-fonte]

Membro da Associação Brasileira de Imprensa (ABI), da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Academia de Letras do Brasil Central, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Escritores do Rio de Janeiro, do Sindicato dos Radialistas do Rio de Janeiro e da União Brasileira de Compositores (UBC).

Filho de Bruno Simões de Paiva (1911-2000) e Idalina Cecília de Paiva (1913-1994), desde cedo foi incentivado à leitura pelo seu pai. Ajudava a mãe, que era enfermeira prática, no amparo aos doentes e recebia sempre a quem batesse à porta da casa à procura de ajuda. Sua infância e juventude foram marcadas por uma preocupação com temas filosóficos, espirituais, sociais, políticos, científicos e econômicos e pelo de auxílio aos necessitados.

Estudou no tradicional Colégio Pedro II, na capital fluminense, do qual recebeu o título de Aluno Eminente, sendo homenageado com placa de bronze.

Na LBV[editar | editar código-fonte]

Em 1956 iniciou seu trabalho junto ao fundador da LBV, o jornalista, radialista, escritor e poeta Alziro Zarur, tornando-se um de seus principais assessores durante quase um quarto de século. Mais tarde, tornou-se Secretário-Geral da Instituição (cargo equivalente ao de Vice-Presidente). Com o falecimento de Zarur em 1979, sua esposa Iracy Zarur, sucedeu-o juntamente com seus dois filhos Paulo e Pedro. Paiva Netto sucedeu-os.

Preside a Legião da Boa Vontade desde 1979, tendo multiplicado os programas de Promoção Humana, Social e Educacional da Instituição. Lançou na LBV o lema Educação e Cultura, Alimentação, Saúde e Trabalho com Espiritualidade Ecumênica, marca de uma ação comunitária, que prima pelo elevado padrão qualitativo no amparo às populações que vivem em situação de risco social e pessoal. Hoje, a LBV atua em todo o País, por meio de escolas de educação básica; lares para crianças, adolescentes e idosos; Centros Comunitários e Educacionais e campanhas socioeducativas.

Esse trabalho não tem fronteiras e foi levado a outros países. Atualmente, essa iniciativa solidária é desenvolvida pela Legião da Boa Vontade da Argentina, do Paraguai, do Uruguai, da Bolívia, de Portugal e dos Estados Unidos, e em diversas regiões do mundo. A LBV foi a primeira organização não-governamental brasileira a associar-se ao Departamento de Informação Pública das Nações Unidas (DPI), a partir de 1994. Em 1999, tornou-se também a primeira ONG do Brasil a conquistar na ONU o status consultivo geral no Conselho Econômico e Social (Ecosoc). E, em 2000, passou a integrar a Conferência das ONGs com Relações Consultivas para as Nações Unidas (Congo), em Viena, na Áustria.

Templo da Boa Vontade e rede de comunicação[editar | editar código-fonte]

Em 1989, Paiva Netto inaugurou, em Brasília/DF, o Templo da Boa Vontade (TBV), um pólo do Ecumenismo Total e Irrestrito, com arquitetura arrojada e frequentado em virtude da sua Espiritualidade universalista. Ao lado do TBV, em 1994, inaugurou o Parlamento Mundial da Fraternidade Ecumênica, o ParlaMundi da LBV, obra que forma o conjunto arquitetônico campeão em número de visitantes, segundo a Secretaria de Turismo do Distrito Federal, recebendo em seus 17 anos de inauguração mais de 16 milhões de visitantes.

Para propagar esse ideal de Solidariedade, Paiva Netto criou a Super Rede Boa Vontade de Rádio (Super RBV) e a Rede Mundial de Televisão — A TV da Educação, da Cultura e da Cidadania Solidária Altruística com Espiritualidade Ecumênica! (RMTV). Também é autor de vários best-sellers, com mais de 3 milhões de livros vendidos. Sobre esse aspecto de sua personalidade, o escritor norte-americano Errol Lincoln Uys observou: “Paiva Netto, sendo um homem prático, não deixa de ter alma de poeta”. Segundo a definição do eminente professor, jurisconsulto e tratadista José Cretella Júnior, “é um exímio estilista, sempre em dia com as novas”. E, na opinião do mestre de professores Moacir C. Lopes, “é um escritor de muito talento”.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Foi denunciado pelo jornal O Globo, em 2001 com veiculação na TV pela Rede Globo, por uso particular do dinheiro doado à instituição para auxílio aos pobres, embora nenhuma das acusações tenha sido comprovada pela Justiça, que arquivou os processos. As denúncias começaram depois que a LBV dirigida por Paiva Netto recebeu a concessão de um canal de TV em São Paulo pretendido pelas Organizações Globo[1] .

Após as denúncias, o Conselho Nacional de Assistência Social (CNAS) havia decidido cassar o Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social (CEBAS), porém, por unanimidade, reconsiderou sua decisão. A LBV possui o certificado de filantropia e o título de utilidade pública, o que reforça seu trabalho filantrópico e leva a crer que nada teve com as supostas denúncias. Atualmente o processo se reverteu e a acusadora responde judicialmente por ter acusado sem provas a LBV.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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