Josepha Hofer

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Josepha Hofer (Maria Josefa Weber, mais tarde Josepha Mayer) - (Zell, 29 de dezembro de 1758 - Viena, 29 de dezembro de 1819) foi uma soprano alemã do período clássico. Ela era cunhada de Wolfgang Amadeus Mozart e a primeira a realizar o papel da Rainha da Noite na ópera de Mozart Die Zauberflöte (A Flauta Mágica).[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Maria Josepha Weber nasceu em Zell, em Baden-Württemberg, Alemanha. Filha de Fridolin Weber, foi a mais velha de três irmãs: Aloysia, que foi o primeiro amor de Mozart e cantou em suas óperas mais tarde; Constanze, que se casou com Mozart em 1782, e Sophie. O compositor Carl Maria von Weber era filho do irmão de seu pai.

Josepha cresceu principalmente em Mannheim, e se mudou com sua família primeiro para Munique, e depois para Viena, seguindo a carreira de cantora de sua irmã Aloysia. Após sua atuação como a Rainha da Noite na estréia de A Flauta Mágica em 1791, ela continuou desempenhando esse papel, abandonando-o em 1801 com a idade de 43 anos.

Ela se casou duas vezes. Seu primeiro marido, com o qual casou-se em 21 de julho de 1788 na Catedral de St. Stephen's, foi o músico Franz de Paula Hofer (1755-1796), que trabalhou a partir de 1789 como violinista na corte imperial. Seu segundo marido (1797) foi o cantor Sebastian Mayer (1773-1835). Mayer foi o primeiro a desempenhar o papel de Pizarro na ópera Fidelio, de Beethoven.[2]

Josepha Mayer aposentada do canto em 1805, morreu em Viena a 29 de dezembro de 1819.[3]

Performance[editar | editar código-fonte]

De acordo com relatos contemporâneos, Josepha Hofer possuia uma tessitura muito aguda, mas tinha uma certa aspereza na voz e lhe faltava presença de palco. A qualidade de sua voz a equipou para assumir as dificílimas passagens de coloratura que Mozart escreveu para a Rainha da Noite.[4]

Uma história dos tempos de Mozart sugere que o compositor era muito impressionado pelo desempenho vocal de sua cunhada. A história remonta a uma carta de 1840 do compositor Ignaz von Seyfried, e descreve um evento da última noite da vida de Mozart - 4 de dezembro de 1791 - cinco semanas depois da muito bem sucedida estréia de A Flauta Mágica. Segundo Seyfried, Mozart sussurrou o seguinte para sua esposa Constanze: “ Calma, calma… Hofer irá levá-la ao agudo. Agora minha cunhada está cantando sua segunda ária, Der Hölle Rache; quão forte ela canta os graves e quão bem mantém o Si bemol em “ Hört! hört! hört! der Mutter Schwur! ".[5]

Referências

  1. Deutsch, Otto Erich: Mozart: A Documentary Biography. Stanford, Stanford University Press. 1965
  2. GROVE, Dicionário de música. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed.,1994 p. 324
  3. GROVE, Dicionário de música. Rio de Janeiro, Jorge Zahar Ed.,1994 p.1016
  4. MASSIN, Jean e Brigitte. História da música ocidental. Nova Fronteira, Rio de Janeiro, 1997
  5. Citação de Deutsch (1965, 556): "O Si bemol a que Mozart se refere é uma nota, muito poderosa, cantadas na terceira repetição do "Hort!". A harmonia napolitana inesperada na orquestra forma o clímax da ária. O original alemão diz: "Still, still! Jetzt nimmt die das Hofer F hohe; - singt ihre Schwägerin jetzt die zweite Arie:, Der Hölle Rache '; wie sie kräftig B aushält anschlägt und:, Hort! Hort Hort! Der! Mutter Schwur! ".

Ver também[editar | editar código-fonte]

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