Jovelina Pérola Negra

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Jovelina Pérola Negra
Informação geral
Nome completo Jovelina Farias Belfort
Nascimento 21 de julho de 1944
Origem Rio de Janeiro, RJ
País  Brasil
Data de morte 2 de novembro de 1998 (54 anos)
Gênero(s) Samba
Instrumento(s) vocal
Gravadora(s) RGE

Jovelina Pérola Negra (Rio de Janeiro, 21 de julho de 1944 — Rio de Janeiro, 2 de novembro de 1998), cujo nome de batismo era Jovelina Farias Delford, foi uma cantora brasileira e uma das grandes damas do samba e do pagode. Voz rouca, forte, amarfanhada, de tom popular e força batente. Herdeira do estilo de Clementina de Jesus, foi, como ela, empregada doméstica antes de fazer sucesso no mundo artístico.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nascida em Botafogo (zona sul do Rio de Janeiro), Jovelina Pérola Negra logo fincou pé na Baixada Fluminense, em Belford Roxo. Apareceu para o grande público ao participar do histórico disco "Raça Brasileira", em 1985. Pastora do Império Serrano, ajudou a consolidar o que é chamado hoje de pagode.

Verdadeira tiete do partideiro Bezerra da Silva, Jovelina começou a dizer seus pagodinhos no Vegas Sport Clube, em Coelho Neto, levada pelo amigo Dejalmir, que também lançou o nome Jovelina Pérola Negra, homenagem à sua cor reluzente.[1]

Gravou cinco discos individuais conquistando um Disco de Platina. Atualmente são encontradas apenas as coletâneas com os grandes sucessos como "Feirinha da Pavuna", "Bagaço da Laranja" (gravada com Zeca Pagodinho), "Luz do Repente", "No Mesmo Manto" e "Garota Zona Sul", entre outros. O sucesso chegou tardiamente e ela não realizou o sonho de "ganhar muito dinheiro e dar aos filhos tudo o que não teve".

Faleceu no dia 2 de novembro de 1998, aos 54 anos, de enfarte, no bairro do Pechincha. Deixou três filhos - José Renato (30), Cassiana (24) e Cleyton (10) -, que teve com Nilton dos Santos, de quem era separada. O enterro foi realizado no Cemitério da Pechincha.

Estilo[editar | editar código-fonte]

O estilo muito pessoal conquistou muitos fãs no meio artístico, levando até mesmo Maria Bethânia a uma apresentação no Terreirão do Samba, na Praça Onze de Junho, de onde a diva da música popular brasileira só saiu depois de ouvir "dona Jove versar". Alcione já homenageou a "Pérola Negra" em um de seus melhores discos, "Profissão Cantora". Enquanto o samba e o verdadeiro partido-alto existirem, Jovelina sempre será lembrada pela voz potente e a ginga própria da raça negra - assim como Clementina de Jesus.

Discografia[editar | editar código-fonte]

  • Raça Brasileira (participação em três faixas), 1985
  • Jovelina Pérola Negra, 1986
  • Luz do Repente, 1987
  • Sorriso Aberto, 1988
  • Amigos Chegados, 1990
  • Sangue Bom, 1991
  • Pagodão da Jovelina, 1993
  • Vou da Fé, 1993
  • Samba Guerreiro, 1997
  • Duetos, 20

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Referências

  1. Texto de apresentação da capa do LP "RAÇA BRASILEIRA", de 1985, da gravadora RGE