Juan Carlos da Espanha

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Juan Carlos
Coat of Arms of Juan Carlos I of Spain.svg
Rei da Espanha
Juan Carlos I Rey de España 2009 2.jpg
João Carlos
Governo
Reinado 22 de novembro de 1975 - 19 de junho de 2014
Coroação 27 de novembro de 1975
Consorte Sofia da Grécia
Antecessor Francisco Franco
Chefe do Estado Espanhol
Sucessor Filipe VI da Espanha
Casa Real Bourbon
Dinastia Bourbon (Terceira Restauração)
Títulos Rei de Espanha, de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, (mais...)
Vida
Nome completo João Carlos Afonso Vítor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias
Nascimento 5 de janeiro de 1938 (76 anos)
Roma,  Itália
Filhos Infanta Elena
Infanta Cristina
Filipe VI
Pai Juan de Bourbon, Conde de Barcelona
Mãe Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans
Assinatura Assinatura de Juan Carlos

Juan Carlos da Espanha GCTE • GColTE • GCCGCAGColSEGColIHGColL (nascido João Carlos Afonso Vítor Maria de Bourbon e Bourbon-Duas Sicílias; Roma, 5 de janeiro de 1938) foi o rei da Espanha de 1975 a 2014. Nasceu na Itália durante o exílio do seu avô, sendo filho de Juan de Borbón y Battenberg e de Maria das Mercedes de Bourbon e Orléans, Princesa das Duas Sicílias.

O seu avô Afonso XIII foi rei da Espanha até 1931, altura em que foi deposto pela Segunda República Espanhola. Por expresso desejo de seu pai, a sua formação fundamental desenvolveu-se na Espanha, onde chegou pela primeira vez aos 10 anos, procedente de Portugal, onde residiam os Condes de Barcelona desde 1946, na vila atlântica do Estoril, e foi aluno interno num colégio dos Marianos da cidade suíça de Friburgo.

O ditador General Francisco Franco foi quem nomeou João Carlos como rei em 1969, após a Espanha já ter extinto a monarquia.[1] Após a morte de Franco, conseguiu fazer a transição pacífica do regime franquista para a democracia parlamentar e, segundo sondagens de opinião, já gozou de muito pouca popularidade entre os espanhóis. Atualmente, dois terços dos espanhóis já desejavam que o rei Juan Carlos abdicasse do trono.[2]

Em 2 de junho de 2014, o primeiro-ministro Mariano Rajoy recebeu do monarca a sua carta de abdicação.[3] [4] Suceder-lhe-á o seu filho, Filipe VI, após a aprovação de uma lei orgânica tal como estabelece o artigo 57.5 do texto constitucional espanhol.[5]

Em 11 de junho de 2014, o Parlamento Espanhol aprovou sua abdicação, com 299 votos a favor, 19 contra e 23 abstensões.[6]

Vida[editar | editar código-fonte]

Juventude e educação[editar | editar código-fonte]

Juan Carlos nasceu em Roma, onde o rei Afonso XIII e toda a corte espanhola estavam vivendo em consequência da proclamação da Segunda República Espanhola. A sua infância foi inteiramente ocupada pelos interesses políticos do seu pai e do General Francisco Franco. João Carlos mudou-se para a Espanha em 1948 a fim de ser educado na terra natal dos seus ancestrais, para tal seu pai teve de convencer Franco a permitir isso.

Juan Carlos iniciou os seus estudos no Instituto San Sebastián e em 1954 terminou o bacharelato no Instituto San Isidro, em Madrid. Desde 1955 estudou nas Academias e Escolas Militares dos três Exércitos, onde adquiriu o grau de Oficial. Nesta etapa realizou a sua viagem de práticas como Guarda da Marinha no navio escola "Juan Sebastián Elcano", e obteve o seu título de piloto militar.

Em março de 1956, o irmão mais novo de João Carlos, Alfonso, veio a falecer devido a um acidente evolvendo uma arma na Villa Giralda, a casa de veraneio da família no Estoril, em Portugal. Logo após o incidente, a imprensa divulgou que a arma havia sido manuseada por Juan Carlos no momento do acidente. Josefina Carolo, empregada da mãe de Juan Carlos alegou que o monarca havia puxado o gatilho sem saber que a arma estava carregada. Este fato não é referido na sua biografia oficial e é um assunto de controvérsia.[7]

Em 1957, Juan Carlos passou um ano na escola naval de Pontevedra e depois na escola aérea em San Javier. Entre 1960 e 1961 completou sua formação na Universidade Complutense de Madrid, onde cursou Direito Político e Internacional, Economia e Finanças Públicas.

Casamento[editar | editar código-fonte]

Em 14 de maio de 1962 contraiu matrimônio em Atenas com SAR a Princesa Sofia da Grécia, filha dos reis da Grécia de então. Ela era ortodoxa mas, devido ao casamento, converteu-se ao catolicismo romano. Depois das bodas, os príncipes começaram a residir no Palácio da Zarzuela, nos arredores de Madrid.

Vida política[editar | editar código-fonte]

Príncipe da Espanha: 1969-1975[editar | editar código-fonte]

Família real espanhola
Casa de Bourbon
Coat of Arms of Spanish Monarch.svg

SM o Rei
SM a Rainha


SM o rei Juan Carlos
SM a rainha Sofia


Pilar de Espanha

  • Simoneta
  • Visconde de la Torre
  • Bruno
  • Luís
  • Fernando

Margarida de Espanha
Duque de Soria e Hernani

  • Alfonso
  • María

Alice de Bourbon-Parma

O regime de Francisco Franco tinha chegado ao poder durante a Guerra Civil Espanhola, que tinha corroído republicanos, anarquistas, socialistas, comunistas e apoiado pelos soviéticos e por Estaline, ditador comunista, e contra os conservadores, monárquicos, nacionalistas e fascistas. Com o último grupo, em última análise emergentes, foram bem sucedidos com o apoio do vizinho Portugal e as grandes potências europeias do Eixo fascista de Itália e a Alemanha nazista. Apesar da sua aliança com monárquicos, Franco não estava ansioso por restaurar a monarquia deposta, estando ele no poder, preferindo estar à cabeça com um regime próprio como Chefe de Estado para a vida. Apesar dos apoiantes partidários de Franco geralmente aceitarem este regime, muito rapidamente iniciaram um debate sobre quem iria substituir Franco quando ele morresse. As fações monárquicas exigiram a devolução de uma monarquia absoluta de linha dura, e eventualmente Franco concordou que o seu sucessor seria um monarca.

O herdeiro ao trono da Espanha foi Juan de Bourbon (Conde de Barcelona), o filho do falecido Afonso XIII. No entanto, Franco via-o com extrema desconfiança, acreditando que ele devesse ser um liberal que se opunha ao seu regime. Franco considerou então dar o trono para o primo João Carlos Afonso, Duque de Anjou e de Cádiz. Afonso tinha casado com uma neta de Franco, em 1972 e era conhecido por ser um fervoroso franquista. Em resposta, João Carlos começou a utilizar o seu segundo nome Carlos para fazer valer o seu pedido à herança do ramo Carlistas da sua família.

Em última instância, Franco decidiu ignorar a geração e escolheu como sucessor o príncipe Juan Carlos. Franco esperava que o jovem príncipe poderia ser preparado para assumir a nação, embora continuando a manter a natureza ultra-conservadora do seu regime. Em 1969, Juan Carlos foi oficialmente designado herdeiro e foi dado o novo título de Príncipe da Espanha (e não o tradicional de Príncipe das Astúrias). Como condição de ser chamado como herdeiro aparente, ele teve de jurar fidelidade a Franco e ao Movimento Nacional, o que fez com pouca hesitação.

Juan Carlos reuniu-se com Franco e consultou-o muitas vezes ao mesmo tempo que o herdeiro aparente, e muitas vezes, realizava funções oficiais e cerimoniais de Estado, a par do ditador, o que provocava a ira dos republicanos moderados e mais liberais, que esperava que traria a morte de Franco, numa era de reforma. Durante esses anos, Juan Carlos apoiou publicamente o regime. No entanto, à medida que os anos progrediam, começou a reunião com líderes da oposição política e exilados, que foram lutar para levar a reforma liberal do país. Ele também teve conversas secretas com o seu pai pelo telefone. Franco, por seu lado, desconhecia as ações do príncipe e negou as alegações de que Juan Carlos foi, de qualquer forma, desleal à sua visão do regime.

Durante os períodos em que Franco esteve incapaz, temporariamente, em 1974 e 1975, Juan Carlos foi agindo como Chefe de Estado. Perto da morte, em 30 de outubro de 1975, Franco deu o controle total a Juan Carlos. Em 22 de novembro, após o falecimento de Franco, as Cortes Gerais proclamaram Juan Carlos como rei da Espanha e, em 27 de novembro, ascendeu ao trono espanhol numa cerimónia chamada de Unção do Espírito Santo, uma missa que foi o equivalente a uma coroação, na Igreja dos Jerônimos, em Madrid.

"Rei de todos os espanhóis" (1975-2014)[editar | editar código-fonte]

Juan Carlos recebendo Nicolae Ceauşescu, em 1979.

Depois da morte do anterior Chefe de Estado, Francisco Franco, Juan Carlos foi proclamado rei a 22 de novembro de 1975, e pronunciou nas Cortes a sua primeira mensagem à nação, na qual expressou as ideias básicas do seu reinado: restabelecer a democracia e ser rei de todos os espanhóis, sem exceção.

A transição para a democracia, pilotada por uma nova equipe, começou com a Lei da Reforma Política em 1976. Em maio de 1977, o Conde de Barcelona, seu pai, transmitiu ao rei os seus direitos dinásticos e a Chefia da Casa Real espanhola, num ato que constatava o cumprimento do papel que pertencia à Coroa no retorno da democracia. Um mês mais tarde, celebraram-se as primeiras eleições democráticas desde 1936, e o novo Parlamento elaborou o texto da atual Constituição, aprovada por referendo a 6 de dezembro de 1978 e sancionada por Juan Carlos em sessão solene das Cortes Gerais de 27 do mesmo mês. A Constituição estabelece, como forma política do Estado, a monarquia parlamentar, em que o rei arbitra e modera o funcionamento regular das instituições políticas. Na sua mensagem às Cortes, Juan Carlos proclamou expressamente o seu propósito de aceitá-la e servi-la. Em suma, foi a atuação do monarca que salvou a Constituição e a democracia na noite de 23 de fevereiro de 1981, quando os demais poderes constitucionais estavam centrados no Parlamento por uma intenção golpista.

Ao longo do seu reinado, visitou oficialmente a quase totalidade dos países do Mundo e os principais organismos internacionais, tanto de caráter universal como regional.

A função de estadista[editar | editar código-fonte]

Juan Carlos impulsionou um novo estilo nas relações ibero-americanas, sobressaindo as marcas de identidade próprias de uma comunidade cultural que se baseia em duas línguas principais (português e espanhol) e assinalando a necessidade de elaborar iniciativas conjuntas e participar em fórmulas adequadas de cooperação. Esta é a razão de ser das Cimeiras Ibero-americanas, cuja primeira sessão teve lugar em Guadalajara, México, em 1991.

Juan Carlos recordou sempre a vocação europeia da Espanha ao longo da sua história e elaborou o seu processo de incorporação às Comunidades Europeias. A importância da União Europeia no mundo contemporâneo e em particular nas áreas em que são afins, incluindo a Ibero-américa, tem sido presente nas numerosas mensagens do Rei.

Seu perfil europeísta e o seu papel no restabelecimento da democracia na Espanha foram reconhecidos através de numerosos Prêmios Internacionais.

Atento sempre ao mundo intelectual e a sua capacidade de inovação, Juan Carlos exerce o Alto Patronato das Reais Academias e mantém uma assídua relação com os âmbitos culturais e em particular com a Universidade. Foi investido Doutor Honoris Causa por uma trintena de prestigiosas universidades espanholas e estrangeiras.

A língua castelhana, património da comunidade de hispano-falantes, e seu prometedor futuro no mundo atual são os temas que merecem a sua especial atenção. Impulsionou a criação da Fundação Pro Real Academia que se constituiu com a participação de entidades públicas e privadas em 1994. É também o Presidente Honorário do Patronato do Instituto Cervantes, encarregado da difusão do espanhol no mundo. Todos os anos entrega o Prêmio Cervantes, que distingue os melhores escritores da língua espanhola nos continentes Europa e América.

Através das diversas fundações de que é presidente honorário, apoia pessoalmente a criação e o desenvolvimento de novas tecnologias na Espanha, e alimenta numerosas iniciativas nas áreas da economia e a empresa, a investigação, os avanços sociais e o desenvolvimento solidário da convivência espanhola nas suas mais variadas manifestações.

A Constituição estabelece que o rei é o chefe supremo das Forças Armadas. No exercício da sua função, Juan Carlos reunia-se uma vez por ano com os três exércitos na festa da Páscoa Militar, presidia à entrega de despachos e diplomas nas Academias e Escolas Superiores Militares, visitava numerosas unidades e assistia às suas manobras e exercícios.

Divergência com Hugo Chávez[editar | editar código-fonte]

Durante a Conferência Ibero-Americana de 2007 realizada em Santiago do Chile, quando o presidente venezuelano Hugo Chávez criticou o ex-presidente do governo espanhol José María Aznar chamando-o de fascista, interrompendo constantemente o presidente do governo Zapatero, Juan Carlos disse a Chávez: ¿Por qué no te callas? (Por que não te calas?). O incidente tornou-se num fenómeno mediático mundial.

Vida pessoal e família[editar | editar código-fonte]

Juan Carlos e a esposa Sofia.

Juan Carlos casou-se em Atenas, na Igreja de São Dinis, no dia 14 de maio de 1962, com a Princesa Sofia da Grécia, filha do rei Paulo I da Grécia. Sofia era cristã ortodoxa, mas se converteu ao catolicismo para se tornar rainha da Espanha. Do casamento nasceram duas filhas, a infanta Elena e a infanta Cristina, e o atual rei, Felipe.

Nas bodas de prata do casamento Juan Carlos e Sofia tiraram uma fotografia oficial no Palácio da Zarzuela e organizaram uma receção para casais também unidos a 14 de maio de 1962.

Em 2012 não existiram comemorações dos 50 anos de casamento. Vários jornais alemães, citados pela imprensa espanhola, falam de um alegado relacionamento amoroso de seis anos entre Juan Carlos e Corina Larsen, uma divorciada de 47 anos que mantém o título e apelido do segundo marido, o príncipe Casimir zu Sayn-Wittgenstein[8] .

Tanto Juan Carlos como a esposa são fluentes em várias línguas. Eles falam espanhol, catalão, francês e inglês. Ao contrário da rainha, no entanto, Juan Carlos não fala alemão, nem a sua língua nativa, o grego, um fato que ele lamenta. Além das referidas línguas, o rei fala fluentemente italiano e português.

Juan Carlos também é membro da Organização Mundial do Movimento Escoteiro.[9]

Desportos e passatempos[editar | editar código-fonte]

Palácio Real de Madrid (residência oficial dos reis espanhóis). Construído a partir de 1738 sobre o Antigo Alcázar Real.

Assíduo praticante de vários desportos, sobretudo o esqui e a vela, Juan Carlos apoia a prática desportiva como escola de formação de grande valor social. A presença dos Reis e da Família Real e o seu estímulo às equipas olímpicas espanholas é constante e teve especial relevo durante os Jogos Olímpicos de 1992 em Barcelona.

Sendo amante do mar, competiu no iatismo na classe Dragão nos Jogos Olímpicos de Munique 1972, embora não tenha vencido nenhuma medalha. No verão, nas suas férias, toda a família reúne-se em Marivent Palace (Palma de Maiorca) e no iate Fortuna, onde eles participam nas competições de vela. No inverno, eles costumam ir esquiar em Baqueira-Beret e Candanchú (Pirenéus).

Em outubro de 2004 indignou ativistas ambientais após matar nove ursos (um dos quais era uma fêmea grávida), no centro da Romênia.[10] Em agosto de 2006, alega-se que João Carlos teria caçado alcoolizado na Rússia; o gabinete do monarca espanhol contesta estas alegações, as quais são feitas por autoridades regionais russas.[11]

Juan Carlos é ainda um operador de rádio amador e detém a chamada EA0JC. Seu gosto incógnito de pilotar motocicletas já foi levantado, devido a lendas urbanas que dizem que pessoas já encontraram o rei a andar pelas estradas, sozinho.

Polêmica com caça de animais em perigo de extinção[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2012 a imprensa divulga que Juan Carlos participou de caça a elefantes na África e que as atividades de caça predatória eram bancadas com dinheiro do contribuinte espanhol. Na sequência do safari os sócios da organização filial espanhola do Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) afastaram o monarca do cargo de presidente honorário, que ocupava desde a fundação da organização 1968.[12]

Ascendência[editar | editar código-fonte]

Descendência[editar | editar código-fonte]

Filhos e netos

Abdicação[editar | editar código-fonte]

Em 2 de junho de 2014 o rei fez uma declaração televisiva e radiofónica às 13h, hora de Madrid, para anunciar a sua abdicação e explicar aos espanhóis os motivos que o levaram a tomar a decisão de abdicar em favor do seu filho Filipe.[3] [4] [13]

Títulos e honras[editar | editar código-fonte]

Estilo real de tratamento de
Juan Carlos da Espanha
Coat of Arms of Juan Carlos I of Spain.svg

Brasão de armas de Juan Carlos

Estilo real Sua Majestade
Estilo alternativo Sua Majestade Católica

Títulos reais[editar | editar código-fonte]

Juan Carlos é um descendente direto de muitos famosos governantes de diferentes países europeus, como o Carlos V da Alemanha (que reinou na Espanha como Carlos I), Luís XIV da França e da rainha Vitória do Reino Unido. Por isso, ele está relacionado com todos os atuais monarcas da Europa.

A atual Constituição espanhola refere-se à monarquia como "a Coroa da Espanha" e ao título do monarca constitucional, simplesmente, como Rey/Reina de España ("Rei/Rainha de/da Espanha"). No entanto, a Constituição prevê a utilização de outros títulos históricos relativos à monarquia espanhola, sem precisar deles. Um decreto promulgado em 6 de novembro de 1987, o Conselho de Ministros regulamenta que o rei pode usar outros títulos relativos à Coroa. Contrariamente a algumas convicções, a lista de títulos contém mais de 20 como rei, etc, não se encontrando em uso, nem é usado na diplomacia espanhola. Na verdade, nunca foi utilizado todos os títulos, como "Espanha" nunca foi uma parte da lista do pré-1837, quando a longa lista foi oficialmente usada.

Este estilo feudal foi utilizado pela última vez, oficialmente, em 1836, por Isabel II de Espanha antes de ela se tornar rainha constitucional.

Títulos oficialmente em uso[editar | editar código-fonte]

Sua Majestade o Rei Juan Carlos, de Castela, de Leão, de Aragão, das Duas Sicílias, de Jerusalém, de Navarra, de Granada, de Toledo, de Valência, da Galiza, da Sardenha, da Córsega, de Córdova, de Múrcia, de Jaén, de Algeciras, de Gibraltar, das Ilhas Canárias, das Índias Orientais e Ocidentais e das Ilhas e Terra Firme do Mar Oceano, Arquiduque de Áustria, Duque de Borgonha, de Brabante (nos Países Baixos), de Milão, de Atenas e de Neopatria, Conde de Habsburgo, de Flandres, do Tirol, do Roselão e de Barcelona, Senhor de Biscaia e de Molina.

Honras militares[editar | editar código-fonte]

Como Chefe de Estado espanhol foi, por inerência, Capitão General das Reais Forças Armadas e seu Comandante Supremo. Atualmente, é capitão-general da reserva.

Outras honras[editar | editar código-fonte]

Ele tem sido o destinatário de inúmeros diplomas honorários, incluindo a partir da Universidade de Santo Tomás, Filipinas, Southern Methodist University (onde, em 2001, ele abriu oficialmente o Museu Meadows, onde está patente a maior coleção de arte espanhola fora de Espanha), e a Universidade de Santa Maria do Texas. João Carlos também recebeu uma menção honrosa do Doutorado em Direito da Universidade de Nova Iorque, e da Universidade de Utrecht, Países Baixos (25 de Outubro de 2001).[14] Em 1997, a Universidade de Nova Iorque abriu o Centro Rei João Carlos I da Espanha (para promover a investigação e o ensino da língua espanhola) na histórica Judson Hall e nos edifícios adjacentes em Washington Square, em Nova Iorque. Ele também é membro da Organização Sons da Revolução Americana.[15] Em 1996 recebeu o prêmio Jean Monnet da Fundação Jean Monnet para a Europa, pelo seu trabalho sobre a integração da Comunidade Europeia em Espanha.

Para além destas, Juan Carlos foi também:

Juan Carlos é também:

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Recebeu o Prêmio Felix Houphouet-Boigny para a Procura da Paz pela UNESCO.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Commons
O Commons possui imagens e outros ficheiros sobre Juan Carlos da Espanha

Referências

  1. "Those Apprentice Kings and Queens Who May – One Day – Ascend a Throne," New York Times. 14-11-1971.
  2. Divulgado no dia 05/01/2014
  3. a b publico.pt (2 de junho de 2014). Rei Juan Carlos de Espanha abdica. 2 de junho de 2014. Página visitada em 2 de junho de 2014.
  4. a b [[El Mundo (Espanha)|]] (2 de junho de 2014). El Rey abdica. 2 de junho de 2014. Página visitada em 2 de junho de 2014.
  5. El Rey renuncia y abre el proceso sucesorio
  6. Jornal O Globo
  7. Justin Sparks e Peter Conradi, Juan Carlos ‘killed brother in prank’, The Sunday Times, 11 de maio de 2003. Acesso em 29 de dezembro de 2007.
  8. Reis de Espanha sem festa das Bodas de Ouro.
  9. Einladung zun Pressegespräch am 18.September-World Scout Foundation in Österreich-Seine Mäjestät Carl XVI von Schweden zu Gast in Wien (PDF) (em german). Pfadfinder und Pfadfinderinnen Österreichs. Página visitada em 2008-09-14.
  10. Romania: Elite Hunting Spree Sparks Calls For Better Animal Protection, RFE/RL, 27 de janeiro de 2005
  11. "Royal row over Russian bear fate", BBC News, 20 de outubro de 2006
  12. Rei de Espanha afastado da presidência do WWF
  13. elpais.com (2 de junho de 2014). Directo. 2 de junho de 2014. Página visitada em 2 de junho de 2014.
  14. Honra do Doutoramento, 2001, Utrecht University. Acessado em 29 de dezembro de 2007.
  15. Edward F. Butler, Envolvimento espanhol na Guerra da Revolução Americana, Parte 2, National Society of Sons of the American Revolution, 27 de novembro de 2001. Acessado em 29 de dezembro de 2007.
  16. a b c d e f g Cidadãos Estrangeiros Agraciados com Ordens Portuguesas. Presidência da República Portuguesa. Página visitada em 2013-01-05. "Resultado da busca de "Rei João Carlos I"."

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Precedido por
Vacante
Segunda República Espanhola em vigor
Último detentor do título:
Afonso XIII
Coat of Arms of Spanish Monarch.svg
Rei da Espanha

22 de novembro de 1975 - 18 de junho de 2014
Sucedido por
Filipe VI
Precedido por
Jaime, Duque de Segóvia
---
Juan, Conde de Barcelona
- TITULAR -
Rei de Espanha

19 de julho de 1969 - 22 de Novembro de 1975
Motivo da sucessão fracassada:
Monarquia abolida em 1931
Sucedido por
Monarquia restaurada
Precedido por
Afonso de Bourbon, duque de Berry
Linha de sucessão legitimista
ao trono francês

3.ª posição
Sucedido por
Filipe VI da Espanha