Judaísmo e cristianismo

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Question book.svg
Este artigo não cita fontes fiáveis e independentes. (desde dezembro de 2009). Por favor, adicione referências e insira-as corretamente no texto ou no rodapé. Conteúdo sem fontes poderá ser removido.
Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico)
Wikitext.svg
Este artigo ou seção precisa ser wikificado (desde dezembro de 2009).
Por favor ajude a formatar este artigo de acordo com as diretrizes estabelecidas no livro de estilo.


Comparação entre judaísmo e cristianismo.

Judaísmo[editar | editar código-fonte]

Primeira das grandes religiões monoteístas (crença em um só Deus), o judaísmo surgiu como uma separada sob Moisés, que se acredita haver recebido de Deus os Dez Mandamentos, no Monte Sinai, por volta de 1200 a.C.. Ele uniu o povo judeu e ajudou seu sucessor, Josué, a conquistar a terra de Canaã, que os judeus renomearam como Israel. Uma revolta contra o domínio romano acabou com a destruição do Templo em Jerusalém, em 70 d.C. e os exilados espalharam o judaísmo em todo o mundo.

Principais crenças- Os judeus veem o mundo criado como essencialmente bom e acreditam que há um plano divino na história da humanidade.

Culto- Os judeus devotos vão à sinagoga três vezes ao dia.

- De manhã e à noite, recitam a afirmação básica do judaísmo, Shemá, parte da Torá.

- O Shabat, dia de descanso, é o cerne da semana. Começa ao pôr do sol da sexta-feira, quando se acendem as velas, seguidas por preces e uma refeição em família.

Livros sagrados- O principal livro sagrado, a Torá, consiste nos primeiros cinco livros da Bíblia hebraica. As leis básicas da vida judaica nela se encontram. Também se considera sagrada uma coletânea de comentários eruditos sobre a Torá, chamada Talmude.

Cristianismo[editar | editar código-fonte]

Para os adéptos do Cristianismo, Jesus Cristo (c. 6 a.C.-30 d.C.), fundador da religião que traz o seu nome, era judeu. Sua doutrina, através da qual afirmava, por exemplo que os judeus não eram superiores aos demais povos, já que haviam se afastado das leis divinas, juntamente com a alegação de que falava com a autoridade de Deus, puseram-no em conflito com a tradição judaica. Ele acabou preso e crucificado em Jerusalém. Seus seguidores foram então, perseguidos, sendo mortos por romanos e pagãos, que os consideravam hereges pelos dois séculos seguintes. Apenas quando o império Constantino legalizou o cristianismo (e todas as outras religiões) com o Édito de Milão, em 313, os ditos discípulos do caminho tiveram paz. Porém, o cristianismo só foi proclamado como religião oficial do Império Romano por Teodósio I, em 391, passando então a oprimir os seus antigos perseguidores. Os seguidores levaram sua mensagem a todos os cantos do mundo de modo que hoje o cristianismo é a mais disseminada religião monoteísta.

Catolicismo Romano[editar | editar código-fonte]

Os católicos romanos reconhecem a autoridade do papa, sucessor direto de São Pedro, o primeiro Bispo de Roma.

Igreja Oriental ou Ortodoxa[editar | editar código-fonte]

As contestações à autoridade do papa em Roma pela Igreja Ortodoxa, com sede em Constantinopla, culminaram em sua separação no Grande Cisma de 1054. Os ortodoxos dão grande ênfase à tradição, e os ícones desempenham um papel importante em seus cultos. Vê-se o ícone como uma janela para Deus, levando o seu devoto à verdadeira presença do santo representado. A Igreja com sede em Constantinopla não admitia os ícones, moveu uma grande perseguição aos iconófilos. Tomou as terras dos monges que fabricavam e viviam dos ícones. Ela foi sempre iconoclástica. A igreja iconófila foi sempre a Igreja Católica Apostólica Romana, sendo esse um dos itens questionados por Martinho Lutero por ocasião da "Reforma Protestante". Talvez o equívoco tenha ocorrido por ser a Igreja Romana considerada como ortodoxa em relação à doutrina cristã na luta contra as heresias verificadas no início do movimento cristão, que durou até o Concilio de Constantinopla em 381 a.D.

Protestantismo[editar | editar código-fonte]

No século XVI, a autoridade da Igreja Católica Romana foi contestada, em um movimento que se tornou conhecido como a Reforma. O luteranismo data de 1517, quando Martinho Lutero atacou a corrupção na Igreja Católica Romana na Alemanha. O luteranismo e posteriormente todo o protestantismo enfatiza a relação pessoal com Deus, dizendo que qualquer pessoa pode se relacionar diretamente com "Ele", e estuda a Bíblia, interpretando-a livremente, e tendo a fé como o caminho da salvação, baseado no versículo de Romanos 1:17b: "O justo viverá por fé".

O protestantismo assumiu uma forma mais puritana e autoritária no calvinismo, fundado por João Calvino na década de 1540. Os seguidores acreditam que sua salvação está inteiramente nas mãos de um Deus onisciente e onipotente.

O anglicanismo, forma mais flexível de protestantismo, foi estabelecido pelo Acordo Elizabetino na Inglaterra em 1559. Espalhou-se pelo mundo com os imigrantes ingleses.

As vertentes anabatistas surgiram na Alemanha no início do século XVI. O grupo de influência anabatista que mais se destaca são os batistas, que tiveram sua origem na Holanda e descendem do movimento puritano e do calvinismo. Tal grupo tem por principal característica o batismo apenas de adultos ou crianças e adolescentes que já professam sua fé consciente em Jesus Cristo como único, eterno e suficiente salvador, realizando esse ato por imersão (mergulho) da pessoa em água. Assim é rejeitado por essa denominação o pedobatismo, ou seja, o batismo de crianças recém nascidas. Hoje são o principal grupo protestante do planeta.

No século XVII, os quakers buscaram um caminho mais direto para Deus, dispensando igrejas, liturgia e clero. Os metodistas não tomaram medidas tão extremas quando se cindiram da Igreja da Inglaterra em 1729, mas os ofícios foram modificados para dar maior papel aos leigos.

Principais crenças[editar | editar código-fonte]

Os cristãos acreditam na divindade de Jesus Cristo, como filho do Deus trino (Pai, Filho e Espirito Santo). A terceira pessoa na Santíssima Trindade é o Espírito Santo. Essa crença não faz parte do judaísmo. Em nenhum texto bíblico consta o termo Trindade. A doutrina foi definida por estudos do contexto bíblico, e começou e ser defendida no Concílio de Niceia em 325.

- Para os cristãos, com sua crucificação e ressurreição, Cristo mostrou à humanidade o caminho da vida eterna.

- Oscristãos acreditam que Cristo um dia voltará à Terra para buscar a sua igreja (grupo de pessoas que o servem e são filhos de Deus, conforme João 1:12), no evento conhecido como arrebatamento.

Batismo no Espírito Santo- Os cristãos considerados pentecostais ou carismáticos crêem na promessa bíblica descrita no Evangelho de Lucas, "a promessa do Pai", através do qual os crentes em Cristo receberiam o "poder do alto."[Lc 24:49]. Este cristãos fazem orações em línguas estranhas, glosolalia, da forma em que foi supostamente relatado no livro de Atos dos Apóstolos. Este fenômeno peculiar também é encontrado em diversas outra religiões não cristãs. [At 2:4].

Culto- O principal ritual, é a Santa Comunhão, Santa Ceia ou Ceia do Senhor- relembra a Última Ceia de Jesus, seguida de sua paixão (morte na cruz) e ressurreição para salvar a humanidade de seus pecados. Enquanto os cristãos ortodoxos e católicos romanos acreditam que a hóstia na missa se transforma na verdadeira presença do corpo de Cristo, os protestantes encaram isso como um ato simbólico.

Livros sagrados- Todos os cristãos aceitam o Velho e Novo Testamento da Bíblia; o último registra a vinda de Cristo.

Os cristãos católicos e ortodoxos aceitam as doutrinas dos primeiros Padres da Igreja, como os santos Jerônimo e Agostinho, mas os protestantes em geral veem a Bíblia como a única escritura sagrada e regra de fé.

Ícone de esboço Este artigo sobre religião é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.