Judas Priest

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Judas Priest
Judas Priest em concerto no Judas Priest Retribution 2005
Informação geral
Origem Birmingham, Inglaterra
País  Reino Unido
Gênero(s) Heavy metal, speed metal, hard rock
Período em atividade 1969 - atualmente
Gravadora(s) Epic, Columbia, CMC, Koch, RCA, Gull
Afiliação(ões) Trapeze, Fight, The Flying Hat Band, Halford, 2wo
Página oficial Judas Priest.com
Integrantes Rob Halford
Glenn Tipton
Ian Hill
Scott Travis
Richie Faulkner
Ex-integrantes K. K. Downing
Tim "Ripper" Owens
Dave Holland
Les Binks
Simon Phillips
Alan Moore
John Hinch
Al Atkins

Judas Priest é uma banda britânica de heavy metal que foi criada em meados de 1969, em Birmingham.

A banda pode ser considerada uma das precursoras do heavy metal moderno sendo um dos grupos mais influentes do metal dos anos 70. Tratou-se da primeira banda a unir o peso e temática violenta criados pelo Black Sabbath à velocidade de alguns grupos de rock como o Deep Purple, adicionaram uma frente de ataque com duas guitarras[1] e também foram os responsáveis pela retirada do blues[2] característico de grupos de hard rock britânico dos anos 70 formado pela tríade Led Zeppelin, Black Sabbath e Deep Purple. Foram também responsáveis pela adoção das roupas de couro com adereços de metal cromados e correntes advindos do punk rock entre os apreciadores de rock.

O primeiro disco da banda, Rocka Rolla, foi lançado em 1974 pela Gull Records. A partir do disco Sin After Sin, o terceiro da banda, todos os seus trabalhos foram lançados pela Columbia/Sony até 1990. A banda vendeu cerca de 50 milhões de discos em 46 anos de existência.[3]

História[editar | editar código-fonte]

Primórdios (1969-1970)[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1969 no povoado de West Bromwich —próximo a Birmingham— o vocalista Al Atkins formou uma nova banda com seus amigos Bruno Stapenhill no baixo, John Perry na guitarra e John Partridge na bateria.[4] [5] No entanto, após alguns dias Perry faleceu em um acidente automobilístico, e então tiveram que procurar um novo guitarrista. Para isto, fizeram audições em uma pequena sala em Birmingham onde chegaram, entre outros, a K.K. Downing, mas que não fora aceito devido à pouca experiência que tinha na época. Finalmente o escolhido foi Earnest "Ernie" Chataway, que também sabia tocar gaita e teclado, e que provinha da banda Earth, o prototipo do que seria mais tarde o Black Sabbath. Por sua vez passaram a experimentar diversos nomes, até que Stapenhill propôs que se chamassem Judas Priest, nome retirado da canção "The Ballad of Frankie Lee and Judas Priest" do cantor Bob Dylan.[6]

Iniciaram sua carreira fazendo covers das bandas Spirit e Quick Silver Messenger Service, para mais tarde e com ajuda de Alan Eade —proprietário de um pequeno estúdio de gravação— comporem suas primeiras músicas; "Good Time Woman" e "We'll Stay Together". Com elas, fizeram uma série de concertos em pequenos clubes de Inglaterra como parte da chamada Judas Priest Tour. Em uma dessas apresentações, especificamente a realizada em 25 de novembro de 1969 no The George Hotel de Walsall, estavam na plateia alguns executivos da Harvest Records e da Immediate Records, bem como o vocalista do Led Zeppelin, Robert Plant. Graças a Plant, a banda firmou nessa mesma noite um contrato de três anos com o selo Immediate, pelo qual sairia seu disco de estreia. Todavia, em poucos meses o selo quebrou, desencadeando um desânimo nos integrantes e causando a separação do grupo.

Reformulação: entrada de Downing e Hill (1970-1973)[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1970 Atkins regressou a Birmingham, onde, segundo duas próprias palavras "numa noite em frente ao Holy Joe's em Wednesbury escutou uma banda que soava muito bem; seu nome era Freight e era formada por K. K. Downing, Ian Hill e John Ellis. Ao notar que não tinham vocalista, Atkins se ofereceu para integrar a banda e acabou sendo aceito. Com sua chegada, apresentou-lhes suas canções escritas com seu grupo anterior e também se propôs a utilizar o nome Judas Priest.

Esta segunda encarnação formada por Atkins na voz, Downing na guitarra, Hill no baixo e Ellis na bateria, iniciaram a composição de novas canções focadas num estilo mais blues rock e hard rock. Desta maneira, em 16 de março de 1971 deram seu primeiro concerto em Essington St. John's Hall em Staffordshire, que iniciava a turnê The Return of the Priest Tour. Esta série de concertos permitiu-os tocar em vários clubes e teatros do Reino Unido, geralmente como apoio das bandas Slade, Budgie e Warhorse, e em alguns eventos compartilharam o palco com o guitarrista Gary Moore. Em julho do mesmo ano, Atkins escreveu as canções "Holy is the Man" e "Mind Conception", que foram lançadas numa demo de maneira independente e que, segundo o mesmo, só dez pessoas ouviram nessa época.

Durante a tour, o grupo não recebeu nenhuma proposta de gravadoras e o dinheiro que ganhavam mal dava para cobrir os gastos das viagens. Por isso, Ellis se retirou da banda em 6 de outubro de 1971, logo quando teriam que tocar como banda de apoio de Slade no recinto Yeoman em Derby, dando lugar a Alan Moore, que estreou dia 11 do mesmo mês no Slough College. Para o ano de 1972, compuseram as canções "Whiskey Woman", "Winter", "Never Satisfied" e "Caviar and Meths" e iniciaram a Whiskey Woman Tour já com o novo baterista Chris Campbell, que foi apelidado por seus companheiros como "Congo", por causa da cor de sua pele. Durante esse ano abriram shows de bandas como Status Quo, Thin Lizzy, UFO e Family, e desta vez tiveram como banda de apoio os recém-formados Magnum. Apesar de ser, até a época, sua turnê com maior quantidade de shows marcados os problemas financeiros continuaram, provocando a saída de Atkins no início de 1973 para conseguir um trabalho estável, já que havia nascido sua filha.

A chegada de Rob Halford (1973)[editar | editar código-fonte]

Em meados de 1973, a noiva de Hill lhe apresentou seu irmão, Rob Halford, que até então trabalhava como técnico de iluminação de teatros e que em seu tempo livre era vocalista da banda local Hiroshima. Um dia na casa dos Halford, Hill escutou-o por coincidência cantar frente à rádio e ficou impressionado com os agudos que alcançava. Por consequência, Hill e Downing solicitaram-no que se juntasse a banda, oferta aceita sem hesitação. Com Halford na banda, chamaram Atkins para perguntar-lhe se incomodava-lhe continuarem a usar o nome Judas Priest e as canções que haviam escrito com ele, o qual deu a sua aprovação.

Pouco tempo depois, Campbell deixou o grupo e foi substituído por John Hinch, que era baterista e companheiro de Halford no Hiroshima. Em 1973 escreveram as músicas "Run of the Mill" e "Ladies" —protótipo de "Red Light Lady"—, que junto a "Caviar and Meths" foram lançadas como demo de maneira independente. Para promovê-las, saíram novamente como apoio da banda Budgie, cuja turné se chamou Never Turn Your Back on a Friend Tour.

Rocka Rolla (1974-1975)[editar | editar código-fonte]

A fita demo chamou a atenção do selo independente Gull Records que, no início de 1974, ofereceu-os um contrato com a condição que incluíssem um tecladista ou um trompetista para engrossar o som. Não gostando dessa ideia, mas com o objetivo de publicar sua primeira produção, Downing sugeriu agregar outro guitarrista, o que foi aceito pela gravadora. Sendo assim escolheram Glenn Tipton, que desempenhava papel de guitarrista e vocalista do The Flying Hat Band, conhecidos naquela época por fazerem shows com o Deep Purple.

O álbum estreia da banda intitulado Rocka Rolla foi lançado em setembro de 1974, produzido por Rodger Bain (que ficou conhecido por produzir os três primeiros álbuns do Black Sabbath). A sonoridade era mais focada no hard rock e no rock progressivo, com uma grande influência de Led Zeppelin e Queen tanto no som quanto na vestimenta. Após o lançamento, o baterista John Hinch abandonou a banda e foi substituído por Alan Moore, que havia tocado algumas vezes com o Priest logo após a saída de Ellis. Para promover o álbum, em 10 de setembro iniciaram a Rocka Rolla Tour,[7] com uma série de concertos por várias cidades da Inglaterra e que no ano seguinte possibilitou-os de tocar pela primeira vez na Suécia, Noruega, Países Baixos e Dinamarca.

O grupo aproveitou as composições de Al Atkins sendo bem cantadas por Halford, mas o álbum não teve tão boa repercussão pela crítica.

Sad Wings of Destiny e Sin After Sin (1976-1977)[editar | editar código-fonte]

Durante novembro e dezembro de 1975 em Gales, entraram em estúdio novamente para gravar seu novo álbum intitulado Sad Wings of Destiny, que contou com muito pouco dinheiro para a sua produção. Foi gravado com Alan Moore na bateria, já que em 1975 John Hinch deixou o grupo, despedido pelos outros integrantes.

Sad Wings of Destiny é lançado em março de 1976 e, apesar de não ter alcançado as paradas musicais, ganhou ótima repercussão pela crítica especializada. O frontman Rob Halford ganhou destaque neste disco, no qual começa a explorar os vocais mais agudos e, com sua voz marcante, seria uma das principais características do Judas Priest que contribuíram para o desenvolvimento do metal.

Entre as melhores canções de Sad Wings of Destiny, pode-se citar "Tyrant", "Island of Domination", "Dreamer Deceiver", "The Ripper" e "Victim of Changes", sendo essas duas últimas as preferidas dos fãs e executadas com frequência nos shows do quinteto até os dias de hoje. O álbum repleto de clássicos e épicos mostra uma habilidade e entrosamento entre os membros do Judas não tão evidenciados no álbum anterior. Consagrado como uma das produções mais importantes do gênero, foi o grande passo para a entrada do Judas no mundo 100% do heavy metal, estilo que a banda seguiu e aprimorou nos anos seguintes.

O resultado positivo do álbum chamou a atenção dos executivos da CBS Records, que ao final do mesmo ano ofereceu-os um acordo com sua gravadora. Esta oferta somada à falta de apoio por parte da Gull levou ao rompimento do contrato vigente com a mesma, o que significou a perda de todos os direitos em relação aos dois primeiros discos, bem como todas as demos até aí gravadas. No início de 1977 o gerente de artistas Paul Atkinson se interessou pelo som e conseguiu-lhes um contrato com a Columbia Records para a distribuição de seus próximos trabalhos nos Estados Unidos. Com o intento de reforçá-los, a CBS investiu 60.000 libras esterlinas para sua próxima gravação, que contou com Roger Glover (Deep Purple) como co-produtor. Finalmente em abril de 1977 foi lançado o LP Sin After Sin, que alcançou a posição 23 do UK Albums Chart, tornando-se o primeiro disco do grupo a entrar na parada musical inglesa.[8]

Sin After Sin foi o único com a presença de Simon Phillips –de apenas 19 anos– na bateria, posto que Moore deixou antes de iniciadas as gravações. No tocante ao som, o disco apresenta o inovador bumbo duplo na bateria, com ritmos rápidos em semicolcheia do baixo e da guitarra, que vieram a redefinir o gênero. Algumas das canções de destaque são "Diamonds and Rust", cover da cantora de folk Joan Baez, além de "Call for the Priest" e "Dissident Aggressor" que tem sido consideradas pela crítica como os primeiros passos do speed metal do thrash metal respectivamente. Ainda que lhe fosse oferecido um contrato como membro permanente, Phillips não pode participar da Sin After Sin Tour, já que segundo ele teria compromissos prévios com a Jack Bruce Band. Há alguns dias de iniciarem a turnê, Glover sugeriu o baterista Les Binks para substituí-lo, um jovem inglês que havia participado do disco The Butterfly Ball and the Grasshopper's Feast do baixista de Deep Purple.

A respectiva turnê os possibilitou de tocar pela primeira vez na Finlândia e na Suíça, e da mesma maneira em junho do mesmo ano iniciaram sua primeira digressão pelos Estados Unidos como suporte, em algumas ocasiões, do REO Speedwagon. Sua última performance no país norte-americano foi no festival "Day on the Green" como banda de apoio do Led Zeppelin, ante mais de 55.000 pessoas.

Stained Class e Killing Machine (1978)[editar | editar código-fonte]

Com o lançamento de Stained Class em 1978, o Judas Priest já era considerada uma banda bastante influente, faixas como Exciter e Beyond the Realms of Death que fizeram o álbum ser um dos melhores já lançados pela banda.

Neste álbum, o Judas Priest encontra-se numa fase transitiva, de um Heavy Rock para o Heavy Metal propriamente dito. Dentre os álbuns da década de 70, todos possuíam uma sonoridade mais Hard Rock, e "Stained Class" leva um peso maior nas suas músicas.

A faixa "Better By You, Better Than Me", na década de 90, foi envolvida em um escândalo pois foi acusada de envolver dois suicídios de adolescentes nos Estados Unidos. A mídia então, usou um grande sensacionalismo contra a banda e a banda foi processada pela família dos envolvidos. Mas no fim, nada foi provado contra o Judas Priest ou que a mesma tenha incentivado a prática de suicídio. Na verdade, as causas prováveis do suicídio eram que os adolescentes sofriam abuso, mas o escândalo marcou definitivamente a imagem da banda.

Killing Machine de 1978 (lançado nos Estados Unidos com o nome Hell Bent For Leather) continuou o sucesso do Judas Priest, consolidando a banda nas paradas inglesas. O álbum mostrou que o Judas Priest estava mudando para um estilo mais comercial, no entanto, ainda continha os temas obscuros líricos de seus álbuns antecessores.

O baterista Les Binks deixou o grupo em julho de 1979 e em setembro Dave Holland (ex-Trapeze) assumiu sua vaga. Ainda em setembro foi lançado o primeiro disco ao vivo do Judas Priest, intitulado Unleashed in the East, que futuramente atingiria certificado de platina nos Estados Unidos.

Sucesso: British Steel - Defenders of the Faith (1980-1984)[editar | editar código-fonte]

K.K. Downing em 1980

Em abril de 1980 publicaram British Steel, considerado um dos discos mais influentes do metal mundial na época, e que consagrou-os no mercado mundial. Em seu lançamento, chegou à quarta posição nas paradas do Reino Unido e em pouco mais de um mês já tinha vendido mais de sessenta mil cópias, tornando-se o disco mais bem sucedido em seu país natal. Deste álbum tornaram-se singles as canções "Living After Midnight" e "Breaking the Law", que ganharam videoclipes e alcançaram a posição doze no UK Singles Chart. "Breaking the Law" viria a tornar-se a canção mais famosa da banda, em razão de seu riff marcante e à exibição do vídeo promocional nos canais de televisão. Também destaca-se a música "Metal Gods", que que anos mais tarde serviu de apelido para os integrantes da banda e em especial para o vocalista Rob Halford.

Para promovê-lo, embarcaram um extensa digressão chamada British Steel Tour, que contou com o Iron Maiden como banda de apoio nos concertos pelo Reino Unido e nos Estados Unidos se apresentaram em algumas ocasiões com Def Leppard e Scorpions. Esta turnê destacou-se por conter poucas canções do álbum, das quais interpretaram "Steeler" e "You Don't Have to Be Old to Be Wise" principalmente. Em agosto de 1980, fizeram parte do primeiro festival Monsters of Rock celebrado no Donington Park de Derby, junto a Rainbow, April Wine, Scorpions, Saxon, Riot e Touch.

Trecho do maior hit da banda

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Entre outubro e novembro de 1980 viajaram à Ibiza, na Espanha, para trabalhar em seu sétimo álbum de estúdio, Point of Entry, que foi posto à venda em fevereiro de 1981. Apesar de conter um sonoridade mais hard rock, inicialmente suas vendas igualaram British Steel. Dele saíram os singles "Don't Go" e "Hot Rockin'" que situaram no Top 60 de seu próprio país, e "Heading Out to the Highway" que chegou à posição dez no Mainstream Rock Tracks dos Estados Unidos, assim tornando-se o primeiro single da banda a chegar nessa lista. Por sua vez, a tour promocional denominada World Wide Blitz Tour lhes permitiram voltar a tocar em várias cidades europeias e norte-americanas, que inclusive contou com a primeira performance do quinteto em Porto Rico, em dezembro.

O auge da carreira internacional da banda ocorreria com Screaming for Vengeance de 1982, com a clássica Electric Eye, obrigatória em qualquer show da banda, e o hit You've Got Another Thing Coming. Foi um álbum muito bem vendido nos Estados Unidos, além de alcançar boa posição na parada da Billboard 200.

Com o lançamento de Defenders of the Faith em 1984, a banda continuou com seu sucesso mundial, sendo considerado um álbum clássico do Heavy Metal, com sons pesados, rápidos e harmônicos. Foram gravados videoclipes para as músicas "Freewheel Burning" e "Love Bites"

Turbo e Ram it Down (1986-1988)[editar | editar código-fonte]

O álbum Turbo, lançado em 1986 tratou-se do mais polêmico da banda, que em busca de sonoridades mais atuais havia incorporado instrumentos eletrônicos. Apesar da imensa vendagem (movida pelos excelentes álbuns anteriores) o disco não foi bem aceito por crítica nem público. Turbo incorporava avanços técnico-instrumentais oitentistas à sonoridade do Priest (o mais marcante seria o uso de guitarras sintetizadas), mas soava prejudicado pela temática das letras e pela sonoridade muito comercial, incompatível com a história da banda. O próprio visual da banda durante o período, com roupas, cortes de cabelo, postura e a produção de palco da turnê assemelhava-se as de outras bandas da época, saindo de sua imagem original.

O álbum seguinte, Ram It Down, de 1988 foi um retorno à sonoridade e ao visual característico da banda, porém é acusado por muitos de ser um ponto ainda mais baixo na carreira do Judas, aprofundando radicalmente todos os aspectos negativos de seu antecessor, sem contar, entretanto, com as virtudes deste (como performances menos inspiradas, segundo os críticos). Até hoje, apesar das veementes negativas da banda, cogita-se que parte das baterias usadas na mixagem final seja eletrônica.

Painkiller e a saída de Halford[editar | editar código-fonte]

A volta por cima seria dada em 1990 com o excepcional Painkiller, um disco moderno, rápido e violento, que trouxe de volta à ativa o gênero Speed Metal que estava um pouco esquecido na época.

Alguns fãs mais ortodoxos, não consideram "Painkiller" um álbum tão bom quanto os lendários Screaming For Vengeance e Defenders Of The Faith". Em algumas músicas, podemos perceber claramente a sonoridade típica do Judas Priest, como em "Night Crawler", "Leather Rebel","Battle Hymn"(esta última, instrumental). Mas em outros como a faixa título e "Metal Meltdown", vemos uma violência excessiva, muito pesado. Com o novo baterista Scott Travis, na ocasião também integrante do Racer X, a banda se apresentou no Brasil na segunda edição do Rock In Rio, não deixando ninguém parado na noite do Metal, em uma noite memorável junto com outros grandes nomes da cena como Megadeth e Queensrÿche, além do Sepultura "from Brazil".

Em 1992, Rob Halford abandonou a banda para montar o Fight que a princípio deveria ser apenas um projeto paralelo, após isso o Judas entrou em hiato indefinido.

The Ripper (1996-2001)[editar | editar código-fonte]

Após um longo período de indecisão, em 1996 o Judas Priest anunciou que iria voltar com um novo vocalista e para o lugar de Halford foi escolhido Tim "Ripper" Owens que havia integrado no Winters Bane e durante anos em uma banda cover do Judas Priest (fato esse que inspirou o diretor Stephen Herek a compor e produzir o filme Rock Star.

Desta tentativa coberta de sucesso, sai em 1997 o álbum Jugulator, que trazia uma banda totalmente diferente de tudo que já havia feito. Um álbum muito mais pesado mesclando heavy com thrash além de elementos do Industrial Metal e diferente do Speed Metal de Painkiller. Os cultuados solos da banda, por exemplo, deixam de ser tão elaborados como em seu antecessor.

Judas Priest em concerto no Judas Priest Retribution 2005

Em 1998 sai '98 Live Meltdown. Um álbum duplo ao vivo com músicas antigas e canções recentes, todas adotando a nova sonoridade da banda, com forte influência do Thrash Metal. Ripper Owens se mostra versátil na interpretação das canções da era de Rob Halford, além de suas próprias músicas - uma de suas contribuições para o Judas Priest mais lembradas é a sua versão para "Diamonds & Rust" (originalmente de Joan Baez) do disco Sin After Sin.

Em 2001 sai Demolition. Seguindo as mudanças iniciadas em Jugulator, o Judas tende ao metal moderno (até por vezes alternative / new metal), sem olhar para trás. Demolition marca a consolidação de Ripper Owens como vocalista, e um estilo musical diferente. Novamente, gerou discórdias, com muitos fãs radicais não aprovando o resultado final.

2003: A volta de Halford[editar | editar código-fonte]

Rob Halford

Em 2003 começam boatos sobre a saída de The Ripper e a volta de Halford ao Judas Priest. E mais tarde surgiu na mídia especializada a notícia, só que de forma oficial, dando conta que Rob Halford confirmava sua volta ao Judas Priest, e que consequentemente Tim "Ripper" Owens seria demitido da banda. Foi o que aconteceu, mas de forma profissional, educada e amigável, tanto pelo lado do vocalista quanto pelo lado do Judas Priest. Após ser tudo oficializado, Tim Owens deu algumas declarações na imprensa falando sobre sua partida do Judas Priest: Disse que estava agradecido pelos anos que passou no Judas, provavelmente os melhores de sua vida. E o melhor de tudo era que a amizade entre os membros do Judas Priest não seria afetada. Com a volta de Halford, a banda faz uma turnê comemorativa e se apresenta em 2004 pela primeira vez no Ozzfest, nos Estados Unidos.

Em 2005, sob ótima recepção e para concretizar a reunião da formação clássica, sai o aguardado novo álbum da banda com Halford nos vocais - Angel of Retribution é uma volta ao Metal mais tradicional e característico da banda. A turnê desse disco trouxe o Judas Priest de volta ao Brasil em Setembro de 2005 e rendeu o DVD "Rising in The East", que foi gravado ao vivo no Budokan, em Tóquio, no Japão.

Em 2008, a banda veio com um disco duplo e conceitual Nostradamus, um álbum duplo centrado em torno do vidente e alquimista francês deste nome, e é o primeiro álbum conceitual lançado pela banda. No início, o álbum não foi bem aceito por alguns fãs ortodoxos e jovens, por ser muito complexo. Mas atingiu a 11ª posição na Billboard 200, a melhor posição de um álbum do Judas na parada americana.

Saída de Downing e última turnê[editar | editar código-fonte]

Em 7 de dezembro de 2010, foi anunciado no site oficial da banda a turnê "Epitaph". No ano seguinte, meses antes à turnê a banda anunciou a saída oficial de K.K. Downing[9] , Richie Faulkner assumiu o posto de 2º guitarrista na turnê que marcou a despedida dos grupo dos grandes shows mundiais.

Em Dezembro de 2013 a banda anuncia um novo álbum para ser lançado em 2014.[10] [11] [12]

Componentes[editar | editar código-fonte]

Judas Priest em 2010
Judas Priest em 2005

Formação atual[editar | editar código-fonte]

Antigos componentes[editar | editar código-fonte]

  • K.K. Downing - Guitarra (1969-2011)
  • Al Atkins - Vocal (1969-1973)
  • Ernie Chataway - Guitarra (1969-1970)
  • John Partridge - Bateria (1969-1970)
  • John Ellis - Bateria (1970-1971)
  • Alan "Skip" Moore - Bateria (1971-1973, 1975-1977)
  • Chris "Congo" Campbell - Bateria (1972-1973)
  • John Hinch - Bateria (1973-1975)
  • Simon Phillips - Bateria (sessão em 1977)
  • Les Binks - Bateria (1977-1979)
  • Dave Holland - Bateria (1979-1989)
  • Tim "Ripper" Owens - Vocal (1996-2003)

Linha do tempo[editar | editar código-fonte]

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns de estúdio

Turnês[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. "Judas Priest was one of the most influential heavy metal bands of the '70s, spearheading the New Wave of British Heavy Metal late in the decade. Decked out in leather and chains, the band fused the gothic doom of Black Sabbath with the riffs and speed of Led Zeppelin, as well as adding a vicious two-lead guitar attack" http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=1:JUDAS%7CPRIEST
  2. "The NWOBHM kicked out all of the blues, sped up the tempo, and toughened up the sound, leaving just a mean, tough, fast, hard metallic core." http://www.allmusic.com/cg/amg.dll?p=amg&sql=77:7760
  3. Riddle, Tree. Original Singer: Judas Priest Would’ve Sounded ‘More Like AC/DC’ If I’d Stayed in Band Loudwire. Visitado em 27 March 2012.
  4. The Judas Priest History Jugulator.net. Visitado em 2014-05-18.
  5. Former Judas Priest Singer Completing Work On Autobiography Blabbermouth.net (2004-07-02). Visitado em 2014-05-18.
  6. AL ATKINS EX-SINGER IN JUDAS PRIEST – JUDAS PRIEST 1969 -1973 Allanatkins.pwp.blueyonder.co.uk (19 January 1973). Visitado em 7 November 2010.
  7. Judas Priest Info Pages - Forging The Metal Thexquorum.com. Visitado em 2014-04-18.
  8. Judas Priest: Singles - Albums (em inglés) Officialcharts.com. Visitado em 29 de enero de 2015.
  9. Judas Priest: anunciada a saída de K. K. Downing whiplash.net. Visitado em 11 de maio de 2013.
  10. Judas Priest lançará novo disco em 2014 www.rockdeverdade.com.br. Visitado em 2 de Janeiro de 2014.
  11. Judas Priest anuncia novo álbum para 2014 cidadewebrock.ig.com.br. Visitado em 2 de Janeiro de 2014.
  12. Judas Priest - Confirm 2014 Release For New Album www.metalstorm.net. Visitado em 2 de Janeiro de 2014.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]