Jules Laforgue

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Jules Laforgue

Jules Laforgue (Montevidéo, 16 de agosto de 1860 – Paris, 20 de agosto de 1887) foi um poeta inovador e romancista de idioma francês, muitas vezes tratado como um poeta simbolista, porém, mais frequentemente classificado como decadente[1] . Críticos e comentaristas da sua obra também tem defendido uma influência do Impressionismo na sua poesia.[2]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Filho de pais franceses, nasceu no Uruguai em 1860. Em 1866, sua família retorna à França, indo viver em Paris em 1877.

Publica seus primeiros poemas em revistas, no ano de 1879. Em 1880 conhece Paul Bourget, que seria seu protetor.

Escreve em 1881 o romance curto “Stéphane Vassiliew (publicada em 1943). Costuma visitar com frequência o Museu do Louvre e passa os dias em bibliotecas. Assiste aos cursos de Hippolyte Taine na escola de Belas Artes e se interessa pelo Impressionismo. Por este motivo, alguns estudiosos acreditam que era intenção consciente do autor traduzir a pintura desta escola para os seus poemas.

Em 1882 vai viver na Alemanha, nomeado “leitor de francês” pela imperatriz Augusta, esposa de Guilherme I. Escreve artigos para diversas revistas e seu primeiro livro de poemas, “Les complaintes” seria publicado em 1885, às custas do autor.

Em 1886, casa-se com a inglesa Leah Lee em Londres e vai viver com ela em Paris, no ano de 1887. Publica no "Le figaro"e na “Revue Independante”. O casal passa por dificuldades financeiras e o poeta contrai tuberculose, morrendo em 20 de agosto de 1887, quatro dias após completar 27 anos.

A poesia[editar | editar código-fonte]

Filosoficamente, ele foi um discípulo do pessimismo de Schopenhauer, o que o alinhava com o Decadentismo. O Budismo , Heine e Taine também influenciaram sua abordagem temática. A combinação incomum destes elementos contribuíram para um discurso diferenciado entre os poetas da época.

Formalmente, Laforgue também evitou a coesão tradicional e d univocidade. Em seus experimentos lingüísticos, o poeta usa a ironia, a frase corrente e coloquial, inclusive o balbuciar e a descontinuidade sintática. Toda sua poesia, além disso, se acha repleta de exclamações e interjeições, o que se traduz em um ritmo entrecortado e muito marcante.

Tradutor de Walt Whitman, Laforgue foi um dos primeiros poetas franceses a escrever no verso livre, o primeiro a fazê-lo de forma sistemática. A sua poesia seria uma das influências fortes na linguagem poética de Ezra Pound e de um primeiro Eliot , causando grande impacto sobre os surrealistas. No Brasil, influenciou Pedro Kilkerry, Marcelo Gama, Manuel Bandeira e Carlos Drummond de Andrade[3] .

A maior parte de sua obra foi de publicação póstuma.

Algumas obras publicadas, em ordem de primeira publicação[editar | editar código-fonte]

  • Stéphane Vassiliew (1881, publicado em 1943)
  • Les Complaintes (1885)
  • L'Imitation de Notre Dame de la Lune (1886)
  • Moralités légendaires (1887)
  • Des Fleurs de bonne volonté (1890)
  • Derniers vers (1890)
  • Berlin, la cour et la ville (1922)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências