Julian Assange

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Julian Assange
Julian em Copenhaga (2009)
Nome completo Julian Paul Assange
Conhecido(a) por ser o principal porta-voz do site WikiLeaks
Nascimento 3 de Julho de 1971 (40 anos)
Townsville, Queensland
 Austrália
Nacionalidade Australiana
Ocupação jornalista e ciberativista

Julian Paul Assange (Townsville, 3 de julho de 1971) é um jornalista e ciberativista australiano. É um dos nove membros do conselho consultivo do WikiLeaks, um wiki de denúncias e vazamento de informações. É também o principal porta-voz do website.

Assange estudou matemática e física, foi programador e hacker, antes de se tornar porta-voz e editor-chefe do WikiLeaks. Fundou o WikiLeaks em 2006 e atua em seu conselho consultivo. Esteve envolvido na publicações de documentos sobre execuções extrajudiciais no Quênia, e isso lhe garantiu o prêmio Amnesty International Media Award de 2009. Também publicou documentos sobre resíduos tóxicos na África, procedimentos do Guantánamo, e outros.[1] Em 2010, ele publicou detalhes sobre o envolvimento dos Estados Unidos nas guerras do Afeganistão e Iraque. E então em 28 de novembro do mesmo ano o WikiLeaks e seus cinco parceiros de mídia, El País, Le Monde, Der Spiegel, The Guardian e The New York Times, começaram a publicar os telegramas secretos da diplomacia dos EUA.[2] Por seu trabalho no Wikileaks ganhou outros prêmios, como o Sam Adams Award e o Index on Censorship do The Economist em 2008, além de ter sido considerado o "homem do ano" pelo jornal francês Le Monde em 2010. Em 2011 foi incluído na lista da revista Time como um dos 100 mais influentes do planeta.

Em 2010, após o vazamento da vasta massa de documentos sobre possíveis crimes de guerra cometidos na Guerra do Afeganistão e na Guerra do Iraque pelo Exército dos Estados Unidos, sua fama cresceu. Recentemente Assange perdeu a cidadania sueca e está à procura de um país que o receba. Em 30 de novembro, foi acusado de estupro e abuso sexual na Suécia e a Interpol o colocou em sua lista de procurados. No dia 7 de dezembro, em Londres, Assange apresentou-se à Polícia Metropolitana e negou a veracidade das acusações contra ele, sendo liberado nove dias depois.[3]

Índice

[editar] Primeiros anos

[editar] Família e infância

Nasceu em Townsville, Queensland, e passou grande parte de sua juventude vivendo em Magnetic Island.[4] Seus pais trabalhavam numa companhia de teatro itinerante. Em 1979, sua mãe, Christine,[5] casou; seu marido era músico e fazia parte do grupo New Age conduzido por Anne Hamilton-Byrne. O casal teve um filho, mas se separou em 1982 e travou uma disputa pela custódia do meio irmão de Assange. Sua mãe, então, levou os dois filhos para esconderijos pelos cinco anos seguintes. Assange mudou várias vezes de lugar durante sua infância, frequentando várias escolas diferentes, às vezes estudando em casa, e depois frequentando diversas universidades da Austrália.[6]

[editar] Hacker

Em 1987, após completar 16 anos, Assange começou a "hackear" sob o nome "Mendax" (derivado de uma frase em latim, atribuída a Horácio: splendide mendax,[7] que significa "esplêndido mentiroso").[8] Ele e mais dois outros hackers se uniram para formar um grupo chamado International Subversives ("Subversivos Internacionais"). Assange relembra as regras da subcultura: "Não danificar os sistemas de computador que você acessar (incluindo cometer falhas neles); não alterar as informações contidas nesses sistemas (exceto para alterar registros a fim de cobrir seus traços de acesso), e compartilhar informações."[8]

Em 1991, a Polícia Federal Australiana invadiu sua casa em Melbourne, e ele foi acusado de ter acessado os computadores de uma universidade australiana, da Nortel canadense e de outras organizações, via modem.[8] Em 1992, ele se declarou culpado de 24 acusações de hacking e foi libertado sob fiança por bom comportamento, depois de ser multado em AU$2100.[8]

Recentemente, numa entrevista à Forbes, Assange comentou: "É um pouco chato, na verdade. Porque eu escrevi um livro sobre isso [ser hacker], existem documentários sobre isso, as pessoas falam muito sobre isso. Elas podem cortar e colar. Mas isso foi há 20 anos. É muito irritante ver artigos modernos me chamando de hacker de computador. Eu não me envergonho disso, estou muito orgulhoso disso. Mas eu entendo a razão pela qual sugerem que eu sou um hacker de computador agora. Há uma razão muito específica."[9]

[editar] Custódia do filho

Em 1989, Assange passou a viver com sua namorada e eles tiveram um filho, Daniel Assange.[10] Ela separou-se dele após a invasão policial de 1991 citada na seção acima e levou o garoto para morar com ela.[11] Todo o processo levou Assange e sua mãe a fundarem o Parent Inquiry into Child Protection ("Investigação Paterna para Proteção à Criança"), um grupo ativista centrado na criação de um "banco de dados central" para informações sobre processos de custódia de crianças na Austrália - informações que, de outra forma, seriam inacessíveis.[11]

[editar] Acusações e prisão

Julian Assange em 2010.

Em agosto de 2010, um mês depois da divulgação, pelo WikiLeaks, de documentos secretos do Exército americano sobre a Guerra do Afeganistão, a Justiça da Suécia expediu dois mandados de prisão contra Assange, um deles por estupro e o outro, por agressão sexual. Assange estava então na Suécia para uma série de palestras, depois que o Partido Pirata local aceitou acolher vários servidores do Wikileaks, diante da perseguição das autoridades dos Estados Unidos. Enquanto a Polícia sueca procurava Assange, surgiam, na Internet, denúncias sobre uma possível conspiração contra ele.[12] Pouco depois, a Justiça sueca anunciou a retirada da ordem de prisão.[13]

O porta-voz do Pentágono, Bryan Whitman, declarou que qualquer insinuação sobre uma eventual conspiração do Departamento de Defesa dos Estados Unidos contra Assange é "absurda".[14]

Em 1º de setembro, a justiça da Suécia reabriu o processo de estupro e agressão sexual contra Assange. No dia 20 de novembro, as autoridades suecas pediram à Interpol que ele fosse capturado, com fins de extradição.[15].

Em 28 de novembro, WikiLeaks voltou à carga, divulgando mais de 250 mil documentos diplomáticos confidenciais do Departamento de Estado dos Estados Unidos. Os documentos revelam, por exemplo, como o governo dos EUA, mais precisamente Hillary Clinton,[carece de fontes?] deu instruções a seus diplomatas para que atuassem como espiões e recolhessem informações sobre líderes políticos e nas Nações Unidas, inclusive dados biométricos e cartão de crédito do secretário geral da ONU, Ban Ki-moon.[carece de fontes?] Como sempre, as informações foram repassadas a cinco grandes jornais do mundo, dentre os quais, The New York Times, Le Monde e The Guardian.

Dois dias depois, em 30 de novembro, a Interpol distribuiu em 188 países, uma notificação vermelha, isto é, um chamado àqueles que souberem do paradeiro de Assange, para que entrem em contato com a polícia. O advogado de Assange, Mark Stephens, declarou ser "muito incomum" que se emita uma notificação vermelha em casos semelhantes ao do seu cliente. Stephens observou também que o promotor sueco pediu que Assange seja detido sem acesso a advogados, a visitantes ou a outros presos.[16]

No mesmo dia, Spiegel Online noticiou que um grupo de antigos companheiros de Assange, que discorda da sua orientação e do seu estilo supostamente autocrático, teria planos de lançar outra organização, semelhante à WikiLeaks, ainda em dezembro.[17].

Em 7 de dezembro de 2010, às 9h30 no horário local, Julian Assange apresentou-se à Polícia Metropolitana, em Londres. Ele negou a acusação de crimes sexuais contra duas mulheres na Suécia. Até então não havia indiciamento.[3][18] O fundador da organização esteve no presídio de Wandsworth até o dia 16 de dezembro e espera em liberdade condicional por uma nova audiência de extradição.[19][20][21]

A acusação da Justiça sueca contra Julian Assange é a de que, durante uma sessão de sexo consensual, seu preservativo se rompeu, tendo sido retirado – o que na Suécia é equivalente a estupro (pena de dois anos de prisão). Uma das denunciantes, Ana Ardin (a outra é Sofia Wilen)[22], alega que Assange rompeu a camisinha de propósito.[23] Ardin é cubana, anticastrista, e consta que trabalhou para ONGs financiadas pela CIA.[24][25][26]

Em 14 de dezembro, Julian Assange foi julgado por um tribunal de Londres, obtendo sua libertação mediante o pagamento de fiança no valor de 200 mil libras. Além de ter que entregar seu passaporte, ele fica obrigado, até a próxima audiência do caso (marcada para o dia 11 de janeiro de 2011), a viver sob toque de recolher e a usar uma pulseira dotada de um dispositivo eletrônico que indica sua localização. A decisão foi anunciada pelo juiz Howard Riddle, da corte de Westminster. A princípio, foi informado por Mark Stephens, advogado de Assange, que os representantes do ministério público da Suécia não pretendiam apelar da sentença.[27] Todavia, posteriormente, a advogada Gemma Lindfield informou à Corte de Magistrados da cidade de Westminster que os promotores suecos desejam apelar da ordem de fiança, o que deveria ocorrer no prazo de 48 horas.[28] Desde o dia 7, Assange ficou detido em uma cela de isolamento na prisão de segurança máxima de Wandsworth, onde teve a correspondência censurada. Sua mãe, Christine Assange, falou por telefone durante dez minutos com ele e recebeu uma mensagem, depois transmitida ao canal de televisão australiano Seven Network: "Faço um apelo a todo o mundo para que meu trabalho e meus seguidores sejam protegidos desses ataques ilegais e imorais", dizia um trecho da mensagem.

No dia 16 de dezembro de 2010, Assange foi libertado pela justiça britânica, após a negação do recurso da promotoria sueca contra sua liberdade condicional. Enquanto isso, o Departamento de Justiça dos Estados Unidos busca provar que Assange encorajou ou ajudou o soldado Bradley Manning a extrair do sistema de computadores do governo material militar reservado e arquivos do Departamento de Estado. Com isso, as autoridades americanas pretendem processar o fundador do WikiLeaks por conspiração.[29]

Segundo o escritor e advogado constitucionalista norte-americano Glenn Greenwald, caso os EUA consigam processar Assange com base na lei de espionagem, de 1917, e na lei de fraude e abuso de computadores, de 1986, jornalistas ficarão mais vulneráveis a ações judiciais. Além disso, segundo o advogado, o caso pode gerar algum tipo de repressão ou censura na Internet. "As pesquisas com o público americano mostram que a maioria acredita que o WikiLeaks causou mais danos do que benefícios e que Assange deve ser encarcerado. Os governos sempre querem controlar a Internet. A razão pela qual não podem fazer isso é a oposição pública. O compromisso do WikiLeaks com a transparência pode aumentar o apoio público ao controle da Internet."[30]

Em 24 de fevereiro de 2011, o juiz britânico Howard Riddle determinou a extradição de Assange à Suécia. Assange afirmou que contestará a decisão e se defende considerando que a decisão tem motivação política e que não houve análise das acusações feitas contra ele durante o processo. A defesa também alegou que Assange não receberá um julgamento justo na Suécia por causa das fortes críticas feitas pelo primeiro-ministro daquele país, Fredrik Reinfeldt, ao acusado.[31]

[editar] Repercussão

"Não atire no mensageiro": manifestação diante da prefeitura de Sydney, em apoio a Julian Assange, 10 de dezembro de 2010.

A prisão de Julian Assange, bem como as atividades mais recentes do WikiLeaks, geraram pronunciamentos de pessoas públicas. Thomas Flanagan, assessor do primeiro-ministro canadense Stephen Harper, numa entrevista à CBC News, recomendou a Barack Obama que oferecesse uma recompensa a quem mate o australiano, ou que usasse "um avião sem piloto para acabar com ele".[32][33][34]

Já o senador republicano Mitch McConnell declarou, durante entrevista no programa Meet the press da NBC: "Acho que esse homem [Asssange] é um terrorista high tech. Ele causou um enorme dano ao nosso país. E eu penso que ele deva ser processado até que sejam esgotados todo os limites da lei; e se [esses limites] forem um problema, é preciso mudar a lei." [35]

O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, em 19 de dezembro, também declarou à rede de televisão NBC que o Departamento de Justiça explora vias legais para deter Julian Assange. Paralelamente à via judicial, há iniciativas que visam estrangular tecnica e financeiramente o WikiLeaks. O Bank of America, seguindo os passos da MasterCard, Visa, PayPal e Amazon , anunciou que deixará de processar transações relacionadas com WikiLeaks.[36]

O primeiro-ministro da Rússia Vladimir Putin declarou que a prisão de Assange é contra a democracia, que alguns países se "orgulham" de ter.[37]

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou solidariedade a Assange e disse que ele é um exemplo do discurso livre.[38][39]

O cineasta inglês Ken Loach, a milionária Jemima Khan e o jornalista investigativo australiano John Pilger tinham se oferecido para pagar a fiança de Assange e também compareceram à corte de Westminster no dia do julgamento. Michael Moore e Bianca Jagger também contribuíram para o pagamento. Além de dezenas de jornalistas, uma multidão de simpatizantes do ativista australiano se concentrou em frente ao tribunal londrino, recebendo com alegria a notícia de que ele seria posto em liberdade.[28][40]

[editar] Prêmios

Assange ganhou o Amnesty International UK Media Awards de 2009, por ter exposto os assassinatos extrajudiciais no Quênia.[41] Ao receber o prêmio, declarou: "É um reflexo da coragem e da força da sociedade civil queniana que esta injustiça tenha sido documentada. Através do trabalho enorme de organizações como a Fundação Oscar, o KNHCR, Mars Group Kenya e outros, tivemos o apoio fundamental de que precisávamos para expor estes assassinatos para o mundo."

Assange também ganhou o Index on Censorship do The Economist de 2008.[42]

Em 2010, ganhou o Sam Adams Award, prêmio concedido àqueles que aliam ética e inteligência a agências inteligentes.[43][44]

Em setembro de 2010, Assange foi votado como uma das 50 figuras mais influentes de 2010 pela New Statesman, ficando em 23º lugar.[45]

Além disso, algumas comunidades da Internet estão promovendo a indicação de Julian Assange para o Prêmio Nobel da Paz 2011, pela fundação do WikiLeaks.[46]

Notas e referências

  1. WikiLeak And Apache Attack In Iraq — Julian Assange. The Sydney Morning Herald (9 de abril de 2010). Página visitada em 3-12-2010.
  2. WikiLeaks cables: Live Q&A with Julian Assange. The Guardian (3 December 2010). Página visitada em 3 December 2010.
  3. a b Paul Owen, Caroline Davies, Sam Jones and agencies. "Julian Assange refused bail over rape allegations", The Guardian, 7 de dezembro de 2010. Página visitada em 7-12-2010.
  4. Courier Mail newspaper: Wikileaks founder Julian Assange a born and bred Queenslander. Couriermail.com.au (29 de julho de 2010). Página visitada em 4-12-2010.
  5. Assange's mother doesn't want son to be 'hunted down and jailed'. The Sydney Morning Herald. Página visitada em 1 December 2010.
  6. Khatchadourian, Raffi (7 de junho 2010). "No Secrets: Julian Assange's Mission for Total Transparency". The New Yorker. Acesso: 8 de dezembro, 2010.
  7. "'Splendide Mendax': Horace 'Odes' III. 11", por Francis Cairns (1975). Greece and Rome (Second Series), 22, pp 129-139 .
  8. a b c d Khatchadourian, Raffi. "No Secrets: Julian Assange's Mission for Total Transparency". The New Yorker. Acesso: 6 de junho, 2010.
  9. Greenberg, Andy. An Interview With WikiLeaks’ Julian Assange — Andy Greenberg – The Firewall. Blogs.forbes.com. Página visitada em 1 December 2010.
  10. Nick Johns-Wickberg. Daniel Assange: I never thought WikiLeaks would succeed. Crikey. Página visitada em 2010-12-08.
  11. a b Amory, Edward Heathcoat (27 July 2010). Paranoid, anarchic... is WikiLeaks boss a force for good or chaos?. Daily Mail. Página visitada em 27 October 2010.
  12. Terra, 21 de agosto de 2010. Fundador do Wikileaks é acusado de estupro na Suécia
  13. G1, 21 de agosto de 2010. Justiça Sueca retira ordem de prisão contra fundador do Wikileaks
  14. Pentágono nega conspiração contra fundador do site Wikileaks. Estadão, 23 de agosto de 2010
  15. Interpol pede prisão de fundador do WikiLeaks. G1 - 1º de dezembro de 2010
  16. Alerta da Interpol é 'incomum', diz advogado de Julian Assange. iG, 1º de dezembro de 2010.
  17. Dissidentes da Wikileaks vão lançar outra organização. Público, 1º de dezembro de 2010.
  18. Assange, o fundador do WikiLeaks, é preso em Londres
  19. The arrest of Julian Assange: as it happened (7 December 2010). Página visitada em 8 December 2010.
  20. "Julian Assange denied bail over sexual assault allegations", The Guardian, 8 December 2010. Página visitada em 2010-12-08.
  21. Erro: campo title é obrigatório.
  22. O ponto fraco de Julian Assange. Diário do Centro do Mundo, 9 de dezembro de 2010.
  23. Who is Anna Ardin?: One of Assange's Accusers. AllVoices, 8 de dezembro de 29010
  24. "Catástrofe sem importância", por Renato Pompeu. Caros amigos, 8 de novembro de 2010.
  25. Prosecutors may decide today on charges against WikiLeaks founder, por Nick Davies e Marie Louise Sjolie. The Guardian, 24 de agosto de 2010.
  26. Julian Assange, o inimigo número um., por Bianka de Jesus. Prensa Latina, 8 de dezembro de 2010.
  27. Suécia não vai apelar de sentença a favor de Assange. Terra, 14 de dezembro de 2010.
  28. a b Promotoria sueca decide apelar da decisão de libertar Assange. Terra, 14 de dezembro de 2010
  29. Assange é libertado em Londres. Fundador do WikiLeaks terá de usar pulseira de identificação e se apresentar diariamente à polícia]. Estadão, 16 de dezembro de 2010.
  30. Cerco a Assange deixa jornalismo vulnerável, afirma especialista. Folha.com, 19 de dezembro de 2010.
  31. Wikileaks' Julian Assange to be extradited to Sweden. BBC News (24/02/2011). Página visitada em 24/02/2011.
  32. As calças no varal, por Antonio Luiz M. C. Costa. Carta Capital, 9 de dezembro de 2010.
  33. Vídeo: Tom Flanagan – Harper Advisor Calls For Assassination Of Wikileaks Director Julian Assange. 30 de novembro de 2010.
  34. Julian Assange should be assassinated, former Canada adviser claims. An adviser to the Prime Minister of Canada has called for the "assassination" of the WikiLeaks founder. The Telegraph, 1º de dezembro de 2010.
  35. I think the man is a high-tech terrorist (...) He's done an enormous damage to our country. And I think he needs to be prosecuted to the, the fullest extent of the law; and if that becomes a problem, we need to change the law. Meet the Press: Mitch McConnell, John Kerry, David Brooks, Tom Friedman, Katty Kay, Mike Murphy. Transcrição do debate de 5 de dezembro de 2010.
  36. Vice de Obama diz que EUA exploram vias legais para prender Assange. Yahoo, 19 de dezembro de 2010.
  37. Vladimir Putin 'keeping democracy and free speech at bay'. Acesso: 11 de dezembro, 2010.
  38. WikiLeaks US embassy cables: live updates. The Guardian, 10 de dezembro de 2010.
  39. Lula presta homenagem a fundador do Wikileaks preso. Acesso: 11 de dezembro, 2010.
  40. Justiça britânica concede liberdade sob fiança a Julian Assange. Época, 14 de dezembro de 2010
  41. Amnesty announces Media Awards 2009 winners. Amnesty International (2 de junho, 2009). Página visitada em 3 de dezembro 2010.
  42. Julian Assange. Centre for investigative journalism. Página visitada em 3 de dezembro 2010.
  43. Murray, Craig (19 August 2010). Julian Assange wins Sam Adams Award for Integrity. Página visitada em 3 November 2010.
  44. WikiLeaks Press Conference on Release of Military Documents. cspan.org. Página visitada em 3 November 2010.[ligação inativa]
  45. Julian Assange – 50 People Who Matter 2010. Página visitada em 1 October 2010.
  46. Nobel Peace Prize for Julian Assange (12 December 2010).

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