Jundiaí

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Município de Jundiaí
"Capital Nacional da Logística"

"Terra da Uva"

Região sul de Jundiaí, com a Serra do Japi ao fundo

Região sul de Jundiaí, com a Serra do Japi ao fundo
Bandeira de Jundiaí
Brasão de Jundiaí
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 14 de dezembro
Fundação 1655
Gentílico jundiaiense
Prefeito(a) Pedro Bigardi (PC do B)
(2013–2016)
Localização
Localização de Jundiaí
Localização de Jundiaí em São Paulo
Jundiaí está localizado em: Brasil
Jundiaí
Localização de Jundiaí no Brasil
23° 11' 09" S 46° 53' 02" O23° 11' 09" S 46° 53' 02" O
Unidade federativa  São Paulo
Mesorregião Macro Metropolitana Paulista IBGE/2010 [1]
Microrregião Jundiaí IBGE/2008
Municípios limítrofes Várzea Paulista, Campo Limpo Paulista, Franco da Rocha, Cajamar, Pirapora do Bom Jesus, Cabreúva, Itupeva, Louveira, Itatiba, Jarinu.
Distância até a capital 60 km[2]
Características geográficas
Área 431,173 km² [3]
População 397 965 hab. (SP: 15º) –  estimativa populacional IBGE/2014[3]
Densidade 922,98 hab./km²
Altitude 761 m
Clima tropical de altitude
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,822 (SP: 4°) – muito alto PNUD/2010 [4]
PIB R$ 21,806,787 mil (BR: 23º) – IBGE/2011[5]
PIB per capita R$ 58 351,70 IBGE/2011[5]
Página oficial

Jundiaí é um município do interior do estado de São Paulo, no Brasil. Localiza-se a 23º11'11" de latitude sul e 46º53'03" de longitude oeste, a uma altitude de 761 metros. Dista 57,7 quilômetros da capital do estado. Com 397.965 habitantes[3] é, no estado, o 15° município mais populoso e o sétimo maior fora da Grande São Paulo. Também é o 59° maior do Brasil, sendo maior que quatro capitais estaduais.[6] Seu nome é uma referência ao Rio Jundiaí, cujo nome é proveniente da língua tupi, significando "rio dos jundiás"[7] .

Apresentou, em 2011, um produto interno bruto de mais de R$21,8 Bilhões, colocando o município na 23° posição em todo o país, à frente de quatorze capitais, sendo o nono município mais rico estado de São Paulo[5] Em 2013, seu índice de desenvolvimento humano atingiu 0,822, levando a cidade à 11° melhor posição do Brasil e quarta melhor do estado.

Segundo a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro, Jundiaí é a quinta cidade com maior qualidade de vida do Brasil, apresentando um Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal de 0,9184.[8] Também é o 15° município mais seguro do Brasil e o quinto mais seguro de São Paulo, com um risco de homicídio de 18,41 por 100 mil habitantes, comparável a capital mais segura do país, Natal.[9] É, também, primeiro lugar também em saneamento básico, no ranking do Instituto Trata Brasil, entre as cidades acima de 300 000 habitantes.[10] Entretanto, esses fatos contrastam com o fato da cidade apresentar um alto nível de desigualdade social e incidência de pobreza.[11] Possui conurbação consolidada com Várzea Paulista e Campo Limpo Paulista, além de estar em processo de conurbação com Itupeva. As cidades citadas fazem parte da Aglomeração Urbana de Jundiaí juntamente com os municípios de Cabreúva, Louveira e Jarinu, totalizando cerca de 751 mil habitantes. O município está integrado — junto com a Grande São Paulo, a Região Metropolitana de Campinas e a Baixada Santista — ao Complexo Metropolitano Expandido, uma megalópole que ultrapassa os 30 milhões de habitantes (cerca 75% da população paulista) e que é a primeira aglomeração urbana do tipo no hemisfério sul.[12]

A paisagem mais marcante da cidade é a Serra do Japi, uma das únicas grandes áreas de mata atlântica nativa contínua no estado de São Paulo, denominada como "Castelo de Águas" por muitos naturalistas, como o geógrafo Aziz Ab’Saber, devido a sua riqueza hídrica. Tombada em 1983 pelo Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico e, posteriormente, regulamentada como reserva biológica. Declarada em 1992 pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura como reserva da biosfera da mata atlântica.[13]

História[editar | editar código-fonte]

A região de Jundiaí, até início do século XVII, era habitada exclusivamente por povos indígenas; alguns grupos viviam em clãs familiares, caracterizando-se pelo nomadismo e outros eram sedentários. De origem tupi, se dedicavam à produção de milho e de mandioca. Eram povos guerreiros, bons caçadores e pescadores, organizando-se em aldeias compostas por cabanas circulares feitas de tronco e cobertas de palha. Parte da cultura indígena foi incorporada pelos brancos colonizadores, como a utilização de queimadas na lavoura.[14]

Catedral de Nossa Senhora do Desterro, em Jundiaí, entre 1886 (quando adquiriu feição neogótica) e 1921 (quando houve a reforma que modificou levemente a fachada e criou as capelas radiantes e o transepto)
Ponte Torta, em julho de 2011, no bairro Vianelo, na região sul

O povoamento do sertão de "Mato Grosso de Jundiahy", como era denominado o extremo território ao norte da vila de São Paulo, que hoje compreenderia a região de Jundiaí, Campinas e todo o nordeste do estado até a divisa com Minas Gerais no Rio Grande, iniciou-se próximo ao Rio Jundiaí com a chegada da Rafael de Oliveira, sua mulher Petronilha Rodrigues Antunes e filhos, em 1615, que deram ao povoado a denominação de "Nossa Senhora do Desterro de Jundiaí".

Segundo alguns historiadores, o casal teria se fixado aí em virtude de ter Rafael de Oliveira cometido "crime de bandeirismo", isto é, organizado expedição de apresamento de índios, o que era vedado pela coroa portuguesa. Diz, no entanto, o historiador Afonso de Taunay, que Rafael foi perdoado, graças à sua participação no combate aos flamengos.

O fato é que a antiga Freguesia de Nossa Senhora do Desterro prosperou desde o início de sua formação em virtude de construir ponto de apoio para as expedições que se dirigiam aos sertões, que, aí, se abasteciam de gêneros produzidos pelos seus habitantes.[15]

A inauguração de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro, no ano de 1651, marcou o início do reconhecimento da povoação de Jundiaí. Quatro anos mais tarde, foi elevada à categoria de vila.

Em 1655, Jundiaí marcava o limite norte do povoamento da Capitania de São Vicente. Esse povoamento acusava dois rumos principais: um de Jundiaí para leste, atingindo a zona montanhosa banhada pelo Rio Atibaia e outro de Jundiaí para o norte, alcançando o vale do Rio Mojiguaçu. No primeiro caso, surgiu a fundação do povoado de Atibaia na Fazenda de São João, por Jerônimo de Camargo, onde, em 1655, se fixaram os índios trazidos do sertão pelo padre Mateus Nunes de Siqueira, povoado que passou a ser capela-curada em 1680. Cerca de 1676, surgiu a povoação de Nazaré. Depois da descoberta das minas de Goiás no século XVIII, chegou a traçado definitivo o "Caminho dos Guaiases", partindo de Jundiaí, atravessando as povoações de Mojimirim e Mojiguaçu, rumando para o noroeste por áreas que, mais tarde, formariam o sul de Minas Gerais.

"Sua economia passou por uma fase de estagnação após 1695, durante o apogeu do ciclo da mineração, reativando-se contudo depois de 1785, quando a agricultura se fortaleceu com a cana de açúcar, feijão, cereais, algodão e café. Outro fator de progresso foi a fruticultura praticada principalmente pelos imigrantes europeus a partir do fim do século XIX. Ainda nessa época, surgiu a indústria da tecelagem com a fundação em 1874, da Companhia Jundiana de Tecidos, por incentivo do Barão de Jundiaí, Francisco de Queiroz Telles." [15] A partir de 1890, o município recebeu uma grande massa de imigrantes italianos.

No dia 28 de março de 1865, Jundiaí foi elevada à condição de município.

"Foi ainda em fins do século XIX que inauguraram as Estradas de Ferro (Cia. Paulista- Santos a Jundiaí - a Ituana e a Bragantina). " [15] , o que possibilitou a imigração de ingleses, espanhóis e italianos, motivados por incentivos governamentais, que tencionavam substituir a mão de obra escrava.

Na primeira metade do século XX, Jundiaí descobriu a sua vocação industrial, que perdura até hoje, pois o município possui um dos maiores parques industriais da América Latina, o que contribui para os altos níveis de poluição do município. A indústria do lazer nos municípios próximos também está incrementando a economia local, com a instalação de parques temáticos que atraem turistas e geram empregos para os jundiaienses.

Ultimamente, o município enfrenta problemas característicos dos centros brasileiros de alta densidade populacional, destacando-se nas taxas de criminalidade, sendo um dos municípios recordistas no estado de São Paulo em roubo de automóveis.

O aniversário do município é comemorado em 14 de dezembro, data em que foi elevada à categoria de vila. Em 2005, foi aprovada uma emenda que decretou feriado municipal na data, comemorado a partir de 2006. Os comerciantes não aprovaram, por se tratar de uma data próxima ao natal e, a partir de 2008, o feriado tornou-se facultativo.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A prefeitura elaborou uma divisão administrativa oficial para o município, dividindo-a em sete regiões: central, leste, oeste, norte, sul, vetor noroeste e vetor oeste. Cada região é dividida em bairros.

Porém, a despeito desta divisão oficial muitos bairros são chamados por outros nomes, e muitos bairros tem seus nomes populares cedidos a outros bairros próximos.

A relação das regiões e bairros do município está no anexo Divisão Administrativa de Jundiaí.

O ponto mais setentrional de Jundiaí, é o bairro Champirra. O bairro Campo Verde é o mais oriental, a Serra do Japi é a localização mais meridional do município e, por fim, o local mais ocidental da cidade é o bairro Rio das Pedras( medeiros ) . Considerando apenas a zona urbana de Jundiaí, pode-se afirmar que:

  • Ponto mais setentrional: Parque Centenário
  • Ponto mais meridional: Santa Gertrudes
  • Ponto mais oriental: Ivoturucaia
  • Ponto mais ocidental: Novo Horizonte

Geografia[editar | editar código-fonte]

Jundiaí situa-se a uma altitude média de 762 metros[16] .

Clima: O clima do município é o tropical de altitude, apresentando verões quentes e chuvosos e invernos amenos e subsecos. A temperatura média anual é de 20,9 graus centígrados[16] , sendo o mês mais frio julho (média de 16,9 graus centígrados)[17] e o mais quente fevereiro (média de 24,0 graus centígrados). A menor temperatura já registrada na cidade, foi de -3,1 °C, sendo que houve registros de até -6 graus centígrados em locais próximos à serra. Já a maior temperatura foi 38,1 graus centígrados em 1975[18] . O índice pluviométrico anual fica em torno de 1 350 mm.[19]

Nuvola apps kweather.svg Dados climatológicos para Jundiaí Weather-rain-thunderstorm.svg
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 29,0 29,2 29,0 27,0 25,0 23,8 23,9 25,9 26,9 27,5 28,2 29,0 27,0
Temperatura média (°C) 24,0 23,8 23,5 20,9 18,5 17,2 16,9 18,6 20,1 21,2 22,0 23,5 20,9
Temperatura mínima média (°C) 19,0 18,3 18,0 14,8 12,0 10,5 9,9 11,2 13,2 14,9 15,9 18,0 14,6
Precipitação (mm) 222,6 178,5 143,2 63,9 70,8 48,5 39,3 37,7 67,2 123,2 142,1 213,5 1 350,5
Fonte: CEPAGRI - UNICAMP

Jundiaí tem um relevo muito acidentado, devido à Serra do Japi.

Reserva Biológica da Serra do Japi
Reserva Biológica da Serra do Japi

A Serra do Japi, situada a sudoeste, é uma grande reserva ambiental, com uma das maiores áreas florestais do estado de São Paulo intactas.

Seu principal rio é o Rio Jundiaí.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

  • Rio Jundiaí - divide o antigo centro comercial do município de alguns bairros como Ponte São João e Jardim Rio Branco. Entra no município em sua divisa com o município de Várzea Paulista e sai do município na divisa com Itupeva.

É um dos limites naturais do centro histórico interfluvial Jundiahy, marcado também pelo córrego do Mato e pelo rio Guapeva no trecho entre a Ponte Torta e sua foz. Nessa área, a maioria dos antigos riachos e nascentes foi soterrada pela ocupação urbana registrada desde o século XVII.

Há alguns anos, a prefeitura investiu na retirada de sedimentos e afundamento da calha do rio, bem como limpeza e colocação de placas de concreto em suas margens, isso acabou com as constantes enchentes que assolam os bairros baixos no curso do rio, como a Vila Rio Branco, Jardim Danúbio, Ponte de Campinas e Vila Lacerda.

Após fracassadas tentativas de despoluição do Rio Jundiaí, a cidade ainda convive com o descaso do governo estadual, que não se preocupa em realizar o tratamento de esgoto das cidades a montante do rio atendidas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo.

Economia[editar | editar código-fonte]

Considerada uma região próspera no estado de São Paulo, Jundiaí ocupa o oitavo lugar no ranking do produto interno bruto do estado.

Jundiaí sempre foi conhecida como a terra da uva e do morango, tendo um grande destaque no cenário nacional. Há, em seu território, 27 000 hectares de área cultivada, o que garante um produto interno bruto agrícola médio de 80 000 por ano, deixando o município com a quinta população rural do país. Havendo, também, práticas de avicultura de corte e rebanho bovino, tanto para consumo regional, quanto para exportação.

Mas, além de ter uma grande produção agrícola, o município tornou-se um polo para empresas de logística com armazéns da Mobly, Casas Bahia, Renault/Nissan, Magazine Luiza, DHL, Sadia e ainda possui um parque industrial com mais de quinhentas empresas se destacando nos setores de alimentos ( Saralee, Frigor Hans, Parmalat), bebidas (Coca-Cola/ Femsa, Cereser, Ferráspari , Ambev), cerâmica (Deca, Roca e Ideal Standard) , autopeças (Sifco, Bollhoff, neumayer tekfor, Mahle, EBF VAZ) , metalurgia (Siemens, CBC Indústrias Pesadas, Sulzer), borracha, plásticos, embalagens e bens duráveis (Plascar, Takata Petri, Foxconn, AOC Envision, Compal Eletronics, Arima, Itautec, Rexam), Química, papeleira e de gases (Akzo Nobel, Linde, IBG, SI Group/Crios, Klabin, Böttcher) e centrais de atendimento como, Tivit e Fidelity Information Services.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Crescimento populacional
Censo Pop.
1980 258 809
1991 289 269 11,8%
2000 323 397 11,8%
2010 370 251 14,5%

Tem apresentado um grande crescimento populacional, gerado, em grande parte, pela busca de melhores condições de vida e emprego dos moradores de São Paulo. De acordo com a Emplasa, constitui uma aglomeração urbana intersticial, localizada entre a Região Metropolitana de São Paulo e a Região Metropolitana de Campinas e próxima de outras regiões importantes do estado, como a região de São José dos Campos.

A Aglomeração Urbana de Jundiaí é composta pelos municípios de Cabreúva, Campo Limpo Paulista, Itupeva, Jarinu, Jundiaí, Louveira e Várzea Paulista e tem cerca de 700 000 habitantes.

Dados do Censo - 2010

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça Porcentagem
Branca 76,40%
Parda 18,84%
Negra 3,82%
Amarela 0,87%
Indígena 0,06%

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010[20]

Religião[editar | editar código-fonte]

De maioria cristã, a cidade é sede da Diocese de Jundiaí, com maioria da população católica. Há também expressiva parcela de protestantes, que frequentam diversas igrejas evangélicas, testemunhas de jeová e mórmons.

Mesquita muçulmana
Igreja de Nossa Senhora da Conceição, na Vila Arens

A cidade possui uma mesquita para os seguidores do islamismo. Há centros espíritas, tendas de umbanda, além de locais de espiritualismo e estudos antropológicos como a gnose, eubiose, lojas maçônicas e um templo da religião/filosofia japonesa Seicho-no-ie.[21] . Há também as chamadas casas de cura, que seguem o Santo Daime.[22] .

Religião Porcentagem Número
Católicos 65,99% 244.262
Protestantes 20,37% 75.387
Sem religião 5,60% 20.711
Espíritas 3,92% 14.519
Budistas 0,20% 746
Umbandistas 0,26% 968
Judeus 0,03% 108

Fonte: IBGE - Censo Demográfico 2010[23]

Cultura, turismo e lazer[editar | editar código-fonte]

Espaços culturais [24]
  • Complexo Educacional e Cultural Argos

Instalado no conjunto arquitetônico da antiga indústria têxtil Argos, na Rua Doutor Cavalcanti, o complexo possui área de 365 000 metros quadrados. A revitalização deste espaço foi feita garantindo-se a preservação de suas características arquitetônicas históricas. Abriga o Centro Municipal de Educação de Jovens e Adultos, o Centro Municipal de Formação e Capacitação Permanentes do Magistério, o Centro Municipal de Informática, o Centro Municipal de Línguas e a emissora de Televisão Educativa do Município.

  • Biblioteca Municipal Professor Nelson Foot

Atualmente, instalada no Complexo Argos.

  • Gabinete de Leitura Ruy Barbosa

Tradição na cidade de Jundiaí, o Gabinete possui em suas dependências uma pinacoteca com extenso acervo, uma biblioteca com mais de 4 500 obras e documentos históricos e uma cinemateca. Possui ainda auditório multimídia, cybercafé e oferece cursos diversos.

  • Casa da Cultura

Localizada no Centro, promove atividades de música, dança, pintura e literatura, entre outras.

  • Teatro Polytheama

O Teatro Polytheama é um dos principais patrimônios histórico, cultural e arquitetônico de Jundiaí. Fundado em 1911 e fechado no final da década de 1960, foi reinaugurado em 1996 com projeto da renomada arquiteta Lina Bo Bardi.

  • Sala Glória Rocha

Antigo Mercado Municipal, foi reformado e reinaugurado em 1981. Abriga a Sala Glória Rocha no seu piso superior, com 334 lugares e palco de shows musicais e teatrais.

  • Cineclube na Cidade

Um projeto entre o Cineclube Consciência e a Prefeitura do Município de Jundiaí, que tem como objetivo trazer o cinema de volta ao centro da cidade, na Sala Glória Rocha, e gratuitamente. Às quartas-feiras à noite.

  • Atelier Casarão

Localizado no Centro da cidade, é um espaço de teatro, música, cultura, poesia e todo tipo de manifestação artística.

  • Cineclube Consciência

Situado na Faculdade de Tecnologia do Estado de São Paulo - Jundiaí, é um espaço de exibição gratuita e discussão de filmes, aos sábados às dezenove horas.

Parque da Cidade em Jundiaí
Parque de Corrupira em Jundiaí
Museus
Jardim Botânico de Jundiaí - Foto junto ao lago
Jardim Botânico de Jundiaí - Foto sobre a queda d'água
  • Museu Histórico e Cultural de Jundiaí – "Solar do Barão de Jundiaí"
  • Museu Ferroviário "Companhia Paulista"
  • Museu da Energia de Jundiaí
  • Fazenda N. Sra. da Conceição – Museu Barão de Serra Negra
  • Centro de Memória do Esporte Jundiaiense ("Bolão")
  • Museu Sacro Diocesano "Cardeal Agnelo Rossi"
  • Museu do Exército – 12º G.A.C. – Grupo Barão de Jundiahy
  • Fazenda Ermida
  • Espaço Cultural Museu do Vinho "Família Brunholi"
  • Museu do Paulista Futebol Clube (Sala de Troféus)
Circuito de Adegas

A Cidade das Uvas possui, em seu Roteiro Turístico Rural, quatro adegas: Beraldo de Cale, Brunholi, Mazziero e Vinhos Castanhos.[25]

Hotelaria

Jundiaí conta com infraestrutura hoteleira. No site da prefeitura, pode ser checada a lista dos hotéis.[26]

Compras
  • Shopping centers

Possui o Maxi Shopping Jundiaí, com cerca de 230 lojas e sete salas de cinema (Moviecom); o Shopping Paineiras, com cerca de setenta lojas e o Multi Moda Center, com cerca de cinquenta lojas. O Grupo Multiplan, responsável pelo Morumbi Shopping em São Paulo, inaugurou o Jundiaí Shopping no dia 18 de Outubro de 2012, com cerca de 212 lojas e sete salas de cinema (Cinépolis). Há previsão do Grupo Iguatemi iniciar as obras de mais uma filial na cidade.

  • Centro de Compras

Além dos shoppings, Jundiaí possui um vasto centro de compras, no Centro, na Vila Arens, na Ponte São João, na Vila Hortolândia, na avenida 9 de Julho, na Vila Rami e na Vila Rio Branco.

Parque e áreas de lazer

O município, atualmente, possui cinco parques, dentre eles dois jardins botânicos. São eles:

  • Parque Comendador Antônio Carbonari (Parque da Uva)
  • Parque do Corrupira
  • Parque da Cidade
  • Jardim Botânico
  • Jardim e Parque Botânico Eloy Chaves

Além dos parques, a cidade conta ainda com a Reserva Biológica da Serra do Japi, um dos símbolos da cidade.

Teatro

Jundiaí tem tradição no meio teatral, tendo revelado importantes nomes do Teatro Nacional. Conta com um vasto número de grupos que movimentam a cena cultural da cidade como:

  • Cia. Paulista de Artes
  • Grupo Performático Éos
  • Cia. Na Ponta da Língua
  • NAC - Núcleo de Artes Cênicas de Jundiaí (entidade cultual de utilidade pública desde 1988)

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Dados[editar | editar código-fonte]

Jundiaí é a quarta cidade do estado de São Paulo em índice de desenvolvimento humano, ficando atrás somente de São Caetano do Sul, Águas de São Pedro e Santos.

Índice de Desenvolvimento Humano: 0,857

Saúde[editar | editar código-fonte]

Jundiaí conta com 37 unidades básica de saúde ou de saúde da família nos bairros, em proporção demográfica acima do recomendado pela Organização Mundial de Saúde, passando em 2014 por um grande número de ampliações ou de novas sedes. Nos serviços de urgência, além de um PA Central 24 Horas aberto em 2013,conta com outras cinco unidades de pronto atendimento em preparação, estando a UPA Novo Horizonte e o PA Retiro em seus preparativos finais de abertura em 2014 (e as demais na Ponte São João, Vila Progresso e Vila Hortolândia em tramitação de projeto). A cidade conta com dois hospitais públicos, o Hospital São Vicente de Paulo e o Hospital Universitário, com um terceiro, o Hospital Regional, entrando em operação para apoio ao sistema com cirurgias de baixa e média complexidade. Também tem na rede privada o Hospital Pitangueiras, o Hospital Santa Elisa e o Hospital Paulo Sacramento. Seus 395 mil habitantes dividem-se entre um terço de usuários de planos privados, um terço de usuários de cooperativas médicas e outro terço de usuários exclusivos do Sistema Único de Saúde. Mas todos usam serviços públicos de vigilância e fiscalização, de campanhas preventivas e de promoção da saúde e até mesmo de fornecimento de medicamentos da Prefeitura de Jundiaí.

Educação[editar | editar código-fonte]

A educação pública municipal é um dos motivos que levam a cidade ao quarto lugar do estado em índice de desenvolvimento humano.

Faculdades públicas (federal, estadual ou municipal)
Faculdades particulares
Escolas técnicas

Transporte[editar | editar código-fonte]

A Companhia Paulista de Trens Metropolitanos transporta, diariamente, em seus trens, cerca de 350 000 passageiros na Linha Sete Rubi Jundiaí - Estação da Luz, ligando a cidade com toda a capital. A Estação Ferroviária de Jundiaí existe desde meados de 1860 em estilo inglês e é um dos lugares mais representativos da cidade.

É um dos mais movimentados do interior em números de pousos e decolagens e fica próximo à Rodovia dos Bandeirantes, Anhanguera e Dom Gabriel Paulino Bueno Couto.

  • Sistema integrado de transporte urbano

Possui sete terminais de ônibus que interligam a cidade. Com uma única passagem o cidadão jundiaiense pode pegar mais de um ônibus, sendo possível fazê-lo em alguns pontos da cidade, no sistema de bilhete único, na cidade chamado de Ganha Tempo.[27] Os terminais são: Terminal Eloy Chaves, Colônia, Cecap, Hortolândia, Vila Arens, Vila Rami e Central.

Rodovia Anhanguera (SP-330) em Jundiaí.
Rodovia dos Bandeirantes (SP-348) em Jundiaí

.

Rodovias

Eventos[editar | editar código-fonte]

  • Festa da Uva

A Festa da Uva de Jundiaí é a mais antiga do interior de São Paulo. Realizada desde o ano de 1934, teve seu início no centro da cidade; depois, foi transferida para o "Parque Comendador Antônio Carbonari", mais conhecido como "Parque da Uva". Há a exposição das frutas durante o dia inteiro, e durante a noite também ocorrem shows de bandas. A Festa da Uva acontece em anos pares no mês de janeiro. Em 2013 foi remodelada para ser um evento familiar, não tendo mais como principal atração os shows de grandes artistas, mas sim voltando ao modelo original da festa, na qual a entrada era gratuita e a participação dos agricultores era efetiva, mas contando com atrações culturais da própria cidade.

  • Expo Vinho

Realizada juntamente com a Festa da Uva, teve sua primeira edição em 2013 e contou com diversos expositores já conhecidos na cidade, como a Adega Maziero.

  • Festa do Morango

Nos mesmos moldes da Festa da Uva, porém no mês de setembro, em anos ímpares. Com a queda da produção de morangos na cidade, a festa não será mais realizada a partir de 2013.

  • Festa Italiana de Jundiaí

Todos os anos, no bairro da Colônia, desde o ano de 1987 (ano do centenário da imigração italiana em Jundiaí), ocorre La più bella festa (traduzido do italiano, significa "a mais bela festa"). É realizada em maio e junho com comidas e música típicas. Nos oito dias de festa, se reúnem em torno de 100 000 pessoas de várias cidades, como São Paulo, Campinas, Atibaia, Santos e Sorocaba e até de outros estados. Todos os anos, se fazem presentes o vice-cônsul da Itália em Jundiaí e italianos do Vêneto, no norte da Itália.

  • Carnaval

O carnaval em Jundiaí é realizado atualmente na Avenida Prefeito Luis Latorre, onde há o desfile das escolas de samba que se divide em grupo de acesso e especial. Entre as escolas mais tradicionais da cidade, estão a União da Vila Rio Branco e a Arco-Íris.

  • Outros Eventos

Na cidade, existem outros eventos, como a Festa da Uva do bairro do Caxambu, Festa do Senhor Bom Jesus no Caxambú (que completou cem anos em 2011), a "Festa Portuguesa" no bairro da Vila Arens, Festa do dia 1º de maio no Sindicato dos Metalúrgicos e a Festa das Nações no bairro Cidade Nova.

A Conferência Missionária ganhou espaço na agenda de eventos da cidade, o evento é realizado pela Igreja Evangélica Assembleia de Deus - Ministério Belém, no Parque da Uva, ocorre todos os anos nos dias de carnaval; tendo barracas com comidas típicas de outros países e cultos, atraindo pessoas de diversas localidades do Brasil.

Meios de comunicação[editar | editar código-fonte]

Emissoras de rádio
  • AM
    • 730 kHz -
    • 810 kHz -
Emissoras de televisão

Canais Abertos em Jundiaí:

O canal 51 UHF teve uma concorrência disputada entre vários grupos, entre eles Gugu Liberato, SBT, TV Tem e teve, como vencedor, a TV Schappo, de Alagoas, estando atualmente em fase de análise para outorga.

Já o canal 55 UHF foi homologado pela Agência Nacional de Telecomunicações e está disponível para ser utilizado como televisão educativa em canal aberto em Jundiaí, porém atualmente encontra-se sem utilização, não tendo a maioria da população acesso às produções locais, restritas apenas para assinantes de TV por assinatura.

TV por assinatura NET:
  • TV Japi - 03/Digital - 03/Analógico
  • TV Rede Paulista (afiliada TV Brasil) - 24/Digital
  • TV Educativa de Jundiaí - 24/Digital - 06/Analógico
  • CANAL 25 Jundiaí - 25/Digital - 20/Analógico
  • NET Cidade - 26/Digital - 21/Analógico
Jornais
  • Jornal Tribuna Regional
  • Jornal da Região
  • Jornal Jundiaí Hoje
  • Jornal da Cidade
  • Jornal Bom Dia Jundiaí
  • Jornal do Eloy Chaves
  • Jornal Jundiaí
Revistas
  • APÊ ZERO 1
  • Revista Imóvel Fácil
Sites
  • Jundiaí Online 1
  • Rádio Cidade
  • Portal Jundiahy
  • G1 Jundiaí/Sorocaba
  • Jornal de Jundiaí (PortalJJ)

Futebol[editar | editar código-fonte]

Em 2009, o Paulista Futebol Clube completou cem anos de história no dia 17 de Maio. Dentre os títulos do Paulista, estão o Campeonato Brasileiro de Futebol de 2001 - Série C e a Copa do Brasil de Futebol de 2005. O time também participou da Copa Libertadores da América de 2006, quando venceu o Club Atlético River Plate.

Ciclismo[editar | editar código-fonte]

A cidade possui forte tradição em ciclismo de estrada (ver link Israel Bernardi)

http://www2.jundiai.sp.gov.br/2013/10/bolao60anos-primeiras-pedaladas-e-conquistas-de-israel-bernardi/

Devido disponibilidade de trilhas na Serra do Japi e arredores existem muitos praticantes de mountain bike. Atualmente existem cerca de 14 grupos de ciclistas na região, estima-se que ess grupos possuem cerca de 600 ciclistas ativos que praticam seus treinos e passeios diariamente.

Entre os principais grupos de Jundiaí temos :

Pedal Jundiaí, Bikers4ever, Pedalando em Jundiaí, Pedal Japi e outros grupos.

Cidades-irmãs[editar | editar código-fonte]

Panorama de Jundiaí, a partir da rodovia Anhanguera.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Primeiros Dados do Censo 2010 Primeiros Dados do Censo 2010 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de Novembro de 2010). Visitado em 30 de Novembro de 2010.
  2. Distâncias entre a cidade de São Paulo e todas as cidades do interior paulista. Visitado em 28 de janeiro de 2011.
  3. a b c Dados cidade de Jundiaí - 2014 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (28 de agosto de 2014). Visitado em 07 de novembro de 2014.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil Atlas do Desenvolvimento Humano Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2010). Visitado em 01 de agosto de 2013.
  5. a b c Produto Interno Bruto dos Municípios 2011 Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Visitado em 07 de novembro 2014.
  6. a b c d e f Primeiros Dados do Censo 2010 (html) Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (29 de novembro de 2010). Visitado em 30 de novembro de 2010.
  7. NAVARRO, E. A. Método Moderno de Tupi Antigo. Terceira edição. São Paulo: Global, 2005. pp. 171,183
  8. IFDM – Índice FIRJAN de Desenvolvimento Municipal.
  9. Revista Época. Ranking das cidades mais seguras.
  10. Instituto Trata Brasil divulga ranking do saneamento com avaliação dos serviços nas 81 maiores cidades do país.
  11. ONU aponta crescimento da pobreza e desigualdade em Jundiaí PortalODM (15/12/2013). Visitado em 30/08/2014.
  12. Diego Zanchetta (3 de agosto de 2008). O Estado de S. PauloA primeira macrometrópole do hemisfério sul. Visitado em 12 de outubro de 2008.
  13. Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente. Serra do Japi - Apresentação.
  14. História de Jundiaí - Prefeitura Municipal de Jundiaí.
  15. a b c IBGE Cidades http://www.ibge.gov.br/cidadesat/topwindow.htm?1
  16. a b Secretaria Municipal de Planejamento e Meio Ambiente
  17. Cepagri
  18. Prefeitura de Jundiaí
  19. Prefeitura Municipal de Jundiaí-SP
  20. População residente por cor ou raça, sexo, situação do domicílio e grupos de idade Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  21. Alguns endereços http://maplink.uol.com.br/v2/local/sp/jundiai/religiao.html
  22. http://fraternidadedocoracao.org.br/
  23. População residente, por situação do domicílio, sexo, grupos de idade e religião. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística.
  24. Espaços Culturais (em português) Prefeitura de Jundiaí.
  25. Atrações Turísticas Prefeitura de Jundiaí.
  26. Hotéis Prefeitura de Jundiaí.
  27. Transformar os terminais do SITU em "Pontos de Cultura e cidadania" (em português) Cidade Democrática.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]