Junker

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Junker (alemão: [ˈjʊŋkɐ]) eram denominados os membros da nobreza constituída por grandes proprietários de terras nos estados alemães anteriores e durante o 2.º Reich (1871-1918).

Essa aristocracia latifundiária teve importante papel na construção do Reino da Prússia, a partir do século XVIII. Diferentemente das nobrezas da França e da Inglaterra de então, os Junker dedicavam-se diretamente à administração da atividade agrícola. Tal como em algumas zonas de plantation nas Américas, os trabalhadores nas propriedades dos Junker eram povos conquistados militarmente e despojados de quaisquer direitos ou propriedades. Na colonização prussiana de terras conquistadas de povos eslavos, coube aos Junker uma administração dessas terras sob moldes capitalistas, visando ao lucro e à eficiência da produção. Assim, constituíram-se como uma classe aplicada às técnicas modernas da produção econômica e paralelamente foram alçados por Frederico II da Prússia a um monopólio absoluto sobre os quadros civis e militares do reino. Nesse sentido, a versão prussiana do despotismo esclarecido desenvolveu-se com a combinação trazida pelos Junker entre grandes avanços técnicos para a burocracia estatal e contribuições quase nulas no plano da cultura cosmopolita e das liberdades cívicas. Na Prússia do século XVIII, as classes mercantis urbanas não ganharam destaque político e predominou na construção do Estado a postura autoritária e fechada da aristocracia Junker.[1]

Referências

  1. Taylor, Alan John Percivale. The course of German history: a survey of the development of German history since 1815 (em <código de língua não-reconhecido>). London: Routledge, 2001 [1945]. 281 pp. p. 20-22. ISBN 0415255589. Visitado em 15 de outubro de 2014.


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