Junkers Ju 87

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Junkers Ju 87 Stuka
Stuka Ju 87G fotografado em 1942 na URSS. Sob suas asas estão instalados canhões de 3,7cm Flak 18 Kanonenvogel.
Descrição
Fabricante Junkers / Alemanha
Construcciones Aeronáuticas S.A. / Espanha
Amiot / França
Missão Bombardeiro
Dimensões
Comprimento 10,8 m
Envergadura 13,8 m
Altura 3,9 m
Área (asas) 31,90 m²
Peso
Tara 2.273 kg
Peso total 3.324 kg
Propulsão
Motores Junkers Jumo 210D
Força (por motor) 720 Hp kN
Performance
Velocidade máxima 310 km/h
Alcance 800 km
Teto máximo 9.430 m
Armamento
Metralhadoras 1×7.92 mm MG 17
250 Kg de bombas

O Junkers Ju 87, popularmente conhecido como Stuka (do alemão Sturzkampfflugzeug, bombardeiro de mergulho, lendo-se: "Sxtuca"), foi um bombardeiro utilizado pela força aérea alemã (Luftwaffe) e pela Regia Aeronautica Italiana durante a Segunda Guerra Mundial.[1] [2]

Batismo de fogo[editar | editar código-fonte]

A Alemanha utilizou o "Stuka" pela primeira vez na Guerra Civil Espanhola tripulados por pilotos voluntários da Legião Condor. Posteriormente, na invasão da Polónia (1939), contra alvos fixos, como as bases da Força Aérea Polaca. Além disso, a aeronave foi também utilizada para apoiar o avanço alemão, na função de apoio aéreo aproximado, e combater as tentativas polacas de resistência no sul do país.

Conseguia carregar grande carga de bombas para seu tamanho pequeno, porém mantendo formas agressivas que eram muito temidas pelos aliados. Em algumas versões, o Stuka era ainda acrescido de uma sirene de mergulho instalada na parte superior do trem de pouso, cujo único propósito era aterrorizar quem quer que estivesse no caminho de suas bombas.

Vitórias[editar | editar código-fonte]

O "Stuka" foi também utilizado contra navios na Operação Weserübung (invasão da Dinamarca e da Noruega), e contra a França, na Batalha da França em 1940.

As posições fixas das defesas francesas na região de Sedan, foram alvos fáceis para os "Stuka", embora a incapacidade dos comandantes franceses, demonstrada pela sua recusa em chamar os caças para atacar os "Stukas" tivesse ajudado os alemães.

Dificuldades[editar | editar código-fonte]

O "Stuka" no entanto, não foi muito útil contra as unidades de veículos blindados franceses, porque os tanques, em movimento, revelaram-se alvos difíceis de serem atingidos.

Após o lançamento das bombas, a força G gerada durante a recuperação do mergulho podia causar a perda de consciência do piloto por alguns segundos.

Warsaw Uprising stuka ju-87 bombing Old Town.jpg StukaRA.jpg Ju 87B NAN1Sep43.jpg
Stuka sobre Varsóvia. Stuka da
Regia Aeronautica Italiana.
Stuka Ju 87B (c. 1940).

Primeiras derrotas[editar | editar código-fonte]

Junkers Ju 87B-2 Stuka

As limitações do projeto do Ju-87 "Stuka" começaram a evidenciar-se apenas quando, em 1940, começou a Batalha da Inglaterra. 336 "Stukas" foram preparados para a missão, inicialmente designados para operações de ataque à navegação no Canal da Mancha. Quando os ingleses passaram a navegar apenas de noite, a utilidade do "Stuka" mostrou-se muito reduzida, pelo que os alemães passaram a utilizar esta aeronave apenas para atacar as bases inglesas como haviam feito na Polónia e na França.

Mas sobre os céus de Inglaterra, a ideia de avião que aterrorizava perdeu efeito. Os radares avisavam os ingleses da chegada de formações de aviões alemães e os "Stukas" tinham que enfrentar os caças britânicos no ar, função para a qual não estavam preparados.

Pensado para atuar em céus dominados pela Luftwaffe, o "Stuka" era muitas vezes completamente varrido dos céus. Em Setembro, num só dia os alemães perderam trinta aparelhos sobre os céus da Inglaterra. A partir daí, o "Stuka" foi pura e simplesmente retirado da operação, limitando-se a pequenas operações no canal da Mancha.

Frente oriental[editar | editar código-fonte]

Os alemães utilizaram o "Stuka" também na invasão da União Soviética (Operação Barbarossa), mas a enorme dimensão do país, tornou a ação de grupos pequenos de "Stuka", pouco relevante perante a enormidade das operações em terra e quando começou o inverno Russo, os "Stukas" tornaram-se completamente inúteis, porque os seus motores não conseguiam sequer funcionar (fato ocorrido também com os tanques Panzer).

Devido à sua baixa velocidade e às características do combate aéreo na frente oriental, o "Stuka" foi gradualmente substituído em suas funções pelo Focke-Wulf Fw 190 na versão F (caça-bombardeiro), pois este além de mais rápido, podia carregar carga de bombas equivalente, com a vantagem de se tornar um caça após o ataque. O "Stuka" continuou sendo utilizado na versão G. Dotado de dois canhões de 37mm Bk 37, o modelo G ganhou fama no papel de destruidor de tanques. O mais conhecido piloto desta aeronave foi Hans-Ulrich Rudel, especialista em missões de ataque ao solo e o mais condecorado piloto da Luftwaffe na 2ª Guerra Mundial.

Junkers Ju 87B dropping bombs.jpg Timur Frunze. Marka SSSR 1960.jpg
Um Junkers alemão Ju 87B Stuka lançando bombas. Selo postal soviético de 1960.
Junkers Ju-87 replica.jpg Ju87A 050406-F-1234P-041.jpg
Réplica do Junkers Ju 87 Stuka no
Museu Central da Força Aérea
em Monino na Rússia.
3 Junkers Ju87A em formação.

Usuários[editar | editar código-fonte]

  • Flag of the United States.svg EUA - A USAF operou um na Tunísia em 1943, por curto período, antes de ele se acidentar.[3]
  • Flag of the United Kingdom.svg Reino Unido - Durante e após a guerra, a RAF testou vários aparelhos capturados.

Variantes[editar | editar código-fonte]

  • Ju 87 A, protótipos V1, V2, V3, V4, V5. versões de produção: A0, A1, A2.
  • Ju 87 B, protótipos V6, V7, V8, V9, V15, V16, (V17 e V18 não produzidos).
  • Ju 87 C, protótipos V10, V11. A versão C, foi planejada para aviação naval operando a partir do porta-aviões Graf Zeppelin como torpedeiro e bombardeiro de mergulho. Já que o projeto deste porta-aviões foi cancelado, os poucos fabricados, foram convertidos para a versão B de ataque ao solo.[4]
  • Ju 87 D, protótipos V21, V22, V23, V24, V25, V30, V26-28, V31, V42-47.
  • Ju 87 G

Exemplares sobreviventes[editar | editar código-fonte]

Intactos[editar | editar código-fonte]

Ju87ChicagoMuseumOfScienceAndIndustry2010.jpg Ju87 G2 2.jpg
Museum of Science and Industry
(EUA)
Royal Air Force Museum
(Reino Unido)

Outros[editar | editar código-fonte]

  • Em Outubro de 2006, um Ju 87 D3 foi recuperado do fundo do mar próximo a Rodes.
  • Um Junkers Ju 87 B2 está em processo de restauração no Museu de Aviação de Belgrado (Sérvia).
Ju 87 Berliner Technikmuseum.JPG Junkers Ju 87 wreck Auto- und Technikmuseum Sinsheim.jpg
Deutsches Technikmuseum
(Alemanha)
Museu do Automóvel e da
Tecnologia de Sinsheim

(Alemanha)

Sucessor[editar | editar código-fonte]

A aeronave que sucederia o Ju-87 Stuka seria o Henschel Hs 132.

Notas

  1. Bergström, Christer. Bagration to Berlin - The Final Air Battles in the East: 1944 - 1945. London: Ian Allen, 2008. ISBN 978-1-903223-91-8.
  2. Coram, Robert. Boyd: The Fighter Pilot Who Changed the Art of War. New York: Back Bay Books, 2004. ISBN 0-316-79688-3.
  3. (em inglês) Kitreview
  4. (em português) Luftwaffe39-45 - Junkers Ju 87 "Stuka".

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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