Jupã

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Um jupã (em servo-croata, župan ou жупан) é um antigo título nobiliárquico, político e administrativo medieval típico dos povos eslavos e da região dos Bálcãs ocidentais (a antiga Iugoslávia). Um jupã era uma espécie de duque ou conde, responsável pelo governo de um território feudal e vassalo a um príncipe ou a um rei. Em algumas vezes, usam-se estes títulos ocidentais análogos (duque, marquês, conde) para designar os jupãs, como traduções não-literais.

O território governado por um jupã é chamado de jupa (župa) ou jupanato.

O termo "jupa" é comum entre povos eslavos ocidentais (tchecos, polacos, eslovacos) e meridionais (sérvios, croatas, búlgaros) na Idade Média, embora se acredite que seja etimologicamente de origem ávara.

A ideia de jupa em geral reunia uma pequena unidade territorial feudal, com algumas aldeias e castelos. Pode ser considerada análoga ao ocidental condado, embora tenha características diferentes, peculiares à estrutura feudal do Leste Europeu.

Alta Idade Média[editar | editar código-fonte]

Originalmente, desde os tempos nômades, a jupa começou como uma família ampliada, onde reinava com uma autoridade de pater familias (“pai de família” em latim, que designava mais especificamente um chefe de clã ou patriarca), chamado jupã (diferentes grafias são utilizadas, incluindo zhupan, extremamente variada, em diversas línguas). A esta altura, algumas jupas evoluíram em clãs maiores, e sua origem hereditária fez-se um princípio para a sucessão da liderança lógica.

No início, os povos eslavos eram tribos, e assim continuavam no momento da sua migração para o sul entre os séculos V e VII. A maior parte das jupas foi organizada de acordo com tribos e cada um tinha a seu próprio chefe tribal, chamado de "jupã".

Baixa Idade Média[editar | editar código-fonte]

As jupas estiveram presentes na Grande Morávia, nos séculos IX e X. Quando Santo Estêvão organizou o Reino da Hungria, no século XI, os magiares adoptaram o termo eslava jupã como ispán (pronunciado "ixpã") para os chefes de suas novas províncias reais ou "municípios".

Os eslovacos e os croatas usam até hoje os termos jupa, jupã e Županija para os condados do Reino da Hungria e da Croácia. No idioma alemão, a tradução tradicional da palavra para esses municípios foi Komitat (do latim comitatus, ou condado), durante a Idade Média, mas mais tarde foi usado Gespanschaft (pegando a raiz span da qual anteriormente veio "jupã").

As jupas foram proeminentes nos Bálcãs entre os eslavos meridionais ao longo de toda a Idade Média. O De Administrando Imperio (texto bizantino do século X) usa o termo grego “horion” para se referir às unidades territoriais dos eslavos, referindo-se à jupa.

As jupas foram também uma unidade administrativa no Primeiro Império búlgaro, uma subdivisão de uma unidade maior chamada comitatus (em latim, condado).

O Grão-Jupã (veliki zupan, em sérvio cirílico: Велики жупан), também é um título medieval sérvio (mais equivalente a príncipe) dos governantes da Ráscia, do século XI ao XIII.

O título de jupã também foi utilizado na Valáquia (atual Romênia).

Tempos modernos[editar | editar código-fonte]

Os croatas preservaram o termo “jupa” até a época moderna, como o nome para unidades clericais locais (paróquia ou freguesia) e o nome ligeiramente modificado de “Županija” como o nome para o sua unidade regional de governo (hoje traduzidos como condados da Croácia).

Os eslovacos também preservaram a expressão: foi usada como o nome oficial das unidades administrativas da Eslováquia dentro da primeira Tchecoslováquia, em 1918-1928 e, em seguida, novamente na República Eslovaca da Segunda Guerra Mundial, um estado-fantoche dos nazistas, em 1940-1945.

Hoje, o termo é usado semi-oficialmente como uma alternativa para o nome "Regiões Autônomas" da Eslováquia (cujo território é idêntico ao da administração das regiões).

Por sua vez, quando a Eslovênia foi dividida entre a Itália, a Hungria, a Alemanha e em 17 de abril de 1941, os italianos, em parte, na denominada província de Lubiana, a nova administração foi liderada por um alto comissário italiano, mas também houve presidentes do conselho de jupãs de Lubiana:

  • 27 maio 1941-1941 Marko Natlachen, o último Ban do Drava (setembro de 1935 - 17 abril 1941; b. 1886 - d. 1943)
  • 1941 - 7 de Junho de 1942?
  • 7 de junho de 1942 - 20 setembro 1943 Leon Rupnik (b. 1880 - d. 1946)

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Fontes e referências[editar | editar código-fonte]

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