KV60

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KV60
Tumba de Sit-re In e Hatchepsut
Hatshepsut-CollosalGraniteSphinx02 MetropolitanMuseum.png
Esfinge retratando a faraó Hatchepsut, Metropolitan Museum of Art.
Localização Vale dos Reis, próxima a KV19
Extensão total 20.98 m [1]
Área total 55.66 [1]
Descoberta em 1903 [1]
Escavada por Howard Carter (1903), Edward Russell Ayrton (1906), Donald P. Ryan (1989-90) [1]
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KV59
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KV61

A tumba KV60 (acrônimo de "King's Valley #60"), no Vale dos Reis, continha duas múmias femininas em seu interior. Uma foi identificada por uma inscrição em seu sarcófago que dizia: Enfermeira Real, In[1]. Acredita-se que seja a enfermeira real de Hatchepsut, Sit-re, chamada de In. Esta múmia encontra-se atualmente no Museu do Cairo. A outra múmia, ainda não identificada ainda encontra-se na tumba. Elizabeth Thomas sugere que esta pode ser a múmia da faraó Hatchepsut recolocada aqui por Tutmés III [2]. Esta mesma sugestão foi defendida recentemente pelo egiptólogo Zahi Hawass. [3]

Índice

[editar] História

Quando a tumba foi descoberta por Howard Carter em 1903, verificou-se que a tumba tinha sido invadida e saqueada na antigüidade, mas havia ainda duas múmias e algum objetos muito danificados. Em 1906, Edward R. Ayrton reabriu a tumba e removeu uma múmia, KV60B, juntamente com o sarcófago em que ela estava e entregou-as ao Museu do Cairo. No sarcófago havia a inscrição com um título real e um nome: Enfermeira real, In. Esta pessoa foi identificada como a Sit-re, chamada de In, a enfermeira real da faraó Hatchepsut. Como nem Carter nem Ayrton deixaram plantas ou mapas da tumba, a sua localização ficou perdida por vários anos.

A egiptóloga Elizabeth Thomas, mais tarde em 1966, especulou que a segunda múmia não identificada era de Hatchepsut, recolocada aqui (na tumba de sua enfermeira) por Tutmés III, como parte de sua campanha oficial de hostilidade contra ela.

Em 1990 a tumba foi redescoberta, reaberta e devidamente escavada por uma equipe liderada por Donald P. Ryan e Mark Papworth. O estudo revelou evidências que apoiavam a teoria de Elizabet Thomas; a múmia revelou ser de uma senhora idosa com o braço esquerdo flexionado em uma posição que pensa-se que marca uma múmia real. Por outro lado, nenhum dos fragmentos dos vasos recolhidos durante a escavação revelou uma data referente a vigésima dinastia. O mais curioso é que foi encontrado um pedaço do sarcófago que cobria o rosto da múmia, onde havia um lugar para encaixar uma barba falsa, destinado a homens, mas na tumba havia apenas múmias femininas e sabe-se que Hatchepsut usava uma barba falsa. A múmia foi deixada em um sarcófago de madeira novo e deixada na tumba que foi re-selada.

Atualmente, em 2007, a tumba foi reaberta e a segunda múmia, KV60A, foi removida para estudos. Em 27 de junho de 2007, o diretor do Supreme Council of Antiquities, Zahi Hawass, ofereceu o que ele considerou como a prova definitiva que o corpo "idoso, corpulento" encontrado na tumba era efetivamente a Hatchepsut.[3]

[editar] Referências

  1. a b c d e Theban Mapping Project (em inglês). Página visitada em 2008-09-12.
  2. How I found Queen Hatshepsut. Daily Telegraph. Página visitada em 2007-06-30.
  3. a b Search for Hatshepsut.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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