Calímnos

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Calímnos (Κάλυμνος)
GR Kalymnos.PNG
Geografia física
País  Grécia
Localização Mar Egeu
Arquipélago Dodecaneso
Ponto culminante 700 m
Área 134,5  km²
Geografia humana
População 16441 (2001)
Densidade 122 hab./km²
Kalymnos.JPG
A localidade de Pothia, na ilha de Calímnos
Mapa das ilhas em redor de Calímnos

Calímnos (em grego: Κάλυμνος; em italiano: Càlino; em turco: Kilimli ou Kelemez) é uma ilha do mar Egeu pertencente ao arquipélago do Dodecaneso, na Grécia, e também um município. Situa-se a oeste da península de Bodrum (a antiga Halicarnasso), entre as ilhas de Cós (a sul, à distância de 12 km) e Leros (a norte, a menos de 2 km): entre Calímnos e esta última há um conjunto de pequenos ilhéus.

Calímnos está distante de Rodes entre duas a cinco horas de navegação.

História[editar | editar código-fonte]

Antigamente formava com as ilhas de Leros, Telendos, Pserimos e Plati um grupo que Homero denomina Calydnas (Kalydnes). Nas moedas antigas o seu nome surge como Kalumna (em latim: Calymna).

A ilha dependia de Cós, e por isso está fortemente ligada à sua história.[1] Entre 1150  a.C. e 800-850 a.C. Calímnos foi colonizada pelos dórios[2] e em menor parte pelos fenícios,[3] embora tenha sido habitada em tempos pré-minoicos. A ilha sempre se manteve independente da Antiga Atenas, dado o seu afastamento do Peloponeso.[4] Homero, que lhe chamava Kalydnes, afirma que fez parte dos estados que participaram na Guerra de Troia mediante o envio, junto com outras ilhas, de 30 barcos liderados por Fidipos e Antifanos. Segundo Diodoro Sículo, após a Guerra de Troia, quatro das naves de Agamemnon naufragaram na ilha. A tripulação instalou-se nela, construindo um assentamento na meseta de Calímnos em memória da sua pátria, Argos, que durante muito tempo foi a sua capital, sendo depois abandonada e reconstruida como a cidade que hoje é Pothia, então Pothaia (Pothea).[2] [3] [5]

Durante as Guerras Médicas a ilha foi ocupada pelos persas, até ser libertada com a ajuda da frota ateniense.[6] Em 447 a.C. uniu-se à Confederação de Delos,[3] Em 357 a.C. perdeu a sua liberdade ao ser submetida pelo rei Mausolo de Halicarnasso. Após quase 15 anos de revoltas, os rebeldes de Calímnos conseguiram a independência e voltou a converter-se em aliada de Atenas.[6]

Na época clássica, a ilha mostrou um notável florescimento cultura, tendo como fiel reflexo disso as ruínas do Templo de Apolo Kalyndeou.[5] Com o esplendor do Reino da Macedónia, Calímnos converteu-se em parte deste e a ilha começou a ser objeto de desejo pela sua valiosa posição estratégica.[4]

Com a morte de Alexandre, o Grande, Ptolomeu I do Egito tomou todas as ilhas do Dodecaneso, incluindo Calímnos.[4] Conquistada por Roma em 44 a.C., a ilha pertenceu à Província das Ilhas.[2] [6]

Em 2001 a ilha tinha 16 235 habitantes, pelo que era a terceira mais habitada do Dodecaneso, depois de Cós e de Rodes. É conhecida na Grécia pela riqueza de grande parte da sua população, e ocupa a posição de mais rica ilha do arquipélago, e uma das mais ricas da Grécia. O município de Calímnos inclui além da ilha homónima as ilhas de Pserimos (pop. 130), Telendos (54), Kalolimnos (20), Plati (2), e vários ilhéus desabitados, como uma área total de 134,54 km² e 16 441 habitantes.

Referências

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