Karens

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Karens
Karen women at Kyaikkami Ye-Le Pagoda.jpg
Mulheres karens na Tailândia
População total

c. 4.000.000

Regiões com população significativa
Myanmar 3.500.000
(~7%)
 Tailândia 400.000
Línguas
Línguas karens
Religiões
Budismo teravada
Cristianismo
Animismo
Grupos étnicos relacionados
Padaung

Os karens, kayin ou carenes[1] (em karen: pwa ka nyaw po) são um grupo étnico formado por diversas comunidades nativas do Sudeste Asiático. Suas populações se concentram em Myanmar, onde reside a maior parte dos karens, cerca de 3,5 milhões de pessoas, e na Tailândia, com 400 mil indivíduos.

Os karens vivem principalmente em vilarejos nas montanhas próximas ao delta do rio Irrawaddy (conhecidas como "Montes Karen"[2] ), no estado de Kayin, região leste de Myanmar; os karens são a terceira maior etnia do país, depois dos birmanes e dos shan. Na Tailândia, os karens, embora em menor número, representam a maioria dos chamados povos das montanhas do país.

História[editar | editar código-fonte]

Os karens exercem mobilização política desde o começo do século XX, época em que Myanmar estava sob domínio inglês. Em 1948, o advogado e líder político Ba U Gyi formou a União Nacional Karen para representar os interesses da comunidade. Desde o golpe de estado do general Ne Win, em 1962, o país é governado por regimes militares ditatoriais, que têm uma relação conturbada com etnias minoritárias como os karens. Os frequentes conflitos armados em Myanmar frequentemente relacionam-se com disputas étnicas, e a União Nacional Karen é um dos grupos armados rebeldes. Os insurgentes karens reclamavam, a princípio, a criação de um estado independente, mas, desde 1976, lutam por maior autonomia no sistema político de Myanmar.

Em vermelho, a localização dos karens em Myanmar e na Tailândia.

Outros grupos armados karens foram criados desde o golpe de 1948, como a Organização Nacional de Defesa Karen e o Exército de Libertação Nacional Karen. Os rebeldes karens apoiaram os participantes da Revolta 8888, em 1988.

Etnias[editar | editar código-fonte]

Diferentes tribos e grupos étnicos são relacionados aos karens. Os etnólogos dividem-nos tradicionalmente em dois grupos: os karens brancos e os karens vermelhos.[3] Atualmente, eles são classificados em: s'gaw karens (o grupo mais populoso), karens vermelhos (kayah ou karenni), karens pwo, karens brancos e karens paku. Um povo dos karens vermelhos é o dos padaung, conhecido pelos colares de pescoço usados pelas mulheres.

Existem cerca de três milhões de falantes das línguas karens, principalmente nas regiões com maior presença da etnia. Os vários idiomas karens formam um grupo pertencente à família tibeto-birmanesa de línguas.

Referências

  1. Paulo Correia; Direção-Geral da Tradução — Comissão Europeia. (Outono de 2012). "Etnónimos, uma categoria gramatical à parte?" (PDF). a folha — Boletim da língua portuguesa nas instituições europeias (N.º 40) p. 28. Sítio Web da Direção-Geral de Tradução da Comissão Europeia no portal da União Europeia. ISSN 1830-7809. Visitado em 13 de janeiro de 2013.
  2. [1]
  3. Encyclopaedia Britannica (1977, 15. ed.), artigo Karen