Kiharu Nakamura

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Kiharu Nakamura foi uma das mais famosas gueixas, era considerada a "última gueixa". Faleceu aos 90 anos em 5 de Janeiro de 2004, em Nova Iorque.

[editar] História

Kazuko Yamamoto até então uma jovem de 16 anos tem uma briga com sua família, levando-a a fugir de casa e ir para um kuruwa (como é chamado o local de "lazer"). Lá teve que escolher seu nome artístico, o escolhido foi Kiharu ("primavera feliz", em japonês). Passou anos preparando-se para tornar-se gueixa. Aprendeu a cantar, dançar, comportar-se educadamente, fazer agrados (como a "arte se servir o chá"), a tocar shamisen, recitar poemas, ter conversas agradáveis (que para ela foram muito importantes), etc.

Durante a Segunda Guerra Mundial, casada com um homem influente, foi mandada como espiã para a Índia pelo governo do Japão, ela ficou encarregada de transmitir mensagens secretas. Voltando ao Japão no final da guerra encontrou seu país bem diferente, abalado, destruído. Então resolveu mudar-se para os Estados Unidos da América, tornando-se professora de shamisen, música e também como consultora de teatro e ópera, inclusive em Madama Butterfly. Morreu no Queens, distrito de Nova Iorque.

[editar] Curiosidades

  • Em Edokko Geisha Ichikai ("Memórias de uma Gueixa de Tóquio", traduzido para 8 línguas), sua autobiografia, conta que escapou do mizuage (ritual de perda da virgindade) conversando com o cliente até ele dormir.
  • Na época, sendo a única falante do inglês, conheceu muitos famosos como Charlie Chaplin, o famoso jogador de beisebol Babe Ruth, o empresário William Hearst, que inspirou o filme Cidadão Kane, o artista francês Jean Cocteau, entre outros famosos de Hollywood e políticos do mundo.
  • Passou mais de 5 décadas na sua profissão.
  • Inspirou poemas, músicas, filmes e séries.



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