Kiko Zambianchi

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Kiko Zambianchi
Informação geral
Nome completo Francisco José Zambianchi
Também conhecido(a) como Kiko
Nascimento 14 de outubro de 1960 (54 anos)
Origem São Paulo, Ribeirão Preto
País  Brasil
Gênero(s) Rock brasileiro
Pop rock
Rock and roll
MPB
Ocupação(ões) cantor, guitarrista, compositor
Instrumento(s) vocal, guitarra, violão
Período em atividade 1984 – atualmente
Gravadora(s) EMI-Odeon, WMG, Abril Music
Afiliação(ões) Capital Inicial, Lulu Santos, Marina Lima, Erasmo Carlos, Vinícius Cantuária
Página oficial www.kikozambianchi.com.br

Kiko Zambianchi, nome artístico de Francisco José Zambianchi[1] [2] (Ribeirão Preto, 14 de outubro de 1960),[1] é um cantor, guitarrista e compositor brasileiro.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Começou a tocar guitarra na adolescência, tendo participado de festivais estudantis e peças de teatro, fez shows pelo interior, formou a banda Vida de Rua e aos 23 anos mudou-se para São Paulo, onde foi contratado em um mês pela gravadora EMI.

Sucesso[editar | editar código-fonte]

Lançou no final de 1984 o single de "Rolam as Pedras" que estourou nas rádios paulistas e posteriormente em todo o Brasil. Depois disso Zambianchi lança pela EMI o LP Choque, que emplacou três sucessos: a faixa-título, "Rolam as Pedras" e "Primeiros Erros" e ainda tem a participação de Lulu Santos e Marina Lima nas músicas "Nossa Energia" e "Quem Sofre sou Eu" respectivamente. "No meio da rua", outra faixa do disco, entra na trilha sonora do programa Armação Ilimitada da Rede Globo. Marina Lima grava "Eu te amo você" de autoria de Kiko e estoura nas rádios de todo o país e no mesmo ano Erasmo Carlos grava outra música composta por Zambianchi chamada "Manchas e Intrigas". "Primeiros Erros" foi uma música praticamente descartada pela gravadora, que depois do sucesso de Rolam as Pedras e Choque, queria que Kiko já partisse para a gravação de um novo disco. Mas Kiko, acreditando no sucesso da música, fez divulgação pessoal da música, indo nas rádios da grande São Paulo com o disco para que fosse tocada, e aos poucos a música começou a ser conhecida e executada, e alcançou o topo das paradas em todo o Brasil.

O disco seguinte, Quadro Vivo, foi lançado em 1986 também pela EMI e mostra algumas variações musicais que se seguem por toda a carreira do artista. Já não apresenta um rock simplesmente e em suas músicas já se percebe um pouco de black music. No show de lançamento em São Paulo sobe ao palco para uma participação especial, Dado Vila Lobos da Legião Urbana para cantar ao lado de Kiko "Será" e "Ainda é cedo". Zambianchi toca com Charly García em São Paulo e vai ao seu show novamente no Rio. A faixa "Alguém" incluída na trilha sonora da novela "Roda de Fogo" Rede Globo, projetando seu nome nacionalmente. E tem um vídeo feito exclusivamente para o fantástico com a participação da, até então desconhecida, Carolina Ferraz com quem era casado na época. A faixa "Quadro Vivo" foi bem executada nas rádios, e também ganhou video clipe no Fantástico. E "Nossos Sentimentos" também teve boa repercussão, sendo bastante pedida.

Em 1987 é lançado o álbum homônimo Kiko Zambianchi, o terceiro lançado pela EMI. Um disco que Zambianchi muda completamente o seu estilo de tocar e apresenta um novo gênero musical, com metais e muito funk presentes o tempo todo mas sempre com uma visão voltada ao Rock and roll. O disco conta com a presença de grandes instrumentistas como Bocato, Léo Gandelman, Jorjão Barreto, Serginho Delamônica entre outros. "Limousine" é o single escolhido pela gravadora, "Você Perde" entra na novela Sassaricando da Rede Globo e ganha clipe no Fantástico, e "Tina" e "Mexendo Com Fogo" também são executadas nas rádios. O fato curioso deste terceiro LP é que a capa foi censurada pela gravadora, apenas por Kiko aparecer ao lado de uma Limousine (sendo este o antigo nome do álbum). Ainda em 1987, Kiko participa do disco "Sete", do 14 Bis, o último da banda com Flávio Venturini nos vocais. Kiko canta "Templo (A nossa casa é azul)" no disco. Durante o ano de 1988 a turnê do terceiro disco continua, sempre mesclando sucessos com novas composições.

Em 1989 é a vez de Era das Flores, que já fez parte do término da relação do artista e da gravadora EMI. A música "Demônia" toca nas rádios e "Blecaute", música da peça de mesmo nome de Marcelo Rubens Paiva, também é bem executada. "Tente de novo amanhã" também é executada nas rádios. Em 1989 gravou uma versão de "Hey Jude", dos Beatles, especialmente para a novela Top Model. A versão, feita por Rossini Pinto, alcançou o topo das paradas de sucesso de todo o país e foi incluída no disco posteriormente. Kiko simplesmnete é 1o lugar nas paradas de todo o país, e figura carimbada de todos os programas musicais da televisão, incluindo Globo de Ouro e especiais da TV Manchete. O êxito estrondoso com esse cover não foi bem o que Kiko Zambianchi queria para sua carreira e ele foi pressionado pela gravadora para gravar músicas mais comerciais. Como não aceitou a proposta de virar um artista "romântico", Kiko pediu rescisão do seu contrato com a EMI. Depois disso o Brasil se voltou para a música sertaneja. A maioria dos artistas considerados "dos anos 80" foram praticamente retirados do mercado nacional com poucas exceções.

Anos 90[editar | editar código-fonte]

Kiko durante os primeiros anos da década de 90 continuou fazendo muitos shows, sempre com um público cativo e fã de seu trabalho, mas no entanto não lançou novos discos. Em suas entrevistas sempre mencionava que não tinha pressa de lançar material novo pois estava sem gravadora e queria compor com calma, sem sofrer as pressões do mercado e a turbulência que foi seu final de contrato com a gravadora EMI. Em várias entrevistas Kiko afirmou que as gravadoras queriam que ele cantasse músicas mais românticas e comerciais, a exemplo do que tinha ocorrido com Hey Jude. Mas Kiko se recusou a enveredar por esse caminho, e por esse motivo passou longos anos sem aparecer na grande mídia.

Em 1992 numa apresentação no Programa Livre do Serginho Groisman no SBT mostrou algumas músicas novas, dentre elas "Babilônia" e "Haverá Carnaval?" e mencionou que já tinha material pra um novo disco, mas que infelizmente não se concretizou naquele momento. Já em 1994 Kiko estava com um show acústico, tocando em vários bares em cidades do interior de São Paulo, e em entrevista a alguns jornais chegou a dizer que gravaria essas apresentações no que seria seu primeiro disco ao vivo. Mas infelizmente acabou não se concretizando também esse projeto.

Kiko Zambianchi trabalhou com trilhas sonoras para teatro durante esse período. Fez também algumas turnês acompanhado de Álvaro Petersen, seu amigo de Ribeirão Preto, sempre no formato acústico ou com banda. Foi indicado ao Prêmio APETESP de teatro pela melhor trilha no ano de 1996 com a peça "As Priscilas de Elvis" de Ana Ferreira.

A partir de 1996 a promessa de um novo disco começou a tomar forma, desta vez com contornos de realidade. Kiko estava realmente com um disco em vias de sair, com músicas compostas nesses últimos anos. E finalmente em 1997 lançou o CD KZ, pela gravadora Warner, com remixes de antigos sucessos e músicas inéditas ao lado de Franco Jr, o DJ Mau Mau (M4J), Lee Marcucci e Hans Z [1]. Nesse disco podemos ouvir regravações das composições "Jóia" de Caetano Veloso e "Palco" de Gilberto Gil. Uma curiosidade é que o título deste álbum seria "Pop", mas Kiko teve que mudar pois seria o mesmo nome do disco do U2, lançado alguns meses antes. Este disco chegou a ter turnê de lançamento nacional, com Kiko tocando em várias cidades do país, fazendo show acompanhado de uma super banda formada por PA (RPM) na Bateria, Lee Marcucci (Rita Lee/ Radio Taxi) no Baixo, Hans Zeh e Franco Junior nos Teclados e programacoes.. Apenas o remix de "Primeiros Erros" teve execução em rádio, saindo em versão CD single para divulgação. O restante do disco foi completamente ignorado pela gravadora. O disco recebeu boa crítica em matéria do Folha de São Paulo, dizendo que Kiko era um sobrevivente de sua geração, em meio ao pagode e axé que assolavam as rádios e programas de TV.

Em 1998 Kiko assina com a gravadora virtual BMGV, e tem uma música no site da gravadora para venda digital, uma das pioneiras do país nesse formato. Mas a promessa de um novo disco acaba não se concretizando. Ainda em 1998 fez a trilha da peça "Da Boca pra Fora" de Marcelo Rubens Paiva, e também fez algumas trilhas para televisão. Num show do Programa "Bem Brasil" da TV Cultura ainda em 1998, Kiko disse ao entrevistador Wandy Doratioto que já estava trabalhando no sucessor de KZ, só que sem os elementos eletrônicos deste, com um som mais voltado ao pop rock e com mais guitarras. Esse novo disco acabou sendo arquivado por alguns anos pois Kiko foi convidado para tocar no projeto do acústico da banda Capital Inicial.

2000-2007[editar | editar código-fonte]

Em 2000, foi presença marcante no sucesso do disco "Acústico MTV" da banda Capital Inicial. Nesse trabalho Kiko cantou, arranjou e emprestou o seu maior hit para se tornar o maior hit do disco. Foi a maior vendagem conseguida pela banda em toda a sua carreira e Zambianchi fez mais de 250 shows com a banda por todo o país inclusive o auge do sucesso, o Rock in Rio. Com o sucesso, Kiko foi novamente convidado para trabalhar no disco seguinte do Capital, Rosas e Vinho Tinto. O Capital gravou "Mais" e "Como Devia Eestar" ambas compostas por Alvin, Dinho e Zambianchi. O Ira! grava "Logo de Cara" música composta por Zambianchi e Marcelo Rubens Paiva no disco Ao vivo MTV.

Depois do fim da turnê do acústico do Capital Inicial, Kiko começa a produzir seu novo disco, e é contratado em 2002 pela gravadora Abril Music. O disco se chama Disco Novo, seu sexto CD solo. Neste trabalho Kiko volta ao pop rock que o consagrou nos anos 80, num belíssimo trabalho de composição e arranjos. O single "Norte e Sul" é escolhido pela gravadora para lançar o trabalho, ganhando um videoclipe. Em seguida a música "Tudo é Possível" de sua autoria e que já havia sido sucesso na interpretação da banda O Surto, entra como parte da trilha do seriado Malhação da Rede Globo. Outra música de trabalho deste CD foi "A Nossa Música", bem executada em rádios e com direito a videoclipe na MTV. Infelizmente depois de alguns meses a gravadora Abril Music fecha as portas devido a problemas financeiros, e o restante do disco deixa de ser trabalhado e divulgado.

No mesmo ano de 2002 é lançado o Luau MTV, com destaque para as canções "Ando Jururu" de Rita Lee e "Feira Moderna" de Beto Guedes. O DVD foi gravado no final de 2001 e faz parte da série de programas da MTV. Este até agora é o único registro em DVD de uma apresentação de Kiko Zambianchi.

Em 2003 Erasmo Carlos volta a gravar outra música do compositor intitulada "O Impossível". Kiko também participou de um show de Erasmo Carlos que deu origem ao CD e DVD ao vivo do cantor onde a mesma música foi novamente regravada desta vez pelos dois juntos em São Paulo.

Em 2004 Kiko Zambianchi começa a trabalhar com o produtor americano Disco D e fazem juntos o tema de abertura da festa de premiação Hip Hop Honors da VH1 que até 2006 permanecia a mesma. Ajuda o produtor a se instalar no Brasil para a criação do selo "BRAZA" enquanto trabalham juntos. Em 2006 a música "Deu na Loka" de Kiko, antes gravada por Patrícia Coelho é transformada em versão em inglês recebendo o nome de "Right Away" e gravada pelo rapper americano Lil Scrappy, produzido por 50 Cent. Kiko passou esse período trabalhando com hip-hop e quase se mudou para Nova York, porém o produtor Disco D falece precocemente aos 27 anos, em 2007, e interrompe a parceria de sucesso. Kiko então retoma sua carreira solo, preparando material para um novo CD e fazendo muitos shows pelo país inteiro.

2008-2014[editar | editar código-fonte]

Entre o fim de 2007 e o início de 2008 Kiko chegou a gravar algumas músicas inéditas num estúdio do Rio de Janeiro naquele que seria o sucessor do "Disco Novo". Kiko queria mostrar material novo mas mesclar com algumas regravações, pois seus discos antigos estavam todos fora de catálogo. Tudo indicava que o disco realmente sairia, pois várias notícias davam conta de que as gravações estavam correndo bem e que Kiko estava muito satisfeito com o resultado. Mas durante o restante do ano e no decorrer de 2009 as notícias esfriaram e o disco de estúdio foi abortado. Em entrevista num programa do IG, respondeu ao entrevistador Clemente que disco no Brasil nunca deu dinheiro e com a pirataria do jeito que estava ficava difícil lançar disco, pois como artista independente, era bem complicado de arcar com os custos sendo que a internet era uma ferramente que acabava prejudicando a venda dos discos. E que ele antes de lançar algum novo projeto esperava que as coisas melhorassem no sentido da regulamentação que protegesse o artista no mercado fonográfico contra a pirataria.

Em 2010 no ano em que completou 25 anos do lançamento do primeiro disco, Choque de 1985, Kiko anuncia a gravação de um novo projeto. Em outubro de 2010 Kiko finalmente grava o seu disco 'Acústico' no Teatro Pedro II, em Ribeirão Preto, sua terra natal. Ainda contou com a participação da banda Capital Inicial. Neste projeto, Kiko interpretou seus maiores sucessos além de algumas músicas inéditas e outras músicas que foram gravadas por outros artistas. O lançamento desse novo trabalho, em formato CD e DVD, ainda não possui data oficial. Problemas com a edição das imagens acabaram atrasando o lançamento do projeto desde 2011, mas Kiko vem fazendo shows de lançamento desde então. Antes mesmo de lançar o Acústico oficialmente, Kiko disse em entrevista que já esta trabalhando num disco de inéditas, mais voltado ao rock, já que está em turnê acústica desde 2010. Esse projeto deve ficar para os próximos anos, sem data ou qualquer previsão de lançamento. Segundo o cantor, ainda pode demorar um ou dois anos para acontecer.

Discografia[editar | editar código-fonte]

Álbuns[editar | editar código-fonte]

DVD[editar | editar código-fonte]

Coletâneas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Dicionário Cravo Albin - Kiko Zambianchi (em português) Dicionário Cravo Albin da Música Popular Brasileira. Visitado em 23 de janeiro de 2013.
  2. Ana Cristina Aleixo. Ele vai tocando... (em português) ISTOÉ. Visitado em 23 de janeiro de 2013.


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