Kimaris

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Cimejes, também conhecido pelos nomes altenativos Kimaris, Cimeies, Cimejes e Cimeries, é mais conhecido como o sexagésimo sexto demônio, da primeira parte do Lemegeton (popularmente conhecida como a Ars Goetia). Ele é descrito como um excelente guerreiro cavalgando um cavalo preto, e possui a capacidade de localizar tesouros perdidos ou escondidos, ensina trivium[1] (gramática, lógica, retórica) e pode fazer de um homem em um guerreiro da sua própria semelhança. Ele detém o posto de Marquês, e é servido por 20 legiões.

Ele comanda também, todos os espíritos de Africa. Muitas das mesmas descrições, são encontradas no início do texto de Johann Weyer do catálogo de demônios, Pseudomonarchia Daemonum (publicado 1563). Edições anteriores, é o Manual de Munique da necromancia: CLM 849 publicada por Richard Kieckhefer, como Forbidden Rites (Ritos Proibido: um manual da necromancia do século XV - 1998), que enumera uma entidade denominada Tuvries com as mesmas características, exceto que ele tem 30 legiões de servidores, e pode colocar uma pessoa a atravessar mares e rios rapidamente. Provavelmente, Tuvries é um erro de Cymries.

Kimaris, ou Cimeries, também é encontrada em Anton LaVey, na lista infernal de nomes, embora não se sabe por que razão escolheu LaVey como um dos Kimaris comparativamente aos poucos demônios góticos incluídos no mesmo. Aleister Crowley, no seu livro, em 777, dá a Kimaris, na ortografia em Hebraico de KYMAVR e atribui em quatro discos, o terceiro decano de Capricórnio por cada noite. KYMAVR talvez para lembrar a "Khem-nosso" (luz negra), uma forma de Horus, mencionado na Doutrina Secreta de Helena Petrovna Blavatsky. No Sepher Sephiroth, ele é listado como KYTzAVR, com uma guematria de 327, embora KYMAVR = 277. Desde Tzaddi = 90, que também, Mem, é digitado na íntegra, a substituição do gemátrico, pode ser deliberada ou um cego.

Em Harleian Ms. 6482, intitulado de "The Rosie Crucian Secrets" (impresso pela Aquarian Press, em 1985), o Dr. Rudd listou Cimeries, como o vigésimo sexto Espírito criado pelo Rei Salomão. Ele também atribui um anjo chamado Cimeriel, para um dos anjos de John Dee na linguagem enoquiana da Criação, na tabuleta de 24 mansões de Rossi (ver McLean, Treatise on Angel Magic). A primeira menção de Cimeries, está em Gnostic tractate (gnóstico da dissertação) de Rossi (ver Meyer e Smith, Ancient Christian Magic). É provável, a primeira menção feita sobre Kimaris. É provável que as primeiras menções de Kimaris é de referir também Cóptica,[2] encontrado em 6796 mss oriental de Londres onde o nome "Akathama Chamaris" aparece (Meyer e Smith). Neste texto, a entidade em questão não parece ser do mal, mas sim, que ele é tratado como um espírito olímpico que ajuda.

No Diciónario de Baskin no satanismo, se especula que Cimeries, é proveniente de Cimérios, guerreiros que do qual as pessoas, mencionado nas obras de vários autores clássicos, como habitantes que vivem totalmente na escuridão.

Referências

  1. s. trivium - trívio (conjunto das 3 artes liberais: gramática, retórica e eloquência consideradas como as menos importantes dentre as 7 artes)
  2. cóptico (de coptos, da corrente cristã

Ver também[editar | editar código-fonte]

Fontes[editar | editar código-fonte]