Kiri Te Kanawa

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Kiri Te Kanawa
Informação geral
Nome completo Claire Mary Teresa Rawstron
Nascimento 6 de março de 1944 (70 anos)
Local de nascimento Gisborne, Ilha Norte
 Nova Zelândia
Nacionalidade Nova Zelândia neozelandesa/
Irlanda irlandesa
Gênero(s) Canto lírico, ópera
Ocupação(ões) Cantora
Instrumento(s) Voz
Extensão vocal Soprano
Período em atividade 1966 - presente

Dame Kiri Te Kanawa DBE, ONZ (Gisborne, 6 de março de 1944) é uma aclamada soprano lírica neozelandesa. Seu repertório vai do século XVII ao século XX. É particularmente dedicada às obras de Mozart, Richard Strauss, Verdi, Handel e Puccini.

Atualmente, ela raramente se atua em óperas, embora seja vista com frequência em recitais e concertos. Em agosto de 2009, o jornal The Daily Telegraph de Londres relatou que Te Kanawa iria deixar de cantar óperas, que requerem uma disciplina exaustiva. Sua última apresentação operística foi em abril de 2010, na Ópera de Colônia, onde ela cantou "Marschallin" de Der Rosenkavalier (Richard Strauss)[1] .

Trajetória[editar | editar código-fonte]

Nascida Claire Mary Teresa Rawstron em Gisborne, Ilha do Norte, na Nova Zelândia, de origem Māori e irlandesa, foi adotada, quando bebê, por Thomas Te Kanawa e sua mulher, Nell, que lhe deram o nome de Kiri. Thomas, assim como o pai biológico de Kiri era um māori, e Nell era de ascendência irlandesa, tal como a mãe biológica da cantora. [2]

Foi educada no Saint Mary's College de Auckland e preparada para o canto operístico pela Irmã Mary Leo, RSM. Começou sua carreira como mezzo-soprano, passando posteriormente a soprano.[3]

Conheceu Desmond Park em um encontro às cegas, em Londres, em agosto de 1967. Os dois se casaram, seis semanas depois, na Catedral de St Patrick, em Auckland.[4] O casal adotou duas crianças - Antonia (nascida em 1976) e Thomas (nascido em 1979). O divórcio veio em 1997.[5]

Na sua adolescência e no começo de sua juventude, foi uma estrela pop e de entretenimento popular nos clubes em Nova Zelândia[6] . Em 1965, venceu o Mobil Song Quest cantando a ária "Vissi d'Arte" da Tosca, de Puccini. Em 1963 ela ganhou o segundo lugar, perdendo para Dama Malvina Major. Como vencedora, ela recebeu uma bolsa de estudos em Londres. Em 1966 ela venceu o prestigioso Australian Melbourne Sun-Aria.

Em 1966, sem uma audição, ela entrou no Centro de Ópera de Londres para estudar com Vera Rózsa e James Robertson[7] .

Suas primeiras aparições foram em A Flauta Mágica, de (Mozart), e em Dido and Aeneas, de Henry Purcell, em dezembro de 1968, no Sadler's Wells Theatre. Ela também cantou o papel título da ópera Anna Bolenna, de Gaetano Donizetti. Em 1969, cantou Elena de La Donna del Lago de Gioacchino Rossini, no Camden Festival e a Condessa em Le Nozze di Figaro. Após a apresentação, o maestro Colin Davis disse: "Não posso acreditar em meus ouvidos. Eu presenciei milhares de audições, mas essa tem uma voz fantasticamente linda". Orgulhoso por Idamante, em Idomeneo (Mozart), ele ofereceu três anos de contrato no Royal Opera House, Covent Garden, onde ela fez sua estréia como Xenia em Boris Godunov e Flower Maiden em Parsifal em 1970[8] .

Carreira internacional[editar | editar código-fonte]

Kiri Te Kanawa apresentou-se como a Condessa em Le Nozze di Figaro, na Ópera de Santa Fé, no Covent Garden, na Ópera Nacional de Lyon e na Ópera de São Francisco, entre 1971 e 1972. Sua estréia no Metropolitan Opera House foi em 1974 como Desdemona em Otello, apresentando-se no lugar de Teresa Stratas, no último minuto. Ela cantou no Glyndebourne Festival em 1973. Outras estréias memoráveis foram em Paris (1975), Milão e Sidnei (1978), Salzburgo (1979) e Viena (1980).

Em outros anos, ela apresentou-se na Ópera Lírica de Chicago, na Ópera de Paris, na Casa de Ópera de Sydney, na Ópera Estatal de Viena, no La Scala e na Ópera de São Francisco, adicionando os papéis de Donna Elvira, Pamina e Fiordiligi ao seu repertório.

Te Kanawa foi vista e ouvida por aproximadamente 600 milhões de pessoas em 1981, quando cantou "Let the Bright Seraphim" de Handel, no casamento de Charles, Príncipe de Gales com Lady Diana Spencer.

Honras[editar | editar código-fonte]

Kiri Te Kanawa é Dama Comandante da Ordem do Império Britânico desde 1982, como também é da Companhia de Honra da Ordem da Austrália (1990) e recebeu o prêmio de Ordem da Nova Zelândia (1995). Também recebeu títulos de graduação pelas universidades de Cambridge, Dundee, Durhanm, Nottingham, Oxford, Sunderland, Warwick, Chicago, Auckland e Waikato.

Estabelecida na Inglaterra desde 1966, quando chegou ao país optou por continuar seus estudos de canto no renomado London Opera Centre. Após várias apresentações em teatros de menor projeção, estreou com retundante sucesso na Royal Opera House (Covent Garden) em 1971 no papel da Condessa Almaviva, na ópera As Bodas de Fígaro, de Mozart. É considerada uma das melhores intérpretes de Mozart.

Prima Donna da Royal Opera House, em seu palco apresentou-se ao longo de três décadas. Foi convidada pelo príncipe Charles de Windsor, seu admirador e amigo, para cantar no seu casamento com a então Lady Di. Todos os grandes teatros de ópera do mundo a tiveram em seus palcos, notadamente o Metropolitan Opera House, de Nova Iorque que já a recebeu inúmeras vezes.

É divorciada e mãe de um casal de filhos. Ambos - como ela mesma o é - adotados. Hoje, semi-aposentada, continua a morar na Inglaterra e dedica-se à Fundação Kiri Te Kanawa, que criou em Auckland, para ajudar os talentos da música erudita locais. Sua portentosa e aveludada voz, somada a uma técnica impecável e a uma presença cênica forte e carismática garantem seu nome na galeria das maiores cantoras líricas de todos os tempos.

A 28 de Junho de 2008 apresentou-se no Casino Estoril, concerto do qual um dos pontos altos foi o dueto com Mariza em Summertime.

Referências

  1. The End of An Aria As Soprano (em Inglês). 11 de Agosto de 2009. Página visitada em 20/05/2010.
  2. Encyclopædia Britannica. "Dame Kiri Te Kanawa".
  3. Fingleton, David (1982). Kiri Te Kanawa: A Biography. Collins. ISBN 0-00-216365-9, p. 21
  4. Rubin, Stephen E.. "Kiri Did It All With A Bit of Maori Pride; About Kiri Te Kanawa", New York Times, 3 March 1974, p. AL 15. “We met on a blind date in London and wed about six weeks later.”
  5. Billen, Andrew (16 May 2006). A most undramatic exit for a prima donna. The Times.
  6. Biografia de Te Kanawa (em Inglês). s/d. Página visitada em 20/05/2010.
  7. Jenkins, Garry; and Stephen d'Antal (1998). Kiri: Her Unsung Story. London: HarperCollins
  8. Gilbert, Susie; and Jay Shir (2003). A Tale of Four Houses: Opera at Covent Garden, La Scala, Vienna and the Met since 1945. London: HarperCollins.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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