Kirsty Sword Gusmão

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Kirsty Sword Gusmão
Nascimento 19 de abril de 1966 (48 anos)
Melbourne
Nacionalidade Timor-Leste e  Austrália
Ocupação Secretária-administrativa e primeira-dama de Timor-Leste
Magnum opus Uma Mulher de Independência

Kirsty Sword Gusmão (Melbourne, 19 de abril de 1966) foi a primeira-dama da República Democrática de Timor-Leste, casada com o ex-Presidente Xanana Gusmão. A ex-primeira-dama é a fundadora e diretora da Fundação Alola,[1] que procura melhorar a vida das mulheres de Timor-Leste, a nação com menor PIB per capita do mundo. Em 2003, publicou uma autobiografia intitulada “Uma Mulher de Independência” (editada pela Pan Macmillan Australia).[2]

Envolvimento com Timor-Leste[editar | editar código-fonte]

Kirsty Sword trabalhou como secretária-administrativa para o Overseas Service Bureau (atualmente Australian Volunteers International) até 1991, quando entrou no Programa de Estudos de Refugiados na Universidade de Oxford na Inglaterra como assistente do coordenador de desenvolvimento. Pouco depois, ainda no mesmo ano, ela foi a Timor-Leste como pesquisadora e intérprete para um filme-documentário da Yorkshire Television denominado In Cold Blood: The massacre of East Timor, sobre acontecimentos sócio-políticos no território.

De 1992 a 1996, Kirsty Sword morou e trabalhou em Jakarta, Indonésia, como professora de inglês, funcionária de ajuda humanitária e ativista pelos Direitos Humanos. Ao mesmo tempo, ela se tornou uma ativista clandestina e espiã para a resistência timorense. Seu nome secreto era Ruby Blade, posteriormento mudado para Mukia por Xanana Gusmão.[3]

Durante a crise timorense de 2006 , ela conduziu entrevistas da mídia e foi recepcionar as tropas australianas em nome de seu marido, que estava imóvel em virtude de uma dor nas costas.

Vida pessoal[editar | editar código-fonte]

Kirsty nasceu em Melbourne, Austrália, filha dos professores Brian and Rosalie Sword, e foi criada em Bendigo, no estado de Victoria. Ela foi uma promissora dançarina de balé, arte que decidiu não seguir como carreira. Mais tarde, cursou a Universidade de Melbourne onde concluiu um Bacharelado em Artes, especializando-se em indonésio e italiano, assim como em educação.

Ela se encontrou com Xanana em 1994 enquanto ele estava condenado à pena de vinte anos na Prisão de Cipinang, em Jakarta, por ter liderado a resistência timorense. O primeiro contato ocorreu quando ela lhe começou a ensinar inglês por correspondência, abrindo posteriormente caminho até um dia chegar a sua cela com o intuito de visitar um “tio”, na verdade um prisioneiro australiano o qual ela nem conhecia, mas que serviu de subterfúgio, já que ele estava na mesma cela de Xanana.[4] [5]

Xanana foi solto em 1999 e o casal se casou no ano seguinte em Díli, onde continuaram a viver na já recém-independente nação de Timor-Leste. Têm três filhos, Alexandre, Kay Olok, e Daniel.

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]