Kobi Lichtenstein

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Yaakov Lichtenstein, conhecido por Kobi Lichtenstein (Rehovot, Israel, 1964), é um professor, mestre e lutador israelense. É o responsável por divulgar, ensinar e formar instrutores de Krav Magá na América do Sul, pela Federação Sul Americana de Krav Maga.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Natural de Rehovot, Israel, Kobi Lichtenstein iniciou-se no Krav Magá aos três anos de idade, como aluno de seu criador, Imi Lichtenfeld, sendo um de seus mais graduados ativistas no mundo.

Segundo a Federação Sulamericana de Krav-Maga (FSKM), ele foi um dos 13 alunos, especialmente preparados por Imi para difundir o Krav Magá pelo resto do mundo. Entretanto, segundo a K.A.M.I. (Israeli Krav Magen Association)[1] e a Federação Portuguesa de Krav Maga[2] , ele foi aluno de Eli Avikzar, tendo recebido a sua faixa deste instrutor, e não de Imi, como cita a FSKM.

Deu aulas a vários grupos específicos, como autistas, onde obteve resultados surpreendentes, grupos de mulheres vítimas de estupro, adolescentes considerados delinqüentes juvenis e outros. Após servir 3 anos ao exército israelense, estava diplomado como faixa preta pela Associação de Krav Magá em Israel e instrutor pela Universidade Wingate, a maior universidade de Educação Física em Israel e considerada como uma das melhores do mundo, com cursos de extensão em Fisioterapia, Primeiros Socorros, Alimentação Especial para Atletas na mesma universidade e com noções bastante aprofundadas em seis modalidades de artes marciais. Foi responsável por todo o ensino de Krav Magá nas regiões centro-sul de Israel, somando milhares de alunos. Ex-combatente na guerra 1982, participou de inúmeras missões especiais do exército israelense, trabalhou em serviços de segurança nacional e concluiu MBA em Segurança Nacional e Terror pela Universidade Hod Hasharon em Israel, em parceria com a Newport University na Califórnia.

Em 1990, chegou ao Rio de Janeiro, autorizado pelo governo israelense e com a benção de seu mestre, para cumprir sua missão e desejo pessoal de Imi: divulgar, ensinar e formar instrutores na América do Sul. Lichtenstein fundou a Associação Brasileira de Krav Magá, reconhecida pela Secretaria de Esportes e Ministério de Educação. Como primeiro faixa preta a sair do Estado de Israel para cumprir a missão a ele confiada, deu início ao trabalho e com muito sucesso. Surpreendeu a todos, até mesmo a elite do exército e polícia pela objetividade e eficiência do Krav Magá e sua inquestionável competência como instrutor e entendedor do assunto. Neste mesmo ano, Mestre Kobi registra a marca "Krav Maga", proibindo que academias ensinassem a arte de defesa pessoal.

Toda a mídia - imprensa, televisão e rádio - documentou passo a passo o trabalho desenvolvido; a difusão e divulgação do Krav Magá na América do Sul, desde as primeiras aulas, em clubes e academias, até a fundação da Associação Brasileira e posteriormente da Federação Sul Americana de Krav Magá, a inauguração do Centro de treinamento nacional (Top Defense), os vários cursos em diversos estados brasileiros, o lançamento de 4 livros de Krav Magá na língua portuguesa.

Em 2004, em uma entrevista ao Programa do Jô, da Rede Globo, Mestre Kobi contou uma situação real de assalto em um ônibus no Rio de Janeiro, na qual reagiu e jogou os assaltantes para fora do veículo, mostrando a eficácia da arte em circunstâncias de perigo do dia-a-dia.

Tem graduação e pós graduação em Segurança Nacional e Terror, pelas universidades Israeli College for Security and Investigation em Hod Hasharon em Israel, em parceira com Newport University na California.

Em 2009, Mestre Kobi entra na justiça contra o seu próprio irmão[3] , Yaron Lichtenstein, um dos primeiros discipúlos de Imi, que na década passada chega ao Brasil para ensinar Krav Magá.

Recebeu a graduação faixa preta 6º dan das mãos de seu mestre, Imi Lichtenfeld e a última graduação do Grão-Mestre Haim Zut em 28 de maio de 2011, a faixa preta 8º dan.

Em dezembro de 2011, a 6ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro determina a perda de Mestre Kobi na exclusividade do uso da marca Krav Maga[3] [4] . Cabe recurso da decisão judicial.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências