Kunsthistorisches Museum (Viena)

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Praça Maria Teresa em Viena, com o Museu de História da Arte ao fundo (2004).
Praça Maria Teresa em Viena, com o Museu de História da Arte ao fundo (2004).

O Kunsthistorisches Museum ("Museu de História da Arte") em Viena, é um dos primeiros museus de belas artes e artes decorativas do mundo.

Foi inaugurado em 1891, construído por Gottfried Semper e Karl von Hasenauer em estilo renascentista italiano para abrigar a vasta coleção imperial dos Habsburgos, que ao longo dos séculos foram entusiásticos patronos das artes. Seu acervo é um dos mais ricos em seu gênero, e foi formado a partir dos gabinetes de arte e curiosidades dos Arquiduques Ferdinando e Leopoldo Guilherme, e do Imperador Rodolfo II.

A coleção abrange peças desde a antigüidade grega, romana e egípcia até a arte barroca, e está dividida na sede principal em Viena e nos museus subsidiários do Castelo de Ambras e no Museu Lipizzaner, em Innsbruck, e nos palácios de Hofburg e Schönbrunn, também em Viena. Desde 2006 fazem parte do complexo o Museu de Etnologia e o Museu Austríaco do Teatro.

Seus departamentos estão assim constituídos:

Aspecto da escadaria no interior
Aspecto da escadaria no interior
  • Galeria de Pinturas, proveniente de uma das mais antigas coleções principescas privadas. Foi fundada pelo Arquiduque Leopoldo Guilherme em meados do século XVII com obras adquiridas do governador dos Países Baixos. Possui cerca de 1.400 pinturas, especialmente de mestres venezianos (Ticiano, Veronese, Tintoretto, e outros), mas também flamengos como van Eyck, Rubens e van Dyck.
  • Coleção Egípcia e do Oriente Próximo, uma das maiores do mundo para obras das antigas dinastias do Egito. Iniciada em meados do século XIX, cresceu com aquisições, doações e novos achados em escavações. Sua seção sobre o Oriente Próximo conta com raridades do sul da Arábia.
  • Antigüidades Gregas e Romanas, originária do acervo dos Habsburgos, é também ela uma das mais importantes do mundo. Cobre um período desde a Idade do Bronze em Chipre (3.000 a.C) até achados eslavos do primeiro milênio antes da era Cristã. Possui peças raríssimas de camafeus e tesouros datando da Grande Migração do início da Idade Média.
O Kunsthistorisches Museum no início do século XX
O Kunsthistorisches Museum no início do século XX
  • Museu de Éfeso, com achados nas escavações empreendidas por arqueólogos austríacos nas ruínas de Éfeso, e outros provenientes da Samotrácia.
  • O Tesouro Secular, com peças do mais alto nível em ourivesaria, com mais de um milênio de história. Particularmente importantes são as insígnias do Sacro Império Romano e do Império Austríaco, incluindo a coroa imperial. É a maior coleção mundial de objetos da realeza européia medieval, além de contar com uma multiplicidade de outros itens em jóias e uma seção inteiramente dedicada a objetos ligados ao culto, o Tesouro Eclesiástico, com vestimentas litúrgicas, relicários, objetos de altar, etc.
  • Coleção de Esculturas e Artes Decorativas, com obras escultóricas, de artes aplicadas, tapeçarias, e instrumentos científicos, além de objetos naturais.
  • Gabinete de Numismática, com mais de 700 mil peças em moedas, medalhas, papel-moeda, ordens e outros itens.
  • Coleção de Instrumentos Musicais Antigos, contando com peças antigamente de propriedade de ou que foram usadas por importantes músicos e compositores. Tem o mais importante instrumentarium de peças da Renascença.
  • Coleção de Armas e Armaduras, a mais bem documentada coleção deste gênero no Ocidente, sendo todas as suas peças, sem exceção, ligadas a algum acontecimento histórico notável.
  • Museu de Carruagens de Departamento de Uniformes, com carruagens da antiga coleção da corte austríaca, com cerca de 100 exemplares, e uma seção com os uniformes usados por seus condutores e por oficiais da corte.
  • Castelo de Ambras, localizado em Innsbruck, é um importante monumento histórico por si mesmo, e busca reconstituir o modo de vida do Arquiduque Ferdinando II, generoso patrono das artes, com seções de retratos, armas, esculturas e outras peças da coleção daquele ilustrado príncipe.
  • Biblioteca, com mais de 240 mil volumes entre incunábulos, livros, mapas e gravuras que datam desde o século XV, é ainda um centro de pesquisas e constantemente expande seu acervo e moderniza seus recursos com material audiovisual em vários meios.

[editar] Obras da coleção

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