Kurt Gerstein

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Kurt Gerstein (Münster, Alemanha, 11 de agosto de 1905Cherche Midi, 25 de julho de 1945) foi um alemão oficial da SS, e membro do Instituto de Saneamento da Waffen – SS. Testemunhou o assassinato em massa de milhões de judeus nos campos de extermínio de Treblinka e Belzec. Deu informações para o diplomata suíço, Göran von Otter, bem como para membros da Igreja Católica Romana; com contatos com o papa Pius XII, em esforço para informar o público sobre o Holocausto. Em 1945 após sua rendição, ele escreveu O Diário de Gerstein, contando sua experiencia no Holocausto. Ele se suicidou enquanto estava sob custódia francesa.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Vida Familiar[editar | editar código-fonte]

Kurt Gerstein nasceu em Münster em Westphalia, Alemanha em 11 de agosto de 1905. Foi o sexto, de 7 filhos, em uma família cujo os ancestrais eram membros tradicionais da Classe Média prussiana, que eram totalmente "compatíveis com as autoridades" machistas. Seu pai Ludwig, um oficial prussiano, era juiz e uma figura autoritária no que era uma convencional família de classe média alemã da época. Na família genealógica, ele orgulhosamente proclamou que só havia sangue ariano na família e incentivou as gerações futuras "preservar a pureza da raça". Mais tarde, em 1944, ele escreveu para o seu filho Kurt: "você é um soldado e um oficial, você precisa obedecer as ordens de seus superiores. A pessoa que tem a responsabilidade é o homem que dá as ordens, não quem as realiza". Kurt Gerstein achou tal abordagem difícil de digerir e nas palavras de amigos de infância ele "sempre tinha que ser a ovelha negra da familia".

Educação[editar | editar código-fonte]

Kurt não era mais tolerante com a disciplina na escola secundaria do que dentro da família. Entretanto apesar de ganhar muitos relatos ruins ele conseguiu se graduar na faixa dos 20 anos de idade. Indo direto estudar na Universidade de Marburg por 3 semestres, ele foi então transferido para universidades técnicas em Aachen e Berlim/Charlottenburg onde ele se graduou em 1931 como, engenheiro de minas. Enquanto esteve em Marburg ele seguse juntou, a pedido de seu pai a teutônia “uma das mais nacisnlistas associações na Alemanha”. Enquanto estava desconfortável com a frivolidade da fraterniadde dos estudantes ele pareceu não se importar com o ultra nacionalismo. Em 4 de setembro de 1937 Gerstein começou a estudar medicina na Universidade de Tübingen. Entretanto seus estudos médico foram interrompidos pela eclosão da guerra.

Fé religiosa[editar | editar código-fonte]

Embora sua família nunca tenha sido muito religiosa, Gerstein recebeu treinamento religioso cristão na escola. Enquanto estava na universidade quase como um antídoto o que ele viu foi foram atividades fúteis de seus colegas de classe, ele começou então a ler a Bíblia. De 1925 em diante ele se torna um estudante cristão ativo em movimentos estudantis se juntando a Associação Alemã dos Estudantes Cristãos (DCSV) em 1925 e 1928 se tornando um membro ativo do Movimento Evangélico Estudantil (CVJM – YMCA) e a Federação do Circulo Alemão da Biblia onde assumiu um papel de liderança até que ésta foi disolvida em 1934, após um atentado a Juventude Hitlerista. Primeiro encontrando um lar religioso na Igreja Evangélica Protestante ele gravitou em direção a Igreja Confessional com a qual se formou com pastor Martin Niemöller em 1934 como uma fórma de proteger os protestantes alemães de atentados de Hitler. Sua fé religiosa entrou em conflito com os nazistas e ele passou muito tempo como em prisões e campos de concentração mais tarde nos anos 1930.

Relações com o Partido Nazista e com o Governo[editar | editar código-fonte]

Como muitos de sua geração Gerstein (e sua família) foram profundamente afetados pelo que eles viram da humilhação do Tratado de Versalhes e foram atraídos pelo extremo nacionalismo dos Nazistas. Em julho de 1933 Gerstein se inscreveu para entrar na SA a tropa de choque do partido nazista Friedlander descreveu as contradições na mente de Gerstein naquele momento “firme defensor dos conceitos religiosos e dos movimentos confessionais juvenis más fraco na frente do Nacional Socialismo com aceitação da terminologia e toda a aceitação de toda a ordem política existente; de seu autoritarismo e seu histórico nacionalismo.

No entanto no inicio de 1935 ele estudou teatro durante uma performance da peça Wittekind protestando contra sua mensagem anti-cristã foi espancado por membros do partido nazista na audiência. Ele também entrou em conflito com o governo nazista por distribuir material anti - nazista. Ele foi preso pela primeira vez em 4 de setembro de 1936 realizada por uma custodia protetora por cinco semanas, e expulso pelo partido nazista. A perda da parceria com o partido nazista significava que ele estava inapto para echar emprego como engenheiro de Mina no setor do estado e pediu readmissão do partido. Foi preso pela segunda vez em julho de 1938 mas foi libertado seis semanas depois não havia provas contra ele. Gerstein (e seu pai) continuaram a buscar reintegração no partdido .

Parceria com a SS[editar | editar código-fonte]

Mais tarde em 1941 ele se juntou a SS. Explicações para esta decisão foram variadas e confundidas. Por um lado, um documento indicava que isto era resultado de um ultraje sob a morte de uma irmã pelo projeto lei do programa da Eutanásia diretamente pelos doente mentais na Ação T4. Outros documentos indicam que ele já havia tomado sua decisão antes de éla morrer, sua morte o teria influenciado no seu planbo de se juntar a SS “para ver as coisas do lado de dentro” para mudar a direção da política e fazer vir a publico os crimes cometidos pelos nazistas. Browning o descreveu como um “anti nazista infiltrado na SS”. Mais tarde Gerstein explicou a sua esposa “eu entrei na SS agindo como um agente da Igreja Confessional”.

Uma testemunha[editar | editar código-fonte]

Devido a sua educação técnica, Gerstein logo se tornou cabeça do Serviço Técnico de Desinfecção, junto com Odilo Globocnik e Christian Wirth em aspectos técnicos de assassinatos em massa em campos de extermínio. Em 17 de agosto de 1942 Gerstein testemunhou em Belzec o assassinato de 3.000 judeus que chegaram de trem, vindos de Lwow e em seguida ele foi para Treblinka que tinha instalações semlhantes e onde ele observou montes de roupas.

Diário[editar | editar código-fonte]

Muitos dias depois Gerstein teve a oportunidade de se encontrar com o diplomata suíço Göran Von Otter, que estava em Berlim durante a conversa que durou muitas horas ele contou ao suíço o que ele havia visto e pediu para que ele espalhasse a noticia internacionalmente.

Prisão e morte[editar | editar código-fonte]

Em 22 de abril Gerstein se entregou aos franceses na cidade ocupada de Reutlingen. Ele recebeu uma simpática recepção e foi transferido para o hotel Rottweil. Foi lá que ele escreveu sua memórias. Entretanto ele foi transferido para Cherche-Midi prisão militar onde ele foi tratado como prisioneiro de guerra. Em 25 de julho de 1945 ele foi encontrado morto em sua cela possivelmente pela própria mão.