Lázaro da Sérvia

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São Lázaro da Sérvia
São Lázaro
Grande Mártir
Nascimento ca. 1329 em Fortaleza de Prilepac perto de Novo Brdo, Reino da Sérvia (atualmente Kosovo, Sérvia)
Morte 15 de junho de 1389 (60 anos) em Kosovo Polje
Veneração por Igreja Católica
Principal templo Mosteiro de Ravanica
Festa litúrgica 8 de maio
Gloriole.svg Portal dos Santos

Lázaro Hrebeljanović (em sérvio: Лазар Хребељановић) foi um príncipe da Sérvia medieval, filho do logothetes Pribac Hrebeljanović. Morreu na Batalha do Kosovo.

Índice

Juventude [editar]

O príncipe Lázaro nasceu em 1329 em Prilep. Esta vila tinha sido doada a seu pai, o cavaleiro Pribac Hrebeljanović, pelo então rei (mais tarde imperador) Estêvão IV Dushan, em razão de seus serviços prestados à corte. Pribac também foi promovido a logothetes de Dushan. A História não registrou quem era a mãe do príncipe Lázaro, bem como os nomes das irmãs e irmãos que ele tinha. Aos 17 anos, ele assistiu à coroação de Estêvão Dushan como imperador.

Em 1353, Lázaro se casou com a Princesa Militsa de Nemânia, que pertencia a um ramo da família dos Nemanjić. E em 1355, enfim, ele esteve presente também no enterro do imperador. Lázaro entregou sua filha em casamento a Vuk Branković.

Lázaro também foi um fidalgo influente sob o reinado de Estêvão X Urosh V. Obteve ainda o título de príncipe (knez em servo-croata). Em todos esses anos, Lázaro adquiriu uma experiência política e de administração que fariam dele um grande príncipe.

Geopolítica da Sérvia em 1371 [editar]

No final do reinado de Estêvão X, o império sérvio estava dividido em diversos principados e despotados:

Pode-se citar ainda o Ban Tvrtko I da Bósnia, que tinha autoridade sobre uma parte das terras sérvias da Ráscia e foi coroado no monastério de Mileševa (depois de tê-lo conquistado de Sandaljhranic) como rei da Bósnia e da Sérvia em 1377.

Ascensão e unificação [editar]

Depois da vitória turca na batalha de Maritsa, em dezembro de 1371, a vassalagem das terras do rei Vukašin Mrnjavčević e da submissão de seu filho, Príncipe Marco, Lázaro organizou ao redor de si a unidade dos senhores sérvios. Já em 1370, Lázaro tornou-se vassalo de Luís I da Hungria, preparando-se para fazer face à ameaça turca. Também pôde proteger as margens do Sava e do Danúbio graças às terras doadas por Luís I, a Mačva e uma parte da Banóvina. Na Europa, Lázaro era considerado um príncipe influente e próspero, além de ter laços des rapports muito próximos com os senhores da Sérvia: ele chamava Brankovic de "meu filho", e eles o tratavavam como Senhor. Ele entregou suas filhas aos braços do imperador Sismanovic da Bulgária e uma outra ao influente paladino húngaro Nicolau Gorjanski.

Reunificação [editar]

Suite à coroação do imperador Estêvão Dushan, o imperador bizantino João VI Cantacuzeno com o apoio do patriarca ecumênico tinha jeté o anátema ao encontro da Igreja Ortodoxa Sérvia em 1346. Nessa época, Dushan jà tinha começado a negociar um retorno à normalidade. Depois de sua morte, o Déspota João Uglesa les avait poursuivis. Não restava mais ao Príncipe Lázaro à convaincre a autoridade suprema da Igreja Ortodoxa a Petch no Kosovo, o patriarca de Petch. Uma vez fechado um acordo, o patriarca ecumênica reconheceu o patriarcado sérvio, à condição de que as terras povoadas por gregos sob controle sérvio não seriam jamais reanexadas ao patriarcado sérvio. A reconciliação foi selada em 1375, sobre a tumba do imperador Dushan, na igreja dos Santos Arcanjos, em Prizren.

Mecenato [editar]

Aliança do Príncipe Lázaro com o Déspota Vuk Brankovic criou uma emulação econômica, e suas terras prosperaram. Além disso, as vitórias militares de Lázaro transformaram suas terras em refúgio para todos os cristãos que fugiam do avanço turco: eruditos, artistas, aristocratas, marchands, fossem gregos, búlgaros ou armênios, todos buscavam refúgio na Sérvia. Isso também enriqueceu o país. Lázaro tinha restabelecido a Dubrovnik seus privilégios comerciais sobre todas suas terras, liberdade de comércio, autonomia judicial, venda de sal.

Inúmeras minas de prata foram exploradas mais fortemente do que no passado, como em Rudnik, Trepaca, Janjevo; outras novas foram abertas: Plana, Koporici, Crnca. A Sérvia era coberta de minas de prata, de forma que na corte o metal teve aumento de 25% sobre o resto da Europa. Paralelamente, as exportações foram fortemente aumentadas. Aldeias tornaram-se cidades prósperas, como Priština, Vucitrn, Petch, Krusevac, Paracin e Valjevo. Tellement, havia tanta prata na Sérvia que a autorização para cunhagem de moedas se democratizou: Brankovic, os senhores Balsic, os Dragas, cidades como Prizren e Skoplje e até mesmo o Patriarca da Sérvia cunhavam suas próprias moedas.

Os diferentes senhores sérvios no término do reinado do Príncipe Lázaro

Morte e canonização [editar]

O corpo do príncipe Lázaro foi transferido, em 1392, da igreja de Priština para o monastério de Ravanica, perto da cidade de Ćuprija. Em razão da ameaça turca, os habitantes e as personalidades monásticas foram obrigados a abandonar seus foyers e monastérios carregando com eles os restos mortais do príncipe Lázaro, chamado depois de São Lázaro. Alguns anos depois, seus restos foram transportados para o monastério de Fruska Gora, chamado de Vrdnik. Em 1942, durante a Segunda Guerra Mundial, por causa dos croatas colaboradores dos nazistas (os "ustashas"), que roubavam todos os símbolos dos sérvios ortodoxos, os restos foram abrigados na igreja Saborna de Belgrado.

Em 1954, o conselho da Igreja Ortodoxa a decidiu transferir os restos de São Lázaro para Ravanica. Essa decisão só foi aplicada por ocasião da celebração do 600º aniversário da Batalha do Kosovo, em 1989. Seus restos foram expostos tout ao longo das estradas de diversas cidades e monastérios sérvios. Em Gazimestan, local da Batalha do Kosovo, foi celebrada uma homenagem. Après la visite du monastère de Manasija e trouvèrent demeure em Ravenica.

Bibliografia [editar]

  • Dusan Batkovic, "Histoire du peuple serbe", éditions L'âge d'homme ISBN 282511958X
  • Georges Castellan, Histoire des Balkans, XIV×10{{{1}}}-XX×10{{{1}}} siècle, éditions Fayard ISBN 2213605262
  • Donald M. Nicol, Les Derniers siècles de Byzance, 1261-1453, éditions les Belles Lettres ISBN 2251380744

Ligações externas [editar]

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Ver também [editar]