Lâmina nuclear

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A lâmina nuclear é uma rede de filamentos intermediários de 8 a 10 nm de espessura, compostos por laminas A, B e C, situadas na periferia do nucleoplasma. A lâmina nuclear confere estabilidade mecânica ao envelope nuclear. Ao interagir com a cromatina, participa na determinação da organização tridimensional do núcleo interfásico.

A composição da lâmina é baseada em proteínas chamadas laminas. Os três tipos de lâminas (A, B e C) são codificados por 3 genes distintos. As de tipo A e C são sintetizadas a partir do mesmo gene, chamado LMNA, por processamento alternativo, dando lugar a quatro subtipos: A, A(Δ)10, C1 e C2. As laminas de tipo B são codificadas por dois genes distintos: LMNB1 (lâminas do subtipo B1) e LMNB2 (lâminas dos subtipos B2 e B3, também por processamento alternativo do gene).

Todas as lâminas apresentam um domínio globular na sua extremidade C-terminal e outro na N-terminal. Através do C-terminal, excepto nas lâminas C, une-se uma molécula chamada farnesil (processo denominado farnesilação) que permite a ancoragem das lâminas à membrana nuclear interna. Esta união permite que se formem dímeros, a seguir tetrâmeros, protofilamentos, filamentos e por último o retículo que constitui a lâmina nuclear.

A fosforilação das lâminas provoca a desestruturação da lâmina nuclear causando a ruptura do envelope no início da divisão celular.

Se bem que a formação da lâmina não seja requerida durante os passos iniciais, a organização do envelope é indispensável para o crescimento posterior e para a manutenção da sua integridade. As laminas incorporam-se logo que a cisterna ou espaço perinuclear rodeia o ADN e se inicia o transporte entre o núcleo e o citoplasma.

O aparecimento do envelope nuclear permitiu que os eucariontes isolassem os processos genéticos principais, como a autoduplicação do ADN ou a síntese de ARN. Também possibilitou que o ARNm se modifique dentro do núcleo antes de ser traduzido nos ribossomas. Estas modificações não ocorrem nos procariontes, já que à medida que a ARN polimerase sintetiza o ARN, simultaneamente o extremo 5' se une ao ribossoma e começa a tradução.

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