Léo (futebolista)

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Léo
Informações pessoais
Nome completo Leonardo Lourenço Bastos
Data de nasc. 6 de julho de 1975 (38 anos)
Local de nasc. Campos dos Goytacazes, (RJ),  Brasil
Nacionalidade  Brasil
Altura 1,69 m
Canhoto
Apelido Guerreiro da Vila
Informações profissionais
Clube atual Brasil Santos
Número 3
Posição Lateral-esquerdo
Clubes de juventude
1990
19911992
19931995
Brasil Americano sub-15
Brasil Americano sub-17
Brasil Americano sub-20
Clubes profissionais2
Anos Clubes Jogos (golos/gols)
19951997
19971999
1999
2000
20002005
20052009
2009
Brasil Americano
Brasil União São João
Brasil Palmeiras
Brasil União São João
Brasil Santos
Portugal Benfica
Brasil Santos
0032 0000(5)
0040 0000(1)
0000 0000
0000 0000(0)
0281 000(19)
0133 0000(2)
0174 0000(5)
Seleção nacional3
2001-2005 Brasil Brasil 007 0000(0)


2 Partidas e gols totais pelo
clube, atualizados até 2 de abril de 2014.
3 Partidas e gols da seleção nacional estão atualizados
até 17 de outubro de 2011.

Leonardo Lourenço Bastos, mais conhecido como Guerreiro da Vila ou simplesmente Léo (Campos dos Goytacazes, 6 de julho de 1975), é um futebolista brasileiro. Atualmente joga no Santos Futebol Clube.

Léo é o maior vencedor de títulos no Santos depois da famosa "Era-Pelé" e, atualmente, é o 10º jogador que mais atuou com a camisa santista, com mais de 445 jogos. Léo é idolatrado pela torcida Santista por sempre demonstrar um grande amor pelo clube. No dia do aniversário de 98 anos do clube (14 de abril de 2010), Léo foi escolhido pela torcida e homenageado pela diretoria para vestir a camisa 98, em que o time venceu o Guarani na Vila Belmiro por 8 a 1. O mesmo também foi feito em 2010, e Léo vestiu a camisa que simbolizava 99 anos do clube. Léo é sobrinho de Tite, ex-ponta-esquerda do Santos nas décadas de 50 e 60, já falecido. Para além de ídolo no Santos, Léo é recordado com carinho entre os Benfiquistas, pelos seus quatro anos em que serviu o Benfica com uma devoção exemplar.

Carreira[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Iniciou a sua carreira profissional no Americano de Campos, foi negociado com mais 2 jogadores para o União São João de Araras e ainda teve uma rápida passagem pelo Palmeiras, com passagens discretas por esses clubes, assinou contrato pelo Santos em 2000.

O surgimento do Guerreiro da Vila[editar | editar código-fonte]

Se tornou um grande ídolo santista, onde foi campeão do Campeonato Brasileiro de 2002 ao lado de jogadores como Elano, Diego, Robinho, Renato e Alex apresentando um futebol alegre que enlouquecia os torcedores alvinegros. Em 2003 fez novamente uma boa temporada, porém o time da vila não chegou a ganhar nenhum título, foi vice-campeão do Campeonato Brasileiro de 2003 e vice-campeão também da Taça Libertadores da América de 2003 (onde perdeu na final para o Boca Juniors). Em 2004 mesmo com a saída de alguns jogadores importantes como Diego e Alex foi campeão do Campeonato Brasileiro de 2004, oitavo título brasileiro do Santos Futebol Clube. Atuando como lateral-esquerdo na equipe do Santos, chegou a participar de 280 jogos e marcou 20 gols nessas oportunidades. Marcou vários gols decisivos, como nas quartas-de-final e final do Brasileirão 2002, contra São Paulo e Corinthians (dois rivais do Santos), respectivamente. Léo sempre foi um lateral ofensivo, consagrado por seus dribles mas a sua idolatria no time da vila foi concretizada principalmente pelo seu declarado amor pelo peixe que o consagrou como ídolo e um dos maiores laterais-esquerdos da história do Santos.

Após essa ótima passagem no time da Vila, que o lançou para as vitrines do futebol internacional, chegou a chamar atenção de clubes europeus, sendo futuramente contratado pelo clube português, Benfica.

Sucesso no Benfica[editar | editar código-fonte]

Foi contratado pelo Benfica na época (temporada) 2005/2006 pela soma de €250.000. Em quatro anos jogando no Benfica, conquistou o carinho da torcida benfiquista com sua tradicional raça e agilidade principalmente na boa campanha na Liga dos Campeões de 2005/2006 onde chegou as quartas de final, tornando-se também em solo europeu ídolo de um grande clube o guerreiro agora de Lisboa conquistou a Copa Dubai e o Torneio de Guadiana em 2007, em 2008 voltou a se consagrar campeão agora no Torneio da Cidade de Guimarães.

No início de 2009 porém, rescindiu seu contrato com o Benfica,[1] devido a problemas familiares em Portugal. Desta forma, optou regressar ao Brasil novamente, escolhendo com o coração com o Santos Futebol Clube mais uma vez.

Léo ficará sempre ligado à sua história no clube Português, sendo visto como um dos melhores laterais-esquerdos da história do Benfica, a par de nomes como de Álvaro Magalhães e Stefan Schwartz. A sua entrega em todas as partidas do clube da capital Portuguesa, tornou-o adorado por todos e admirado pelos adeptos dos clubes adversários. É de realçar a campanha na Champions League pelo Benfica que só terminou na derrota frente ao Barcelona de Ronaldinho, que viria a sagrar-se campeão europeu nesse ano, numa final frente ao Arsenal. Em sua despedida pronunciou declarações de amor ao clube, antes de assinar com o peixe.

Retorno ao Santos[editar | editar código-fonte]

Em 21 de Janeiro de 2009, assinou o seu retorno ao Santos Futebol Clube por dois anos. O "Guerreiro Da Vila" (como é chamado pelos torcedores) voltava para o clube onde se consagrou para o delírio dos torcedores santistas. E em sua volta, teve uma passagem digna de ídolo. Conquistou mais dois títulos pelo Santos na virada da década, em 2010, junto de uma equipe que apresentou um futebol jovem, alegre, e muito ofensiva, comandada por Neymar, Paulo Henrique Ganso e Robinho (que jogou com Léo já em sua primeira passagem pelo Santos, e voltou ao clube contratado pelo presidente LAOR). Eles conquistaram o Campeonato Paulista aplicando grandes goleadas e se tornando o time do momento derrotou em uma final o Santo André, futebol repetido na Copa do Brasil em que se sagrou campeão contra o Vitória.

Em 2011, Léo também teve um papel importante na conquista do Bi Campeonato Paulista dessa vez contra o rival Corinthians, após uma semi-final contra o São Paulo. Este Paulista também se marcou pela volta de outro antigo ídolo santista que jogou junto de Léo nos campeonatos de 2002 e 2004, Elano, que foi inclusive artilheiro deste campeonato junto de Liédson. E após um início conturbado até a demissão do técnico Adilson Batista, sucedido por Muricy Ramalho conquistou em uma final contra o Peñarol, o tão cobiçado Tricampeonato da Libertadores. Com estas novas conquistas em seu retorno ao litoral paulista, o guerreiro se tornou o jogador que mais conquistou títulos pelo Santos desde a Era-Pelé, tendo por alguns santista como o maior lateral esquerdo da história do clube.

Em 26 de agosto de 2009, comemorou a marca de seus 300 jogos com a camisa do Santos, contra o Internacional, na Vila Belmiro. O resultado da partida foi 3 a 3. Ele usou uma camisa comemorativa com o número 300 [2] .

Em 29 de novembro de 2012, contrariando a muitos, que acreditavam no encerramento de sua carreira, Léo, aos 37 anos, renovou contrato por mais uma temporada com o Santos. Para que possa atuar mais que em 2012, o jogador abrirá mão de suas férias e, durante a pré-temporada, fará tratamento no joelho, onde recentemente realizou uma artroscopia[3] .

Mudança de posição[editar | editar código-fonte]

No dia 15 de agosto de 2013, Léo anunciou, por meio de uma coletiva, que não atuaria mais na sua posição de origem, a lateral-esquerda, e passaria a jogar como um meia[4] .

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Apesar do sucesso no Brasil e em território português, Léo atuou apenas em sete ocasiões pela Seleção Brasileira época em que foi ofuscado em seu auge por Roberto Carlos que era titular absoluto. Fez parte do elenco que conquistou o título da Copa das Confederações de 2005.

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

O jogador também é conhecido por declarações polêmicas. Em 2010, com a não ida do rival São Paulo à Libertadores do ano seguinte, Léo disse à imprensa, de maneira provocativa, que os são-paulinos teriam de se contentar a "assistir" à competição.[5]

Já no ano seguinte, quando o Peixe levantaria sua terceira Libertadores, o lateral duvidaria da capacidade do futuro adversário do alvinegro na final do Mundial de Clubes, o Barcelona, ao dizer aos jornalistas: "Vamos ver se eles são tudo isso."[6] . O Santos, contudo, seria derrotado pelos catalães pelo placar de 4 a 0.

Em 2012, agora com a ida do também rival Corinthians ao Mundial de Clubes da FIFA, Léo, ao falar a respeito dos problemas ocorridos no Aeroporto de Guarulhos pelos torcedores corintianos no embarque da equipe ao Japão, disparou: "Quem está acostumado com rodoviária não pode ir a aeroporto."[7] Tal declaração geraria provocações por parte de atletas corintianos: o primeiro foi Jorge Henrique, que, ainda da Ásia, logo após o título de campeão do mundo, disse as seguintes palavras: "Falar dos outros é muito fácil. Oportunidade ele teve, mas deixou passar. Andamos de ônibus, de metrô, e voltamos com a taça. A torcida do Corinthians pode andar de metrô, porque é uma torcida grande".[8] O segundo seria Emerson Sheik, que, nas comemorações pela conquista no retorno ao Brasil, dispararia uma ofensa direta a Léo.[9]

Em março de 2013, Léo afirmou ter se arrependido de ter sido franco em boa parte da carreira. "Já custou muito caro, mas vamos aprendendo a lidar." Disse o lateral. "Com 37 anos, aprendi que você não pode falar o que pensa. Vou ficar quieto agora. Não vou mais falar o que penso, não (risos). Não dá para falar, para ser sério. Acabou polêmica."[10]

Em junho seguinte, no entanto, depois da derrota santista por 3 a 1 para o Criciúma, em jogo válido pela quarta rodada do Brasileirão, Léo dispararia contra o árbitro da partida, Pablo dos Santos Alves. Para o lateral: "Ele (árbitro) não tem condições de apitar, é uma vergonha."[11]

Top 10 jogadores que mais atuaram[editar | editar código-fonte]

No dia 13 de julho de 2013, na vitória por 4 a 1 contra a Portuguesa, em partida válida pelo Campeonato Brasileiro, Léo completa 445 jogos e iguala o lateral direito Carlos Alberto Torres como 10º jogador que mais vestiu a camisa do Santos.

Títulos[editar | editar código-fonte]

Santos
Benfica
Seleção Brasileira

Prêmios[editar | editar código-fonte]

Referências

Bandeira de BrasilSoccer icon Este artigo sobre um futebolista brasileiro é um esboço. Você pode ajudar a Wikipédia expandindo-o.