Lília Momplé

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Lília Maria Clara Carrière Momplé (Ilha de Moçambique, Nampula, 19 de Março de 1935) é uma escritora moçambicana.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Lília Maria Clara Carrièrre Momplé nasceu em Nampula, Moçambique. A sua descendência familiar é uma mistura de vários elementos étnicos, incluindo macua, francês, indiano, chinês e mauriciano. Frequentou o Instituto Superior de Serviço Social de Lisboa e terminou com uma licenciatura em Serviço Social. Em 1995, tornou-se secretária-geral da Associação Moçambicana de Autores, cargo que desempenhou até 2001. Representou também Moçambique em várias reuniões internacionais.

Carreira Literária[editar | editar código-fonte]

Uma grande parte da futura influência literária de Lília Momplé veio da sua avó, que, embora não soubesse ler nem escrever, sempre lhe contava histórias. As histórias da avó inspiraram a jovem Lília, porque os seus heróis eram muitas vezes criaturas frágeis, em vez dos típicos poderosos. Escritores portugueses, como Eça de Queirós e Fernando Pessoa, também influenciaram o caminho da carreira literária da Lília Momplé. No entanto, foi só com a leitura dos versos do poeta moçambicano José Craveirinha que ela tomou a decisão de se tornar escritora. Craveirinha foi o primeiro escritor moçambicano a retratar personagens africanas como protagonistas na sua poesia. Como Lília Momplé foi professora durante muitos anos, muitos dos temas das suas narrativas focam o tema da educação. Nas suas obras, ela também explora os papéis tradicionais das mulheres e as expectativas que as acompanham na sociedade, juntamente com as dificuldades que elas enfrentam. Ela tende a enfatizar questões relacionadas com a raça, classe, género, e diferenças de cor e origem étnica.

Prémios[editar | editar código-fonte]

  • Prémio da Novelística (João Dias) no Concurso Literário do Centenário de Maputo com o conto Caniço.

Obras[editar | editar código-fonte]

Cinco contos baseados em factos verídicos da época colonial1
  • Neighbours. Maputo, Associação dos Escritores Moçambicanos, 1995. 2.ª ed., 1999. Colecção Karingana, n.º 16 [1]
Ilustração da capa: óleo de Catarina Temporário
  • Os olhos da cobra verde. Maputo, Associação dos Escritores Moçambicanos, 1997. Colecção Karingana, n.º 18

Fontes[editar | editar código-fonte]

  • Biografia, em Ninguém matou Suhura e em Neighbours (cf. supra).

Notas

  1. Ler um extracto aqui.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]