Língua ainu

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Língua ainu (アイヌ イタ)
Pronúncia: /ainu itak/
Falado em: Japão, Rússia
Região: Ásia
Total de falantes: 10 a 15
Família: Língua isolada
 Língua ainu
Escrita: katakana modificado
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: ain
ISO 639-3: ain

A língua ainu ou aina (アイヌ イタ, ainu itak (em japonês) é falada pelos ainus, que habitam o norte das as ilhas japonesas de Hokkaido e Honshū. Até o século XX era falada também nas ilhas Curilas e no sul de Sacalina (Rússia). Houve tentativas de agrupá-la segundo o critério de genealogia lingüística às línguas austro-asiáticas, ao japonês, ao coreano, ao grupo samoiedo, entre outras, porém não apresentaram resultados confiáveis ou que pudessem ser considerados conclusivos.

Origens[editar | editar código-fonte]

Sempre se considerou que a língua Ainu houvesse sido o idioma do povo Emishi do norte da ilha japonesa de Honshu, também falada no extremo sul da Península Kamchatka. A maior evidência para isso é a presença dos topônimos desses dois locais que parece ter origem Ainu. Exemplo: o -betsu é comum a muitos nomes de locais ao norte do Japão e parece se originar da palavra Ainu pet "rio".[1] [2]

Situação atual[editar | editar código-fonte]

Após um período de retração ocasionado pela política de perseguição a minorias, levado a cabo pelas autoridades japonesas desde o xogunato e após a Restauração Meiji de 1865, o ainu tem passado nos derradeiros anos por um renascimento, já contando com cursos em Sapporo e um programa semanal na rádio provincial de Hokkaido. Em 2004 começou a tramitar no parlamento (Dieta) um projeto de lei tornando-a língua optativa nas escolas da capital.

Relação com outras línguas[editar | editar código-fonte]

Geralmente o Ainu é considerado um idioma sem relação genealógica com nenhuma outra língua. Além dessa classificação de "isolada", há algumas hipóteses ainda não aceitas sobre supostas relações. Ver algumas teorias a seguir:

Língua isolada[editar | editar código-fonte]

Ainu é uma língua isolada, sem nenhuma relação demonstrada com ou outras línguas ou famílias lingüísticas:

Às vezes é agrupada junto com as línguas paleo-siberianas, mas isso é apenas um termo "vazio" para várias línguas não relacionadas presentes na Sibéria antes do avanço das línguas turcomanas e tungúsicas na região. A rigor as "Paleo-siberianas" não chegam a formar uma "família", uma vez que não descendem de uma língua ancestral comum.

Relações com o Japonês e Coreano[editar | editar código-fonte]

John C. Street[3] (1962) propôs ligações entre Ainu, Coreano e Japonês de modo que as três línguas formassem uma família, sendo as Turcomanas, as Mongólicas e as Tungúsicas juntas numa única; Essas duas famílias formariam uma macro-família chamada "Norte-Asiática". O agrupamento proposto por Street era uma extensão da hipótese dita "Altaica" que sempre juntou as Turcomanas, Altaicas e Tungúsicas, algumas vezes incluindo o Coreano e mais raramente o Japonês.

Centrando sua perspectiva no Ainu, "James Patrie"[4] (1982) adotou o mesmo agrupamento, chamando-os Ainu-Coreano-Japonês e Turcomano-Mongol-Tungúsico, juntando essas duas famílias como Street, família Norte-Asiática;

Joseph Greenberg[5] (2000-2002) também classificou Ainu junto com o Coreano e o Japonês (ou, como chamou, línguas "Japônicas") Greenberg considerava o "Coreano-Japonês-Ainu" como um sub-grupo distinto de sua proposta família de línguas "Eurasiáticas". Não agrupava o conjunto "Coreano-Japonês-Ainu" com as "Turcomanas-Mongólicas-Tungúsicas", contradizendo parcialmente Street e Patrie.

Relação com as Austro-Asiáticas[editar | editar código-fonte]

"Alexander Vovin"[6] (1993) apresentou evidências sugerindo uma ligação distante com as Línguas austro-asiáticas, as quais incluem também algumas línguas do Sudeste asiático e algumas da Índia. Ele considerou essa hipótese como preliminar.

Relação com as Austronésias[editar | editar código-fonte]

O eminente linguista japonês Shichirō Murayama buscou ligações do idioma Ainu com as Línguas austronésias que incluem línguas da Indonésia, das Filipinas e da Polinésia, tanto pelo Vocabulário e comparações culturais, sendo que essa hipótese vem sendo crescente nos anos recentes.[carece de fontes?].

Família Áustrica[editar | editar código-fonte]

Lingüistas acreditam que as línguas Austro-Asiáticas e as Austronésias sejam ligadas numa família maior das chamadas línguas "Áustricas" (do Sul); "John Bengtson"[7] (2006) sugeriu que o Ainu seja uma língua "Áustrica".

Duas grandes categorias[editar | editar código-fonte]

As diversas hipóteses propostas de classificação do Ainu podem ser divididas em dois grandes grupos:

  • ligando Ainu a línguas do norte da Eurásia
  • línguas do norte da Eurásia e propostas que o grupo Ainu seja classificado com línguas mais ao sul do Pacífico.

Interações com outras línguas[editar | editar código-fonte]

O Ainu parece ter tido durante a história intensa interação com a língua Língua nivkhe. Não se tem uma ideia clara da extensão dessa interação e alguns linguistas acreditam que o vocabulário compartilhado o Ainu e o Nivkh (falada na metade norte de Sacalina e na área de Ásia em frente à ilha) se deve a palavras oriundas de línguas terceiras.

Há palavras de origem Ainu no Japonês e também palavras vindas do Japonês na língua Ainu.

Falantes[editar | editar código-fonte]

Museu Pirka Kotan, centro cultural e do idioma Ainu em Sapporo (Área de Jozankei)

Ainu é uma língua em extinção, estando em perigo desde as últimas décadas. A maior parte dos 150 mil Ainus do Japão fala apenas o japonês. Na cidade de Nibutani (parte de Biratori, Hokkaidō) onde a maioria dos falantes nativos (100 pessoas) vive, apenas 15 usavam o Ainu no dia a dia em 1980. A quantidade de "falantes" (em qualquer grau que seja) é hoje desconhecida. Em toda Hokkaidō não deve haver mais do que 1000 falantes do Ainu[carece de fontes?]. Dentre os falantes mais da metade tem o Ainu com segunda língua.

No entanto, o uso da língua está em ascensão. Há atualmente um forte movimento de revitalização especialmente, em Hokkaidō e também em outros locais, para reverter muitos séculos de declínio da língua em número de falantes. Especialmente em Hokkaidō há cada vez mais estudantes aprendendo Ainu como segunda língua. Isso se deve em grande parte aos esforços pioneiros do novo folclorista Ainu, ativista e ex-membro do parlamento (Dieta) , Shigeru Kayano, ele mesmo um falante nativo.

Fonologia[editar | editar código-fonte]

As sílabas Ainu são CV(C) (sempre tem uma base CV e às vezes uma vogal final). Poucos são os conjuntos consonantais.

São cinco as vogais

Vogais Ainu
  Frontal Central Posterior
Fechada i u
Média e o
Aberta a

As Consoantes são:

Consoantes Ainu
  Bilabial Labio-Alveolar Alveolar Palatal Velar Glotal
Oclusiva p   t   k ʔ
Africativa     ts      
Nasal m   n      
Fricativa     s     h
Aproximante   w   j    
Flap     ɾ      

A oclusiva glotal (ou "glotal stop") /ʔ/ somente aparece no início de palavras, diante de vogal tônica. A sequência /ti/ é perceptível como [ʧi] e o /s/ se torna [ʃ] antes de /i/ e no fim de sílabas. A africativa /ts/ pode ser sonora e pós-alveolar. Há variações entre os dialetos: em Sacalina os /p, t, k, r/ no final de sílaba se amalgamam em /x/. Depois de /i/ o /x/ tem som de [ç].

Há um sistema de acentuação pelo qual a tonicidade em algumas palavras varia entre os dialetos. Em geral, as palavras com afixos ficam com a tonicidade na raiz ou na primeira sílaba se a mesma a for fechada ou se contiver um ditongo. Nos demais casos a segunda sílaba é a tônica, havendo, porém exceções.

Katakana para Ainu[editar | editar código-fonte]

Há um padrão Unicode para o katakana (Extensão Fonética Katakana) próprio para transliteração do Ainu e de outras línguas para Katakana.[8] [9] Essas características são usadas para escrever sons e consoantes finais que não podem ser expressos com o uso do katakana convencional. Esse katakana estendido tem como base o convencional, sendo até mais simples em sua extensão, também apresentando dakuten ou handakuten. Como poucas fontes suportam essas extensões, há desenvolvimento de diversos caracteres, tais como o Katakana menor ku usado como em アイヌイタ (Aynu itak).

Lista de Katakana[editar | editar código-fonte]

Aqui uma lista de caracteres Katakana usados para Ainu. A maioria dos caracteres são de uma extensão do katakana clássico, dos quais poucos foram usados historicamente no Japonês, sendo, porém, parte do atual katakana. Uma certa quantidade de caracteres previamente proposta para uso no Ainu foi removida para uso com implementação Unicode implementations, sendo facilmente mostrados como combinação de dois caracteres existentes.

Caractere Unicode Aparência Nome Uso em Ainu
31F0 Letra Katakana Pequena - Ku k Final
31F1 Letra Katakana Pequena - Si Final s [ʃʲ]
31F2 Letra Katakana Pequena - Su Final s, usado para enfatizar é pronunciado [s] em lugar dos normais [ʃʲ]. [s] e [ʃ] que são Alofones em Ainu.
31F3 Letra Katakana Pequena - To Final t
31F4 Letra Katakana Pequena - Nu Final n
31F5 Letra Katakana Pequena - Ha Final h [x], após vogal a. (Ex.:. ア ah) só no dialeto de Sacalina.
31F6 Letra Katakana Pequena - Hi Final h [ç], após vogal i. (Ex.:. イ ih) só no dialeto de Sacalina.
31F7 Letra Katakana Pequena - Hu Final h [x], após vogal u. (Ex.:. ウ uh) só no dialeto de Sacalina.

only.

31F8 Letra Katakana Pequena - He Final h [x], após vogal e. (e.g. エ eh) só no dialeto de Sacalina..
31F9 Letra Katakana Pequena - Ho Final h [x], após vogal o. (e.g. オ oh) só no dialeto de Sacalina..
31FA Letra Katakana Pequena - Mu Final m
31FB Letra Katakana Pequena -Ra Final r [ɾ], após vogal a. (e.g. ア ar)
31FC Letra Katakana Pequena - Ri Final r [ɾ], após vogal i. (e.g. イ ir)
31FD Letra Katakana Pequena - Ru Final r [ɾ], após vogal u. (e.g. ウ ur)
31FE Letra Katakana Pequena - Re Final r [ɾ], após vogal e. (e.g. エ er)
31FF Letra Katakana Pequena - Ro Final r [ɾ], após vogal o. (e.g. オ or)
Caracteres rejeitados(Unicode representa combinando outros caracteres)
31F7 + 309A Letra Katakana Pequena - Pu Final p
30BB + 309A セ゜ Letra Katakana - Se - com marca de Som semi-vogal ce [tse]
30C4 + 309A ツ゜ Letra Katakana - Tu With Semi-Voiced Sound Mark tu. ツ゜ e ト゜ são intercambiáveis.
30C8 + 309A ト゜ Letra Katakana - To - com marca de Som semi-vogal tu. ツ゜eト゜ são intercambiáveis.

Sílabas básicas[editar | editar código-fonte]

a
[a]
i
[i]
u
[u̜]
e
[e]
o
[o]
a ア
[a]
i イ
[i]
u ウ
[u̜]
e エ
[e]
o オ
[o]
k
[k] ¹
ka カ
[ka]
ki キ
[ki]
ku ク
[ku̜]
ke ケ
[ke]
ko コ
[ko]
-k
[-k̚]
s
[s] ~ [ʃ]
sa シャ/サ ²
[sa] ~ [ʃa]
si シ
[ʃi]
su シュ/ス ²
[su̜] ~ [ʃu̜]
se シェ/セ ²
[se] ~ [ʃe]
so ショ/ソ ²
[so] ~ [ʃo]
-s / ²
[-ʃʲ]
t
[t] ¹
ta タ
[ta]
ci チ
[tʃi]
tu ト゜/ツ゜ ²
[tu̜]
te テ
[te]
to ト
[to]
-t /ッ ³
[-t̚]
c
[ts] ~ [tʃ] ¹
ca チャ
[tsa] ~ [tʃa]
ci チ
[tʃi]
cu チュ
[tsu̜] ~ [tʃu̜]
ce チェ
[tse] ~ [tʃe]
co チョ
[tso] ~ [tʃo]
n
[n]
na ナ
[na]
ni ニ
[nʲi]
nu ヌ
[nu̜]
ne ネ
[ne]
no ノ
[no]
-n /ン 4
[-n/-m-/-ŋ-] 5
h 6
[h]
ha ハ
[ha]
hi ヒ
[çi]
hu フ
[ɸu̜]
he ヘ
[he]
ho ホ
[ho]
-h 6
[-x]
-ah
[-ax]
-ih
[-iç]
-uh
[-u̜x]
-eh
[-ex]
-oh
[-ox]
p
[p] ¹
pa パ
[pa]
pi ピ
[pi]
pu プ
[pu̜]
pe ペ
[pe]
po ポ
[po]
-p
[-p̚]
m
[m]
ma マ
[ma]
mi ミ
[mi]
mu ム
[mu̜]
me メ
[me]
mo モ
[mo]
-m
[-m]
y
[j]
ya ヤ
[ja]
yu ユ
[ju̜]
ye イェ
[je]
yo ヨ
[jo]
r
[ɾ]
ra ラ
[ɾa]
ri リ
[ɾi]
ru ル
[ɾu̜]
re レ
[ɾe]
ro ロ
[ɾo]
-ar
[-aɾ]
-ir
[-iɾ]
-ur
[-u̜ɾ]
-er
[-eɾ]
-or
[-oɾ]
w
[w]
wa ワ
[wa]
wi ウィ/ヰ ²
[wi]
we ウェ/ヱ ²
[we]
wo ウォ/ヲ ²
[wo]
¹: k, t, c, p são às vezes sonorizadas como [g], [d], [dz] ~ [dʒ], [b], respectivamente; Não muda a significação da palavra, mas aparenta mais rudeza, masculinidade. Quando mais sonoros, podem ser escritos como g, d, j, dz, b, ガ, ダ, ヂャ, ヅァ, バ, etc.
²: ambas usadas com suas pronuncias reais, ou de acordo como a preferência de quem escreve. .
³: ッ é um t no final de palavra. (Ex.: pet = ペッ = ペ) No meio de palavra polissilábica, é uma consoante final que precede uma inicial de mesmo valor fonético. (Ex.: orta /otta/ = オッタ. オタ não é preferido.)
4: No final de palavra, o n pode ser escrito tanto como ou ン. No meio de palavra polissilábica seria ン. (Ex.: tan-mosir = タンモシ = タ+モシ, mas não タモシ.)
5: [m] antes de [p], [ŋ] antes de [k], [n] nos outros casos. Diferente do Japonês, não se tornam outros sons tais como vogais nasais..
6: Inicial h [h] e final h [x] são fonemas diferentes. Final h só no dialeto de Sacalina..

Ditongos[editar | editar código-fonte]

Quando no final de sílabas, o [ɪ] é percebido como o y da escrita latina ou um pequenol ィ em katakana. O [ʊ] é o w latino ou o pequeno ゥ katakana. [ae]é ae, アエ, ou アェ.

Exemplo com Sílaba iniciando por k:

[kaɪ] [ku̜ɪ] [koɪ] [kaʊ] [kiʊ] [keʊ] [koʊ] [keɪ]
kay kuy koy kaw kiw kew kow key
カィ クィ コィ カゥ キゥ ケゥ コゥ ケィ

Enquanto que a regra acima é usada sistematicamente, algumas combinações apresentam sons diferentes do Japonês convencional;

ウィ クィ スィ ティ トゥ フィ
Ainu [wi], [u̜ɪ] [ku̜ɪ] [su̜ɪ] [teɪ] [toʊ] [ɸu̜ɪ]
Japanese [wi] [kɰi] ~ [kwi] [si] [ti] [tɯ] [ɸi]

Vogais longas[editar | editar código-fonte]

Há vogais longas no Dialeto de Sacalina. Tanto o Acento circunflexo ou o Macron são usados na escrita Latina, e o Sinal de vogal longa (ー) é usada em katakana.

Exemplo com inicial k:

[kaː] [kiː] [kuː] [keː] [koː]
カー キー クー ケー コー
Bilabial Lábio-dental Alveolar Palato-alveolar Palatal Velar Lábio-velar Uvular
Nasal m n ɲ
Plosiva p b t d k g
Fricativa f v s z ʃ ʒ χ
Aproximante j ʍ w
Lateral l
Anterior Central Posterior
Fechada i y u
Semifechada e o
Média ə
Semiaberta ɛ ʌ ɔ
Aberta ɑ ɒ
Bilabial Alveolar Palato-alveolar Palatal Velar Lábio-velar
Nasal m n ŋ
Plosiva p b t d k g
Africada tʃ dʒ
Fricativa ɸ β s z
Vibrante r
Aproximante j w
Lateral l ʎ
Anterior Central Posterior
Fechada i u
Semifechada e o
Semiaberta ɛ ɜ ɔ
Quase aberta æ
Aberta ɶ

Tradição oral[editar | editar código-fonte]

O Ainu tem uma Tradição oral muito rica com sagas de heróis chamadas de Yukar, nas quais há muitos arcaísmos léxicos e gramaticais.

Gramática[editar | editar código-fonte]

Ainu é uma língua S-O-V (Sujeito, Objeto, Verbo) com Post-posições, que marcam Objeto e Sujeito. Substantivos podem se agrupar, com o principal sendo o segundo. Os verbos podem ser Transitivos ou Intransitivos e aceitam Afixos derivacionais.

Em termos de Tipologia (SOV) e de Fonologia Ainu é similar ao Japonês e ao Coreano, porém sua característica muito "sintética" se assemelha mais às línguas do norte e leste da Ásia;

Em Ainu havia muita incorporação de Substantivos e Advérbios, o que é raro na moderna linguagem coloquial.

A "voz aplicativa" pode ser usada no Ainu para colocar Substantivos nos casos Dativo, Caso instrumental, Comitativo, Locativo, Alativo, Ablativo; Esse uso do "aplicativo" também pode ser usado para marcar os Casos. nos Substantivos incorporados, sendo esse uso obrigatório para tais Substantivos no caso Oblíquo. Como ocorreu com a incorporação, o uso do "aplicativo" é menos comuns na linguagem moderna;

Verbos plurais[editar | editar código-fonte]

Ainu apresenta uma classe fechada de Verbos Plurais ou "de contagem", sendo muitos deles supletivos. A maior parte termina em -pa, um Sufixos que indica iteratividade e que se tornou Léxico em alguns verbos; Por exemplo, o verbo kor significa 'ter alguma coisa ou poucas coisas', enquanto que kor-pa é 'ter muitas coisas'; há ainda formas "causativas" como kor-pa-re 'dar (a alguém) muitas coisas' e kor-pa-yar 'dar (a muitas pessoas)'. O -pa pode ser usado repetido no caso de ações "plurais" no aspecto iterativo.

hosip-pa-pa "todos voltaram"

Existem as chamadas formas "supletivas":

Ainu Pluralização supletiva
Paucal Multipla Trans.
an oka(y) ser
as roski ficar de pé
a rok sentar
arpa,
oman
paye ir
ek arki vir
rayke ronnu matar
uk uyna tomar

Adicionalmente ao número literal, a pluralização pode ser usada para formas polidas, principalmente com os pronomes plurais, como em Português, Francês e outras línguas (Ex. "Tu ou Você" - informal; "Vós" - polido);

Referências e leituras[editar | editar código-fonte]

Em inglês

  • Bengtson, John D. (2006). "A multilateral look at Greater Austric." Mother Tongue (Journal) 11, 219–258.
  • Greenberg, Joseph H.. Indo-European and Its Closest Relatives. Stanford: Stanford University Press, 2000-2002. ISBN 0-8047-3812-2, ISBN 0-8047-4624-9.
  • Miller, Roy Andrew. The Japanese Language. Tokyo: Charles E. Tuttle, 1967.
  • Patrie, James. The Genetic Relationship of the Ainu Language. Honolulu: The University Press of Hawaii, 1982. ISBN 0-8248-0724-3.
  • Refsing, Kirsten. The Ainu Language: The Morphology and Syntax of the Shizunai Dialect. Aarhus: Aarhus University Press, 1986. ISBN 8-772-88020-1.
  • Refsing, Kirsten. Early European Writings on the Ainu Language. London: Routledge, 1996. ISBN 0-700-70400-0.
  • Shibatani, Masayoshi. The Languages of Japan. Cambridge: Cambridge University Press, 1990. ISBN 0-521-36918-5.
  • Street, John C. (1962). Review of N. Poppe, Vergleichende Grammatik der altaischen Sprachen, Teil I (1960). Language 38, 92–98.
  • Tamura, Suzuko. The Ainu Language. Tokyo: Sanseido, 2000. ISBN 4-385-35976-8.
  • Vovin, Alexander. A Reconstruction of Proto-Ainu. Leiden: E. J. Brill, 1993. ISBN 90-04-09905-0.

Referências

  1. Miller 1967:239.
  2. Shibatani 1990:3.
  3. Street, John C. (1962). Review of N. Poppe, Vergleichende Grammatik der altaischen Sprachen, Teil I (1960). Language 38, 92–98.
  4. Patrie, James (1982). The Genetic Relationship of the Ainu Language. Honolulu: The University Press of Hawaii. ISBN 0-8248-0724-3.
  5. Greenberg, Joseph H. (2000-2002). Indo-European and Its Closest Relatives. Stanford: Stanford University Press. ISBN 0-8047-3812-2, ISBN 0-8047-4624-9.
  6. Vovin, Alexander (1993). Uma Reconstruction of Proto-Ainu. Leiden: E. J. Brill. ISBN 90-04-09905-0.
  7. Bengtson, John D. (2006). "A multilateral look at Greater Austric." Mother Tongue (Journal) 11, 219–258.
  8. Katakana Phonetic Extensions – Test for Unicode support in Web browsers. Visitado em December 14 de 2005.
  9. The Unicode Standard, 4.1 (PDF). Visitado em December 14 de 2006.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Em inglês[editar | editar código-fonte]

Em japonês[editar | editar código-fonte]