Língua ameaçada de extinção

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Uma língua ameaçada de extinção é uma língua que está em risco de cair em desuso. Se perder todos os seus falantes nativos, torna-se uma língua morta. Se, eventualmente, ninguém falar a língua, torna-se uma "língua extinta". O número total de línguas no mundo não é conhecido e as estimativas variam dependendo de diversos fatores. Michael E. Krauss estimou que existem cerca de 6.000 línguas em uso ativo, em 2007.[1] A UNESCO também usa esse número.[2]

Uma das agências de pesquisa mais ativa é SIL International, mantém um banco de dados Ethnologue, que mantem-se atualizado com as contribuições dos lingüistas globalmente. Sua contagem de 2005 do número de línguas em seu banco de dados, excluindo os duplicados em diferentes países, é 6912, dos quais 32,8% (2.269) estão na Ásia e 30,3% (2092) estão na África.[3] Este registro contemporâneo deve ser considerado como um número variável dentro de um intervalo. Michael E. Krauss notificou em 2007:[1] "O valor total mundial que eu tenho usado é de 6000 línguas existentes, um número redondo que produz uma milionésima parte da população humana, uma espécie de número do meio ...."

A UNESCO, fortemente influenciada por Michael E. Krauss e Stephen Wurm, adotou o número redondo 6000 e o critério "new speaker" na tentativa de definir línguas ameaçadas.[2]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Krauss, Michael E.. The Vanishing Languages of the Pacific Rim. illustrated ed. [S.l.]: Oxford University Press, 2007. 3–24 p. ISBN 019926662X, 9780199266623
  2. a b UNESCO ad Hoc Expert Group on Endangered Languages (2003). Language Vitality and Endangerment (pdf). Página visitada em 27 April 2009.
  3. Statistical Summaries. Ethnologue Web Version. SIL International (2009). Página visitada em 26 April 2009.

Leituras[editar | editar código-fonte]

  • Abley, Mark. Spoken Here: Travels Among Threatened Languages. London: Heinemann, 2003.
  • Campbell, Lyle; Mithun, Marianne (Eds.). The languages of native America: Historical and comparative assessment. Austin: University of Texas Press, 1979.
  • Evans, Nicholas. Linguistic Field Work. Cambridge: Cambridge University Press, 2001. 250–281 p..
  • Hale, Kenneth; Krauss, Michael; Watahomigie, Lucille J.; Yamamoto, Akira Y.; Craig, Colette; Jeanne, LaVerne M. et al. (1992). Endangered languages. Language, 68 (1), 1-42.
  • Harrison, K. David. (2007) When Languages Die: The Extinction of the World's Languages and the Erosion of Human Knowledge. New York and London: Oxford University Press. ISBN 0-19-518192-1.
  • McConvell, Patrick and Nicholas Thieberger. (2006). Keeping track of language endangerment in Australia. Denis Cunningham, David Ingram and Kenneth Sumbuk (eds). Language Diversity in the Pacific: Endangerment and Survival. Clevedon, UK: Multilingual Matters. 54-84.
  • McConvell, Patrick and Nicholas Thieberger. (2001). State of Indigenous languages in Australia - 2001 (PDF), Australia State of the Environment Second Technical Paper Series (Natural and Cultural Heritage), Department of the Environment and Heritage, Canberra.
  • Mithun, Marianne. (1999). The languages of Native North America. Cambridge: Cambridge University Press. ISBN 0-521-23228-7 (hbk); ISBN 0-521-29875-X.
  • Sebeok, Thomas A. (Ed.). (1973). Linguistics in North America (parts 1 & 2). Current trends in linguistics (Vol. 10). The Hague: Mouton. (Reprinted as Sebeok 1976).
  • Skutnabb-Kangas, Tove. (2000). Linguistic genocide in education or worldwide diversity and human rights? Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates. ISBN 0-8058-3468-0.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


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