Língua aragonesa
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
| Este artigo encontra-se parcialmente em língua estrangeira. Ajude e colabore com a tradução.
O trecho em língua estrangeira encontra-se oculto. |
| Aragonês (Aragonés) | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Espanha (Aragão) | |
| Região: | Pirineus aragoneses | |
| Total de falantes: | 12.000 (aprox.) | |
| Posição: | - | |
| Família: | Indo-européia Itálica Românica Ítalo-ocidental Pireneu-moçárabe Aragonês |
|
| Estatuto oficial | ||
| Língua oficial de: | - | |
| Regulado por: | Academia de l'Aragonés | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | an | |
| ISO 639-2: | arg (ex roa) | |
O aragonês (aragonés) é uma língua românica falada na península Ibérica por mais de dez mil pessoas nos vales do rio Aragão, e nas comarcas de Sobrarbe e Ribagorza, na província de Huesca, em Aragão, na Espanha. É conhecido coloquialmente por fabla (literalmente, "fala").
Índice |
[editar] História
O aragonês nasceu por volta do século VIII como um dos muitos dialectos do latim desenvolvidos nos Pirenéus sobre um forte substrato de tipo basco. O reino de Aragão (formado pelos condados de Aragão, Sobrarbe e Ribagorza) expandiu-se progressivamente das montanhas para o sul, empurrando os mouros mais para o sul e aumentando a área de uso da língua aragonesa.
A união do Reino de Aragão sob o mesmo rei significou a união de territórios linguisticamente heterogéneos, com o catalão falado na região oriental e o aragonês na ocidental. As duas línguas estenderam-se para os novos territórios conquistados aos mouros: as Ilhas Baleares e o novo reino de Valência. A reconquista aragonesa para o sul terminou no reino de Múrcia, que foi cedido por Tiago I de Aragão, o conquistador, ao Reino de Castela, como dote duma princesa aragonesa.
A expansão do castelhano, também conhecido como espanhol, como língua comum da península, junto com o facto do aragonês ter sido escudo protector do catalão ante o castelhano, significou a recessão do aragonês. Um dos momentos chaves na história do aragonês foi quando um rei de origem castelhana foi coroado no século XV: Fernando I de Aragão, (também conhecido como Fernando de Antequera).
A união de Aragão e Castela e a progressiva suspensão de toda a capacidade de autogoverno no século XVIII significou a redução do aragonês, que ainda se falava extensamente num emprego rural e coloquial, quando a nobreza elegeu o espanhol como símbolo de poder. A supressão do aragonês foi mais intensa durante o regime do ditador Francisco Franco no século XX. Os professores agrediam os alunos por empregarem o aragonês nas escolas e a legislação proibiu o ensino de qualquer língua que não fosse a espanhola.
A democracia constitucional votada pelo povo em 1978 significou um incremento no número de trabalhos literários e estudos na língua aragonesa. Todavia, este renascimento pode ser tarde demais para a sobrevivência desta língua.
[editar] Situação actual
O aragonês é ainda falado como língua materna no seu núcleo original, as montanhas aragonesas dos Pireneus, nos locais do Velho Aragão, Somontano, Sobrarbe e Ribagorça.
As cidades principais onde ainda se podem achar faladores patrimoniais do aragonês são: Huesca, Barbastro, Saragoça, Ejea, e Teruel. Segundo alguns questionários de princípios dos anos 80, o total de faladores não supera os 30.000, fazendo que o aragonês seja uma das línguas européias com maior perigo de extinção.
Dos anos 70 do século XX, publica-se mais do que nunca literatura em aragonês, com alguma cinquentena de autores.
[editar] Peculiaridades linguísticas
Alguns rasgos históricos do aragonês são:
- Os O, E, abertos do romance resultam sistematicamente nos ditongos [we], [je], v.g. VET'LA > biella (Por. velha, Esp. vieja, Cat. vella)
- Perda do E final não acentuado v.g. GRANDE > gran (Por. grande, Esp. grande)
- A diferença do Espanhol, preserva-se o F- romance inicial, v.g. FILIU > fillo (Por. filho, Esp. hijo, Cat. fill)
- O yod romance (GE-, GI-, I-) evolui para africada palatal sorda ch [tƒ], v.g. IUVEN > choben (Por. jovem, Esp. joven), GELARE > chelar (Por. gelar, Esp. helar, Cat. gelar)
- Igual do que em occitano os grupos cultos romances -ULT-, -CT- evoluem para[jt], v. g. FACTU > feito (Por. feito, Esp. hecho, Cat. fet)
- Os grupos romance -X-, -PS-, SCj- evoluem para fricatiba palatal sorda x [*Os grupos romance -X-, -PS-, SCj- esdebienen en fricatiba palatal surda ix [*Os grupos romanze -X-, -PS-, SCj- esdebienen en fricativa palatal xorda ix [š], v.g. COXU > coxo (Por. coixo, Esp. cojo, Cat. coix)
- A diferença do Espanhol, os grupos romances -Lj-, -C'L-, -T'L- evoluem para lateral palatal ll [λ], v.g. MULIERE > muller (Por. mulher, Esp. mujer, Cat. muller)), ACUT'LA > agulla (Por. agulha, Esp. aguja, Cat. agulla)
- A diferença do Espanhol, o -B- latino fica no imperfecto de indicativo das conjugações 2ª e 3ª: teneba (Por. "tinha", Esp. tenía, Cat. tenia))]
[editar] Expressões básicas
- Güenos diyas – Bom-dia;
- Güenas tardes – Boa-tarde;
- Güenas nueis – Boa-noite;
- Grazias – Obrigado;
- Au! – Adeus;
- Por fabor – Por favor;
- Biemplegato – Bem-vindo;
- No'n repleco – Não o entendo;
- Lunes – Segunda-feira;
- Martes – Terça-feira;
- Miércols – Quarta-feira;
- Chuebes – Quinta-feira;
- Biernes – Sexta-feira;
- Sabado – Sábado;
- Domingo – Domingo.

