Língua fanagalo

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Fanagalo (pronuncia-se "fanagaló") é uma língua franca utilizada como segundo idioma entre falantes de diversas línguas da África do sul, principalmente nas minas, entre os trabalhadores nativos, os seus supervisores e os trabalhadores estrangeiros, como os do Zimbábue, Moçambique e Maláui.

Pode ser considerado como um pidgin ou um crioulo, uma língua de contato.[1] Constituiu-se a partir de uma versão simplificada das línguas zulu, xhosa e outras, africanas, com muitos termos do inglês, neerlandês e do africâner.

Evoluiu a partir do contato entre os assentamentos europeus e os nativos africanos, na região a leste do Cabo e KwaZulu-Natal, na África do Sul, mais tarde É falada também na República Democrática do Congo, Namíbia, Zâmbia e Zimbábue por algumas centenas de pessoas.[2]

Foi rejeitada entre os africanos por ter sido “importada” do Zimbábue e da África do Sul por europeus que não queriam que os africanos aprendessem inglês[3]

Cerca de 70% do seu conteúdo léxico vem do zulu. No Zimbábue, além desses 70% de palavras provenientes do zulu, 24% das palavras vêm do inglês e 6% da língua africâner. É uma língua de fácil aprendizado, embora não seja um idioma artificialmente “fabricado”. Há dicionário publicado.

Classificação[editar | editar código-fonte]

O fanagalo é um pidgin baseado no zulu, portanto pertencente ao grupo de línguas nguni e ao ramo linguístico bantu (ou ntu), subgrupo bantu sudeste; ISO 639-3: fng.

Nomes alternativos[editar | editar código-fonte]

"Fanakalo", "fanekolo" (África do Sul), "Kitchen Kaffir", "Mine Kaffir", piki, isipiki, "isikula", lololo, isilololo, pidgin bantu, Basic Zulu, silunguboi, silunguboi, cikabanga (Zâmbia), chilapalapa (Zimbábue). Essa língua sofreu influências da língua xona, no Zimbábue, e da língua bemba, em Zâmbia. O termo “fanagalo” em Zâmbia, onde essa língua surgiu no século XIX, tem conotação pejorativa.

Referências

  1. Stanford University Libraries & Academic Information Resources Pidgin and Creole Languages.
  2. Reinecke, John (ed.), 1975, A Bibliography of Pidgin and Creole Languages.
  3. Adler, Max, 1977, Pidgins, Creoles and Linguas Francas