Língua khmer

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Escrita khmer
Khmer (PhiesaKhmae.gif [pʰiːəsaː kʰmaːe])
Falado em: Camboja, Vietnã, Tailândia e China
Total de falantes: de 15 a 22 milhões (2004)
  • Nativos: 15 a 20 milhões
    • Camboja: 12, 1 milhões
    • Vietnã: pouco mais de 1 milhão Ethnologue.com em 1999 (1999)
    • Tailândia: 1.2 milhões
    • EUA: 190 mil
    • França: 50 mil
    • Austrália: 22 mil
    • Canadá: 16,5 mil
  • falantes 2a língua: Um milhão no Camboja;
Família: Austro-asiática
 Mon-Khmer
  Mon-Khmer Leste
   Khmer
Escrita: "Alfabeto Khmer" (Abugida)
Códigos de língua
ISO 639-1: km
ISO 639-2: khm
ISO 639-3: ambos:
khm — Khmer Central
kxm — Khmar Norte

A língua khmer (PhiesaKhmae.gif, AFI[pʰiːəsaː kʰmaːe]) é o idioma oficial do Camboja, pertencente à família mon-khmer. É também chamada de Cambojano, sendo a língua do povo ‘’’Khmer’’’.

Generalidades[editar | editar código-fonte]

É a segunda língua Austro-asiática mais difundida e falada, com dezenas de milhões de falantes. Considera-se que a língua Khmer foi bem influenciada pelo Sânscrito e pela língua Pali, principalmente nos aspectos e registros da realeza e de religião através do Hinduísmo e do Budismo. Também é a mais antiga língua Mon-Khmer identificada e escrita, sendo anterior à língua Mon e ao Vietnamita.

Devido à proximidade geográfica, o Khmer influenciou e foi influenciado pelo Tailandês, pelo Vietnamita, pelo Laociano e pela língua Cham, as quais formam um grupo idiomático bem caracterizado da Península do Sudeste asiático;[1]

Khmer tem sua escrita própria, um Abugida (alfabeto onde cada consoante tem uma vogal agregada), chamado ‘’escrita Khmer’’. A língua difere das demais vizinhas (Tailandês, Vietnamita, Laociano) por não ser uma Língua tonal.

Dialetos[editar | editar código-fonte]

Todos os dialetos principais são mutuamente inteligíveis:

  • Battambang, falado no norte do Camboja.
  • Phnom Penh, falado na capital (de mesmo nome) e nas províncias circundantes.
  • Norte Khmer, também chamado Khmer Surin, falado pelos Khmer étnicos do norte da Tailândia.
  • Khmer Krom ou Sul Khmer, falado pelas populações indígenas Khmer no delta do Rio Mekong.
  • Cardamom Khmer,uma forma arcaica falada por poucas pessoas nas montanhas Cardamom no oeste do Camboja.[2]

Detalhes dialetais[editar | editar código-fonte]

Os Dialetos são razoavelmente marcados, há significativas variações entre a língua falada em Phnom Penh, a das áreas rurais de província de Battambang, a das áreas do noroeste da Tailândia adjacente ao Camboja (como a província de "Surin"), a das montanhas “Cardamom” e a do sul do Vietnam. Esses dialetos formam um “continuum” que corre aproximadamente do norte ao sul. O modo de falar de Phnom Penh é o dito padrão, sendo mutuamente inteligível com todos os outros, exceto o dialeto dos “Khmer Krom” falado no Vietnam e o dialeto dos Khmer da província de "Sisaket" da Tailândia.

O Khmer norte, forma falada na Tailândia é referido em Khmer como “Khmer Surin” e, mesmo apresentando poucas diferenças em relação ao Khmer padrão, do qual divergiu há cerca dee apenas 200 anos,é considerado por alguns lingüistas como uma língua separada. Isso se deve a grandes diferenças de pronúncia em função de influência das características tonais da língua das cercanias, o tailandês e das conseqüentes diferenças nas vogais e consoantes. Por exemplo, o “r” final é mudo em quase todos os dialetos Khmer, exceto nesse Khmer norte da Tailândia.

O dialeto Khmer “Cardamon” ou do Oeste é falado por um pequeno grupo populacional nas montanhas “Cardamon” que ficam entre a Tailândia e o Camboja. Esse dialeto, ainda que quase não estudado, apresenta características únicas, mantendo assim registros particulares de fonologia, os quais quase todos já desapareceram nos demais modernos dialetos do Khmer.

Uma característica notável do modo casual de falar de Phnom Penh e a fusão ou mesmo completo desaparecimento de certas sílabas, o que é considerado pelas pessoas de outras regiões com um modo de falar “relaxado”. Como exemplo, o nome da cidade de "Phnom Penh" é as vezes pronunciado como "m'Penh". Outra característica aparece nas palavras iniciadas por “r” ou com “r” como segunda letra de um encontro de duas consoantes (Ex. em português “brisa”). O “r” (“alveolar vibrante” “alveolar stop-flap”) em outros dialetos é pronunciada em Phnom Penh ou como uma “uvular vibrante” (como em francês) ou simplesmente não é pronunciado. Isso naturalmente altera a qualidade de qualquer consoante que antecede o “r”, tornando a mesma mais dura, com maior ênfase na pronúncia.. Outra conseqüência desse “r” quase nudo é que a sílaba é falada com um “tom” levemente crescente ou decrescente, algo como ´”hói” do vietnamita do norte. Por exemplo, algumas pessoas pronunciam /trəj/ (“peixe”) com /təj/ com o "r" mudo e com a vogal que começa caindo bem abaixo, em seu tom, do que na língua padrão, para depois subir, dobrando assim seu comprimento. . Outro exemplo: a palavra /riən/ ("estudar, aprender") que é pronunciada como /ʀiən/, com “r uvular” e com a mesma entonação explicada acima.[3]

História[editar | editar código-fonte]

O estudo lingüístico da língua Khmer divide sua história em quatro períodos distintos:[4]

  • Khmer pré-Angkoriano – a língua depois de divergir do “Proto-Mon-Khmer” até século IX é conhecida apenas por palavras e frases presentes em textos em Sânscrito da época;
  • Khmer Antigo (ou Angkoriano) é a lígua que foi falada no antigo Império Khmer a partir do século IX até a decadência desse império no século XIII. Esse Khmer Antigo é atestado por várias fontes primárias que foram estudadas de forma bem aprofundada por diversos especialistas, tais como Saveros Pou, Phillip Jenner e Heinz-Jürgen Pinnow.
  • Khmer Médio: Com o fim do Império Khmer a língua perdeu a caracrterística de padronização influenciada pelo governo, tendo entrado num período de turbulências com muitas mudanças de “morfologia lingüística, fonologia, conteúdo léxico. A língua nesse período intemediário, do século XIV ao século XVIII, foi muito influenciada pelo Tai, pelo Laociano e em menor escala pelo Vietnamita.
  • Khmer Moderno: A partir do século XIX as mudanças foram tão significativas que as regras da língua a partir desse século não permitem entender quase nada do Khmer Antigo. Essa forma é a da língua atual, pouco variada desde o século XIX.

Classificação[editar | editar código-fonte]

Khmer é classificada como pertencente ao ramo oriental da família de línguas Mon-Khmer, a qual é uma sub-divisão da grande grupo lingüístico Austro-Asiático, cujas línguas se espalham por uma extensa área desde o noroeste da Índia até o Sudeste asiático, Indochina, península Malásia e ilhas próximas. As línguas mais aproximadas das Mon-Khmer são as das famílias das “Peáricas”, das “Baháricas” e das “Katúicas, faladas por diversas tribos da região.[5] As línguas ditas “Viéticas” também foram classificadas com pertencentes às Mon-Khmer.

Fonologia[editar | editar código-fonte]

Conforme descrito por Huffman, o moderno Khmer padrão apresenta os fonemas consoantes e vogais [6] O sistema fonológico aqui apresentado é um inventário dos sons da língua falada, não como consta do alfabeto da forma escreita.

Consoantes[editar | editar código-fonte]

Labial Coronal Palatal Velar Glottal
Plosiva aspirada
Plosiva não aspirada p t c k ʔ
Implosiva ɓ ɗ
Nasal m n ɲ ŋ
Liquida r l
Fricativa s h
Aproximante ʋ j

As consoantes /f/, /ʃ/, /z/ e /ɡ/ podem por vezes aparecer em palavras de origem estrangeira, por exemplo, do Francês, e mesmo de outras influências. Essas consoantes não estão representadas na tabela acima por não ser “próprias” do Kjmer e assim não aparecer no vocabulário nativo. Esses são não naturais do Khmer são percebidos apenas por aqueles ouvintes mais familiarizados com as línguas estrangeiras em questão e não têm símbolos correspondentes no alfabeto Khmer. Assim, combinações de letras, que de outro modo seriam impronunciáveis, são usadas para representar esses sons quando se faz necessário. Para a conversação entre os que não são bilíngües, esses sons são aproximados a fonemas nativos conhecidos como segue:

Sons estrangeiros (IPA) Representação Khmer Aproximação Khmer (IPA)
/ɡ/ ហ្គ /k/
/ʃ/ ហ្ស /s/
/f/ ហ្វ /h/ or /pʰ/
/z/ ហ្ស /s/

Vogais (Núcleos)[editar | editar código-fonte]

Vogais Longas ɛː ɨː əː ɔː
Vogais Curtas i e ɨ ə ɐ a u o
Ditongos Longos ei ɐe ɨə əɨ ɐə ao ou ɔə
Ditongos Curtos eə̆ uə̆ oə̆

A quantificação precisa e os valores fonéticos dos núcleos vogais variam entre os diversos dialetos. Vogais curtas e longas se distinguem básica e somente por sua duração.

Estruturas silábicas[editar | editar código-fonte]

As palavras Khmer são predominantemente mono ou bissilábicas. Há 85 possíveis grupos de duas consoantes no início de sílabas e dois grupos de três consoantes com alternações fonéticas como se segue:

p ɓ t ɗ c k ʔ m n ɲ ŋ j l r s h ʋ
p pʰt- - pʰc pʰk- - pʰn- pʰɲ- pʰŋ- pʰj- pʰl- pr- ps-
t tʰp- tʰk- - tʰm- tʰn- tʰŋ- tʰj- tʰl- tr- tʰʋ
c cʰp- cʰk- - cʰm- cʰn- cʰŋ- cʰl- cr- cʰʋ-
k kʰp- kʰt- - kʰc - kʰm- kʰn- kʰɲ- - kʰj- kʰl- kr- ks- kʰʋ-
s sp- st- - sk- - sm- sn- - - sl- sr-
ʔ ʔʋ-
m mt- - mc - mʰn- mʰɲ- ml- mr- ms- mh-
l lp- lk- - lm- - lh- -

Sílabas começam como uma dessas consoantes ou grupos de consoantes seguidas por um núcleo vogal. Quando o núcleo vogal é curto, deve haver uma consoante no fim da sílaba. Essa consoantes finais podem ser /p, t, c, k, ʔ, m, n, ɲ, ŋ, l, h, j, ʋ/. No caso, /h/ e /ʋ/ se tornam respectivamente [ç] e [w]. A estrutura mais comum de palavras em Khmer é uma sílaba completa conforme descrita acima, precedida por uma sílaba dita “menor” (estrutura apenas C-V). Temos assim CV-, CrV-, CVN- or CrVN- (N é qualquer nasal do inventário Khmer).

Palavras podem também ser formadas por duas sílabas completas. A vogal da primeira sílaba é na maior parte das vezes reduzida na conversação informal para [ə], porém, na fala convencional e cuidadosa, por exemplo de rádio e televisão essas vogais são claramente pronunciadas.

Há poucas palavras com três ou mais sílabas existem, sendo geralmente vindos de línguas estrangeiras como “Pali”, Sânscrito e mais recentemente do Francês. Tais palavras mais longas se referem a temas como religião, ciência, artes;

Gramática[editar | editar código-fonte]

Khmer é uma língua de sentenças “Sujeito-Verbo-Objeto” (SVO) com preposições.[7] Mesmo não sendo basicamente uma língua aglutinativa, há algumas derivações léxicas por prefixos e "infixos".[8] adjetivos, "demonstrativos" e numerais seguem o substantivo.

/srəj sʔaːt nuh/ (garota linda essa) = essa linda garota

O substantivo não se distingue por gênero, nem por número. A pluralidade é marcadas por partículas, numerais ou adjetivos duplicados que se seguem ao substantivo. A duplicação do adjetivo pode também intensificá-lo.

/cʰkae tʰom/ (cão grande) = cão grande

/cʰkae tʰom nass/ (cão grande muito) = cães grandes ou cães muito grandes

/cʰkae piː/ (cão dois) = dois cães

Partículas classificadoras usadas entre os numerais e os substantivos existem, mas não são obrigatórias, conforme, por exemplo, em tailandês. Conforme é típico nas línguas do leste e sudeste asiático,[9] os verbos não variam por tempo, modo, nem aspecto. Essas condições são expressas por partículas, advérbios ou até pelo contexto da sentença. Os verbos são negativados por meio de partículas "/min/", "/pum/" ou "/ʔɐt/" antes dos mesmos e ainda com "/teː/" no fim da sentença ou do período.

/kʰɲom cɨə/ – eu acredito

/kʰɲom min cɨə teː/ – eu não acredito

Registro social[editar | editar código-fonte]

Khmer usa um sistema próprio de registro social, pelo qual quem fala deve estar sempre consciênte do “satus” social da pessoa a quem se dirige. Os diferentes registros incluem as situações de conversação comum, conversas mais polidas, conversas com ou sobre pessoas da nobreza ou autoridades religiosas, com isso variando os verbos utilizados, nomes, partes do corpo, pronomes. O resultado dessas regras pode parecer para um estrangeiro com se fosse outro idioma.

Em certas vilas isoladas as pessoas se sentem inseguras para falar com autoridades reais. O pessoal da corte não se sente confortável ao falar com pessoas do povo, a linguagem é diferente. Com isso, os pronomes apresentam um sistema complexo que é marcado por muitas variações honoríficas.

Por exemplo, a palavra usada para o verbo “comer” entre pessoas íntimas e para referenciar animais é /siː/. Entre comuns, mas em situações de polidez usa-se o /ɲam/. Quando falada por pessoas de classe social mais alta a palavra é /pisa/ ou /tɔtuəl tiən/. Para religiosos o verbo a usar é /cʰan/ e para a nobreza se usa /saoj/;

Escrita[editar | editar código-fonte]

Khmer é escrito com uma escrita própria, dia Khmmer, um abugida desenvolvido a partir da escrita Palava da Índia, antes do século VII.[10] A escrita Khmer é similar na aparência e na utilização às escritas tai e lao, as quais são originárias do Khmer.

Os numerais Khmer vieram dos numerais hindus e são mais usados do que os convencionais ocidentais de origem indo-arábica. A escrita Khmer é também usada no Camboja para transliteração das línguas tribais do país que não têm escrita própria.

Númerais[editar | editar código-fonte]

Os numerais [8] são (transliterados):

0 (son) /soːu̯n/
1 (muŏy) /muːə̯j/
2 (pi) /piː/
3 (bei) /ɓəj/
4 (buŏn) /ɓuːə̯n/
5 (prăm) /pram/
6 (prăm muŏy) /pram muːə̯j/
7 (prăm pi) /pram piː/ (also /pram pɨl/)
8 (prăm bei) /pram ɓəj/
9 (prăm buŏn) /pram ɓuːə̯n/
10 (dâp) /ɗɑp/
100 (muŏy rôy) /muːə̯j rɔj/
1,000 (muŏy péan) /muːə̯j piːə̯n/
10,000 (muŏy mein) /muːə̯j məɨn/
100,000 (muŏy sên) /muːə̯j saːe̯n/
1,000,000 (muŏy léan) /muːə̯j liːə̯n/

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ferlus, Michel. 1992. Essai de phonétique historique du khmer (Du milieu du premier millénaire de notre ère à l'époque actuelle)", Mon-Khmer Studies XXI: 57-89)
  • Headley, Robert et al. 1977. Cambodian-English Dictionary. Washington, Catholic University Press. ISBN 0-8132-0509-3
  • Huffman, F. E., Promchan, C., & Lambert, C.-R. T. (1970). Modern spoken Cambodian. New Haven: Yale University Press. ISBN 0-300-01315-9
  • Huffman, F. E., Lambert, C.-R. T., & Im Proum. (1970). Cambodian system of writing and beginning reader with drills and glossary. Yale linguistic séries. New Haven: Yale University Press. ISBN 0-300-01199-7
  • Jacob, Judith. 1974. A Concise Cambodian-English Dictionary. London, Oxford University Press. ISBN 0-19-713574-9
  • Jacob, J. M. (1996). The traditional literature of Cambodia: a preliminary guide. London oriental séries, v. 40. New York: Oxford University Press. ISBN 0-19-713612-5
  • Jacob, J. M., & Smyth, D. (1993). Cambodian linguistics, literature and history: collected articles. London: School of Oriental and African Studies, University of London. ISBN 0-7286-0218-0
  • Keesee, A. P. K. (1996). An English-spoken Khmer dictionary: with romanized writing system, usage, and indioms, and notes on Khmer speech and grammar. London: Kegan Paul International. ISBN 0-7103-0514-1
  • Meechan, M. (1992). Register in Khmer the laryngeal specification of pharyngeal expansion. Ottawa: National Library of Canada = Bibliothèque nationale du Canada. ISBN 0-315-75016-2
  • Sak-Humphry, C. (2002). Communicating in Khmer: an interactive intermediate level Khmer course. Manoa, Hawai'i: Center for Southeast Asian Studies, School of Hawaiian, Asian and Pacific Studies, University of Hawai'i at Manoa. OCLC: 56840636
  • Smyth, D. (1995). Colloquial Cambodian: a complete language course. London: Routledge. ISBN 0-415-10006-2
  • Stewart, F., & May, S. (2004). In the shadow of Angkor: contemporary writing from Cambodia. Honolulu: University of Hawai'i Press. ISBN 0-8248-2849-6
  • Tonkin, D. (1991). The Cambodian alphabet: how to write the Khmer language. Bangkok: Trasvin Publications. ISBN 974-88670-2-1

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. David A. Smyth, Judith Margaret Jacob. Cambodian Linguistics, Literature and History: Collected Articles. [S.l.]: Routledge (UK), 1993. ISBN 0728602180147852369*
  2. Nancy Joan Smith-Hefner. Khmer American: Identity and Moral Education in a Diasporic Community. [S.l.]: University of California, 1999. ISBN 0-520-21349-1
  3. William Allen A. Smalley. Linguistic Diversity and National Unity: Language Ecology in Thailand. [S.l.]: University of Chicago, 1994. ISBN 0-226-76288-2
  4. Mon-Khmer Studies Paul Sidwell. Australian National University. Accessed February 23, 2007.
  5. Shorto, Harry L. edited by Sidwell, Paul, Cooper, Doug and Bauer, Christian (2006). A Mon-Khmer comparative dictionary. Canberra: Australian National University. Pacific Linguistics. ISBN 0-85883-570-3
  6. Huffman, Franklin. 1970. Cambodian System of Writing and Beginning Reader. Yale University Press. ISBN 0-300-01314-0
  7. Huffman, Franklin. 1967. An outline of Cambodian Grammar. PhD thesis, Cornell University.
  8. a b David Smyth. Colloquial Cambodian: A Complete Language Course. [S.l.]: Routledge (UK), 1995. ISBN 0-415-10006-2
  9. East and Southeast Asian Languages: A First Look at Oxford University Press Online
  10. Khmer Alphabet at Omniglot.com