Língua lusitana
| Lusitana | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Portugal e Extremadura | |
| Extinção: | Extinta. | |
| Família: | Indo-europeia Língua proto-celta Lusitana |
|
| Escrita: | alfabeto latino | |
| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | -- | |
| ISO 639-2: | --- | |
| ISO 639-3: | xls | |
A língua lusitana é uma língua paleo-hispânica indo-europeia conhecida por cerca de cinco inscrições e inúmeros topónimos e teónimos. A língua era falada na Lusitânia histórica, ou seja, no território habitado pelos povos lusitanos que se estendiam entre o rio Douro e o Tejo.
Índice |
História [editar]
Os lusitanos eram o povo mais numeroso da faixa atlântica da Península Ibérica, e há quem os considere oriundos das montanhas helvéticas ou que eram autóctones. De qualquer forma, estabeleceram-se na área por volta do século VI a.C.
Cerca de 150 a.C., a Lusitânia foi conquistada pelo Império Romano. Tal como todas as outras línguas peninsulares, excepto o basco, o lusitano rapidamente sucumbiu à pressão e prestígio do latim.
Classificação e línguas relacionadas [editar]
Provavelmente, o lusitano era uma língua indo-europeia com características próprias, diferente das línguas do centro da península Ibérica. Seria mais arcaica que a língua celtibérica.
A filiação do lusitano continua em debate, havendo quem defenda de que se trata de uma língua celta. Essa teoria baseia-se em factos históricos em que os únicos povos indo-europeus que se têm notícia na península são os celtas. No entanto, maior peso teve a óbvia celticidade da maior parte do léxico, sobre todos os antropónimos e topónimos.
Existe um problema substancial nessa teoria: a conservação inicial do /p/, como se vê em PORCOM. As línguas celtas tinham perdido esse /p/ inicial ao longo da sua evolução: compare-se com athir / orc (gaélico Irlandês) e pater / porcum (latim) significando "pai" e "porco", respectivamente. A presença deste /p/ poderia-se explicar por ser uma língua celta muito primitiva, logo anterior à perda do /p/ inicial.
Uma segunda teoria, defendida por Francisco Villar e Rosa Pedrero, relaciona o lusitano com as línguas itálicas. A teoria baseia-se em paralelismo de nomes de deuses (Consus latim / Cossue lusitano, Seia latim / Segia lusitano, Iovia marrucino / Iovea(i) lusitano) e outro léxico (gomia umbro / comaiam lusitano) junto com alguns outros elementos gramaticais.
Finalmente, Ulrich Schmoll propôs um ramo próprio a que chamou galego-lusitano (ou galaico-lusitano).
No entanto, não se conhecem textos com tamanho suficiente para decidir uma ou outra direcção.
Num projeto financiado pelo Conselho de Pesquisa em Ciências Sociais e Humanas do Canada, dirigido pelo professor Leonard A. Curchin de Estudos Clássicos da Universidade de Waterloo conclui que os topónimos da província Lusitana do Império Romano é constituido pelas línguas: Pré indo europeu (2%), Indo Europeu (33,5%), Celta (30%), Ibero (2%), Latim (18%)e 15,5% de topónimos com classificação desconhecida.1
Distribuição geográfica [editar]
Foram encontradas inscrições em Arroyo de la Luz (em Cáceres), Cabeço das Fráguas (na Guarda) e em Lamas de Moledo (Castro daire). E, levando em conta a informação dada pelos diferentes teónimos, antropónimos e topónimos, a extensão corresponde ao nordeste de Portugal moderno e zonas adjacentes de Espanha, com centro na Serra da Estrela.
Existem suspeitas fundamentadas de que a zona dos povos galaicos (Norte de Portugal e Galiza), astures e, quiçá, os Vetões, ou seja, todo o noroeste peninsular, falariam línguas aparentadas com o lusitano e não com línguas celtas, como se costuma crer.
Escrita [editar]
As inscrições mais conhecidas são as de Cabeço de Fráguas e Lamas de Moledo em Portugal. Todas as inscrições conhecidas estão escritas sobre pedra, em alfabeto latino.
| Lamas de Moledo: | Cabeço das Fráguas: | Arroyo de la Luz (I y II): | Arroyo de la Luz (III): |
|
RUFUS ET TIRO SCRIP SERUNT VEAMINICORI DOENTI ANGOM LAMATICOM CROUCEAO MACA REAICOI PETRANOI R(?) ADOM PORCOM IOUEAS(?) CAELOBRICOI |
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Referências [editar]
- ↑ CURCHIN, Leonard A.. (2007). "Toponyms of Lusitânia: a re-assessment of their origins" (PDF). Conimbriga XLVI (46): 129-160. Página visitada em 2012-11-17.
Ligações externas [editar]
- Lusitano (em inglês e em latim) es
- LINGVÆ·IMPERII
- Lengua Lusitana