Língua oligossintética

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Tipologia linguística
Tipologia morfológica
Língua analítica
Língua sintética
Língua flexiva
Língua aglutinante
Língua polissintética
Língua oligossintética
Tipologia sintática
Língua nominativa-acusativa
Língua ergativa-absolutiva
Tipologia morfossintática
Sujeito-Verbo-Objeto
Sujeito-Objeto-Verbo
Verbo-Sujeito-Objeto
Verbo-Objeto-Sujeito
Objeto-Sujeito-Verbo
Objeto-Verbo-Sujeito

Uma língua oligossintética (do grego 'ὀλίγος', significa "pouco" ou "pequeno") é qualquer língua que possui poucos morfemas em seu léxico, talvez uns cem, e os combina de uma forma sintética para criar orações. Seria o antônimo de língua polissintética. A oligossíntese é na sua maioria teórica e depende basicamente da criação de longas palavras compostas.

Não existem línguas naturais humanas oligossintéticas. As línguas nativas americanas náhuatl e siksika mostraram no passado ter qualidades oligossintéticas (segundo Benjamin Whorf), mas a comunidade linguística as consideram polissintéticas.

Devido a não existir línguas naturais que mostrem propriedades oligossintéticas, alguns linguistas acreditam que uma verdadeira língua oligossintética é impossível ou não prática para um uso produtivo entre humanos.

Línguas oligossintéticas construídas[editar | editar código-fonte]

Algumas línguas artificiais (conlangs), por exemplo Sona, aUI, Arahau, Ygyde, Kali-sise,Vuyamu e Kah, podem ser consideradas oligossintéticas.

A Novilíngua de George Orwell falada na Oceania (novela 1984) tende teoricamente a ser uma língua oligossintética, já que o objetivo era reduzir os morfemas. Na Novilíngua as ideias são expressas usando poucas raízes para construir uma nova ideia sinteticamente, por exemplo, DoublePlusUngood significa "muito insatisfatório".