Língua otomi

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Otomi (Hñähnü, Hñähño, Hñotho, Hñähü, Hñätho, Yųhų, Yųhmų, Ñųhų, Ñǫthǫ, Ñañhų)
Falado em: México: México (estado), Puebla (estado), Veracruz, Hidalgo (estado), Guanajuato, Querétaro, Tlaxcala, Michoacán
Total de falantes: 239.850 (2005 Censo)[1]
Família: Línguas Otomangueanas
 Línguas Oto-Pamean
  Otomian
   Otomi
Estatuto oficial
Língua oficial de: No Mexico conforme General Law of Linguistic Rights of Indigenous Peoples (in Spanish).
Códigos de língua
ISO 639-1: --
ISO 639-2: oto
ISO 639-3: vários:
ote — Mezquital Otomi
otl — Tilapa Otomi
otm — Highland Otomi
otn — Tenango Otomi
otq — Querétaro Otomi
ots — Est. México Otomi
ott — Temoaya Otomi
otx — Texcatepec Otomi
otz — Ixtenco Otomi

Otomi, com pronúncia Espanhola Otomí é uma língua Oto-Mangueana, uma das línguas indígenas do México, falada por cerca de 240 mil pessoas do povo Otomi no Planalto Mexicano.

Dialetos[editar | editar código-fonte]

É uma língua falada em muitos dialetos que formam um “continuun” de variantes, alguns dos quais não são mutuamente inteligíveis. A palavra Hñähñu [hɲɑ̃hɲũ¹] foi proposta como um endônimo (como uma lingua é chamada pelos falantes), mas como esse representa um dos dialetos, essa denominação entrou em desuso. Os lingüistas classificaram os atuais dialetos em três grupos, conforme as areas:

Gramática[editar | editar código-fonte]

Como as demais línguas Oto-Mangueanas, Otomi é uma Língua tonal e a maioria das variantes distinguem três tons. Os substantivos são marcados somente pelo possessor, por prefixos ou proclíticos; o Plural é marcado pelo artigo definido e por sufixo no verbo. Alguns dialetos ainda mantem o histórico número Dual. Não há marcação de caso gramatical e a morfologia verbal é fusional.[2] Nas inflexões verbais os processos principais são mutação de consoantes, apócope, infixos, havendo muitos verbos irregulares. O sujeito de uma sentença apresenta referências cruzadas com muitos por muitos formativos fusionais, os quais marcam Tempo, Aspecto e Modo. Dependendo do dialeto e do investigador, esses formatives são relatados como sendo palavras completas, proclíticos ou prefixos. Os verbos são flexionados tanto para objeto direto ou dativo (indireto), mas não simultaneamente, por sufixos. Há também inclusividade (linguística). A sintaxe do Otomi tem alinhamento acusativo-nominativo e também alinhamento (em oposição ao alinhamento por objeto primário).[3]

Reconhecimento[editar | editar código-fonte]

Depois da conquista espanhola, o ‘’Otomi’’ começou a ser escrito com o Alfabeto latino por obra dos frades, principalmente Franciscanos, que passaram a ensinar os Otomi a escrever a língua usando a Alfabeto Latino. Essa lingual é o chamado “Otomi Clássico”. Muitos códices e gramáticas foram compostos nessa língua. Porém um estereótipo negativo dos Otomi promovido pelos Náuatles e perpetuado pelos Espanhóis resultaram numa queda na estatura da cultura Otomi, os quais começaram a abandonar sua língua, adotando o espanhol. Uma atitude maior a favor da língua Otomi começou a ocorrer em 2003 com o reconhecimento legal do Otomi como uma língua nacional do México junto com outras 62 línguas ameríndias.

Nome da língua[editar | editar código-fonte]

O nome Otomi vem do Náuhatle otomitl, que possivelmente deriva da palavra antiga totomitl "caçador de pássaros".[4] Não é um endônimo”, pois os Otomi se chamam a si próprios de Hñähñú, Hñähño, Hñotho, Hñähü, Hñätho, Yųhų, Yųhmų, Ñųhų, Ñǫthǫ ou Ñañhų dependendo do dialeto.[4] [5] Ver a ”lista de dialetos Otomi” para saber qual dialeto usa qual nome. A maioria desses nomes são compostos de morfemas para com significado "falar" e "bem".[6]

A palavra Otomi entrou no espanhol via Nahuatl e é usada para descrever um extensor grupo étnico Otomi e um “continuun” de dialetos. Do Espanhol, a palavra Otomi se impregnou na linguística e na literatura antropológica. Entre os linguístas, sugestões foram feitas no sentido de uma denominação acadêmica, Hñähñú, em lugar de Otomi. Essa palavra é o endônimo do dialeto Otomi do vale de Mezquital valley; Não há um endônimo comum dentre todos os dioaletos Otomi.[4] [5] [7]

Classificação[editar | editar código-fonte]

A lingua pertence ao ramo “Oto-Pemeano” das línguas “Oto-manguanas”. Entre as Oto-Pemeanas, o Otomi é uma lingua do Sub-grupo Otomiano que também a Masahua, Matlatzinca e “Ocuilteco/Tlahuica”.[8]

História[editar | editar código-fonte]

As línguas Oto-Pameanas podem ter se separado das outras línguas Oto-Mangueanas por volta de 3500 A.C. Dentro do ramo Otomiano, um Proto-Otomi parece ser se destacado das Proto-Mazahua por volta de 500 D.C. Aproximadamente . 500 AD. Around 1000 AD, Proto-Otomi began diversifying into the modern Otomi varieties.[9]

Proto-Otomi e pré colonial[editar | editar código-fonte]

Muito do território central do México foi habitado por falantes de línguas Oto-Pameanas, antes da chegada dos falantes de Nahuatle; além disso, a distribuição geográfica de estágios ancestrais das modernas línguas indígenas do México e suas associações com várias civilizações ainda permanecem indeterminadas. Foi proposto que que o Proto-Otomi-Mazahua era provavelmente uma das línguas faladas em Teotihuacan, o maior centro ceremonial Mesoamericano do período clássico, que teria ocorrido por volta dos anos 600 D.C.[10]

O povo Otomi da Era pré-colombiana não tinha um sistema de escrita próprio, mas a expressão ideográfica da Escrita asteca era usada pelos Otomi e pelos Náhuatle.[10] Os Otomi muitas vezes traduziam os nomes de locais ou governantes para sua língua em lugar de usar nomenclaturas Nahuatle. Por exemplo, o nome e Nahuatl para o local Tenochtitlān, "lugar do cactus Opuntia", foi modificado para *ʔmpôndo em proto-Otomi, com o mesmo significado. Nas variante do Otomi moderno o nome para México foi modificado para ʔmôndo (em Ixtenco Otomi) ou ʔmóndá (em Mezquital Otomi). Em alguns dialetos Otomi das terras alta, o país é chamado mbôndo. Apenas o Tilapa Otomi e o Acazulco Otomi preservam a pronúncia original.

Período colonial[editar | editar código-fonte]

Páguna do século XVI – Otomi - Codex Huichapan; 2 símbolos glifos.

Na época da Colonização espanhola, os ‘’Otomis’’ tinham uma distribuição geográfica muito maior do que tem hoje, com grandes áreas dos atuais estados de Jalisco e Michoacan.[11] Com o início do domínio espanhol, os Otomi experimentaram uma expansão geográfica, pois os espanhóis os usavam como guerreiros na expansão para conquista do norte do México. Durante e após a Guerra do Mixtón, na qual os guerreiros Otomi lutaram para os espanhóis, esses índios se estabeleceram um áreas de Querétaro (fundaram a cidade com esse nome) e de Guanajuato, as quais mais tarde vieram a ser habitadas por nômades Chichimecas.[12] Como os historiadores do período colonial como Bernardino de Sahagún usaram principalmente falantes de Nahua como fonte de informações para as histórias colonial, a imagem negativa que os Nahuas tinham dos Otomis se perpetuaram durante todo período colonial, o que fez com que esses gradualmente sua língua.[13]

"Otomi Clássico" é o termo usado para se referir ao Otomi falado nos primeiros séculos do domínio colonial. Nesse estágio histórico a lingual foi brindada com o alfabeto latino e documentada por frades Espanhóis que aprenderam a língua para fazer proselitismo religioso com os indígenas. Os textos em Otomi Clássico não são mui facilmente compreensíveis, pois os frades de idioma espanhol falhavam ao entender os diversos e muitos sons Otomi para vogais e consoantes.[6] Frades e Monges das ordens mendicantes, como os Franciscanos, escreveram gramáticas, sendo a mais antiga a do Frei Pedro de Cárceres' Arte de la lengua othomí [sic], escrita talvez por volta de 1580, mas publicada somente em 1907.[14] [15] Em 1605, Alonso de Urbano escrever um dicionário trilingual – Espanhol-Nahatel-Otomi, o qual também incluía notas gramáticas da língua Otomi. O gramático do Nahuatle, Horácio Carochi teria escrita também uma gramática Otomi, mas não há hoje cópias. Na segunda metade do século XVIII, um frade jesuíta anônimo escreveu uma gramática denominada Luces del Otomi. Na mesma época Neve y Molina escreveu um dicionário e uma gramática.[16]

Durante o período colonial, muitos Otomis foram ensinados a ler e a escrever na sua própria língua e, assim, existe uma significante quantidade de documentos escritos Otomis datando desse período, tanto obras seculares como religiosas, sendo os mais conhecidos os Códices de Huichapan e Jilotepec. O Codex Huichapan Codex reproduzido e traduzido por Ecker, Códice de Huichapan.

Com o fim do período colonial do México em 1813, os Otomis não mais foram reconhecidos como Grupo Indígena e sua língua perdeu o status de língua da Educação, assim se encerrando o perído do Otomi Clássico com língua literária.[6]

Moderno Otomi[editar | editar código-fonte]

áreas com maiores populaces falantes Otomi vão do oeste da Cidade do México, area de Toluca, norte de Hidalgo Central, noroeste das divisas entre os estados de Hidalgo, Puebla, Vera Cruz. As maiores concentrações estão no noroeste do Estado do México, sul de Querétaro, Hidalgo central e noroeste de Veracruz.
Áreas falantes Otomi no México. (As reais localizações de Acazulco e são mais ao sul do que indicado no mapa)

Otomi é descrita tradicionalmente como uma lingua isolada, embora seus muitos dialetos não são mutuamente inteligíveis. A classificação de línguas do SIL Internacional de Ethnologue considera Otomi como um termo que engloba nove línguas Otomi separadas, cada um com um próprio código ISO. Outros linguístas, porém, consideram Otomi como o melhor nome para um “continuum” de dialetos claramente diferenciados de sua mais próxima lingual, o Mazahua.[9] Assim será considerada a língua neste artigo.

Falantes por estado[editar | editar código-fonte]

Falantes de Otomi com mais de 5 anos de idade em dez estados do México (Censo de 2005)[1]
Região Qtde PercentagemPercentual em relação ao total da população falante de Otomi.
Distrito Federal 12.460 5.2%
Querétaro 18.933 8.0%
Hidalgo 95.057 39.7%
México (estado) 83.362 34.9%
Jalisco 1.089 0.5%
Guanajuato 721 0.32%
Puebla 7.253 3.0%
Michoacan 480 0.2%
Novo Leon 1.126 0.5%
Veracruz 16.822 7.0%
Resto do México 2.,537 1.20%
Total: 239.850 100%

A classificação dos dialetos em três grupos é conforme segue (conforme Lastra exceto no que se refere ao dialeto Amealco):

  • Grupo leste, que inclui todos dialetos falados a leste de Valle del Mezquital no centro do estado de Hidalgo mais duas vilas no Estado do México. Especificamente: os dialetos das Terras Altas (No Ethnologue – Otomi das Terras Altas, Otomi Texcatepec, Otomi Tenango); Otomi de Santa Ana Hueytlalpan, bem como três dialetos geograficamente distantes dos anteriores: dialetos de Tilapa e Acazulco no Estado do México; finalmente o dialeto de Ixtenco (Tlaxcala).
  • Grupo do Noroeste, que inclui os dialetos de Mezquital, Querétaro, Guanajuato.
  • Grupo Sudoeste, que inclui o chamado Dialeto do estado do México, o de Chapa de Mota, o de Jilotepec, o de Toluca e o de San Felipe los Alzatí, Michoacan. (em fato, todos os antes citados, exceto o de Alzati, são falados na metade norte do lobo oeste do Estado do México.)

O Ethnologue divide a lingua Otomi em nove grupos.[17]

Fonologia[editar | editar código-fonte]

Os fonemas do Otomi do Vale de Mezquital, o dialeto mais falado, estão apresentados nsas tabelas a seguir,[18] usando o que vem se tornando a ortografia para o dialeto. Em alguns casos, o símbolo ortográfico é acompanhado pelo símbolo IPA para o alofone primário. O uso da trema (“diaeresis” para indicar nasalização e uso do “underscore” para a transcrição do Otomi foram dispositivos usados por décadas e se tornaram mais comuns nos anos 90.

Consoantes[editar | editar código-fonte]

Bilabial Dental Alveolar Palatal Velar Glotal
Ejetiva oclusiva t' ts' ch' k'
Stop não aspirada p t ts ch k '
Stop glotalizada sonora 'b
Sonora Fricativa b [β] d [ð] z zy [ʒ] g [ɣ]
Surda Fricativa f [ɸ] th [θ] s x [ʃ] j [x] h
Plena Nasal m n ñ [ɲ]
Glotalizada Nasal 'm 'n
Suave Nasal hm hn
Vibrante r
Glotalizada Vibrante 'r
Lateral l
Semivogal u [w] y [j ]
Glotalizada Semivogal 'u 'y
Suave Semivogal hu hy

A ortografia para as fricativas sonoras usa as letras 'b, d, g' que representam as oclusivas sonoras conf. IPA. 'f, th, j' são oclusivas aspiradas não-sonoras em outros dialetos. Investigadores de alguns dialetos (Ex.:Andrews para o Mezquital[19] ) dá um status fonêmico às séries labio-velares /kʷ, gʷ, jʷ/, onde 'jʷ' se iguala a .

Vogais[editar | editar código-fonte]

As vogais do dialeto do Vale de Mezquital estão na seguinte Tabela:

Frontal Central Posterior
oral nasal oral nasal oral nasal
Fechada i [ĩ ]) u [ɨ] u [ũ])
Meio fechada e o [ɘ] [õ])
Quase aberta e [æ] ë ([æ̃]) a [ɔ]
Aberta a ã

Notas e referências

  1. a b INEGI, "Perfil sociodemográfico", p. 69.
  2. Wallis, "Mezquital Otomi Verb Fusion".
  3. For direct object alignment, see Palancar, "Datividad in Otomi", p. 183.
  4. a b c Lastra, Los Otomies, pp. 56–58.
  5. a b Wright Carr, "Precisiones sobre el término 'otomí'".
  6. a b c Hekking & Bakker, "The Case of Otomí", p. 436.
  7. Palancar, "Emergence of Active/Stative alignment in Otomi", p. 357.
  8. Lastra, Los Otomíes, pp. 32–36.
  9. a b Lastra, Los Otomíes, p. 33.
  10. a b Wright Carr, "Lengua, cultura e historia".
  11. Lastra, Los Otomíes, p. 26.
  12. Lastra, Los Otomíes, p. 132.
  13. Lastra, "Otomí language shift", pp. 143–146
  14. Lope Blanch, Cuestiones, p. 57.
  15. Lastra, Los Otomíes, pp. 37–41.
  16. Neve y Molina, Reglas de Orthographia.
  17. Gordon, "Language Family Trees: Otomian".
  18. Hernández Cruzet al., Diccionario, p. xviii.
  19. Andrews, "Phonemes and Morphophonemes".

Referências[editar | editar código-fonte]

Andrews, Henrietta. (outubro 1949). "Phonemes and Morphophonemes of Temoayan Otomi". "International Journal of American Linguistics" 15 (4): 213–222. DOI:10.1086/464047. JSTOR.
Bartholomew, Doris (outubro 1960). "Some revisions of Proto-Otomi consonants". International Journal of American Linguistics 26 (4): 317–329. DOI:10.1086/465017. JSTOR.
Bartholomew, Doris. (julho 1995). "Difrasismo en la narración otomi". International Journal of American Linguistics 34 (3): 449–464. Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM. DOI:10.1086/465017. JSTOR.
Bernard, H Russell. (dezembro 1966). "Otomi Tones". Anthropological Linguistics 8 (9): 15–19. JSTOR.
Bernard, H. Russell. (julho 1967). "The Vowels of Mezquital Otomi". International Journal of American Linguistics 33 (3): 247–48. DOI:10.1086/464969. JSTOR.
Bernard, H. Russell. (janeiro 1970). "More on Nasalized Vowels and Morphophonemics in Mezquital Otomi: A Rejoinder to Bartholomew". International Journal of American Linguistics 36 (1): 60–63. DOI:10.1086/465093. JSTOR.
Bernard, H. Russell. (abril 1974). "Otomi Tones in Discourse". International Journal of American Linguistics 40 (2): 141–150. DOI:10.1086/465300. JSTOR.
Bernard, H. Russell. (abril 1980). "Orthography for Whom?". International Journal of American Linguistics 46 (2): 133–136. DOI:10.1086/465642. JSTOR.
Blight, Richard C.; and Eunice V. Pike. (janeiro 1976). "The Phonology of Tenango Otomi". International Journal of American Linguistics 42 (1): 51–57. DOI:10.1086/465386. JSTOR.
Campbell, Lyle. American Indian Languages: The Historical Linguistics of Native America. OUP pbk ed. Oxford: Oxford University Press, 2000. ISBN 0-19-509427-1
Título não preenchido, favor adicionar.
Ecker, Lawrence (trans.). Códice de Huichapan: paleografía y traducción. México, D.F.: Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, 2001. ISBN 968-36-9005-X (em espanhol)
In: Gordon, Raymond G., Jr.. Ethnologue: Languages of the World. 15th ed. Dallas, TX: SIL International, 2005. ISBN 1-55671-159-X Página visitada em 2006-12-06.
Garibay, Ángel María. Historia de la literature náhuatl. Primera parte: Etapa autonoma: de c. 1430 a 1521. 2nd ed. Mexico: Hnos. Porrúa, 1971. 231–273 pp.
Hekking, Ewald. In: Yaron Matras and Jeanette Sakel (eds.). Grammatical Borrowing in Cross-Linguistic Perspective. Berlin: Mouton de Gruyter, 2007. 435–464 pp. ISBN 978-3-11-019628-3
Hernández Cruz, Luis. Diccionario del hñähñu (otomí) del Valle del Mezquital, estado de Hidalgo. Tlalpan, D.F.: Instituto Lingüístico de Verano, 2004. ISBN 968-31-0313-8 (em espanhol)
Hess, H. Harwood. The Syntactic Structure of Mezquital Otomi. The Hague: Mouton, 1968. OCLC 438991
INEGI [Instituto Nacional de Estadística y Geografia]. Perfil sociodemográfico de la población que habla lengua indígena. [S.l.]: INEGI, 2009. Página visitada em 2009-08-17.(em espanhol)
Lastra, Yolanda. El Otomí de Toluca. México, D.F.: Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, 1992. ISBN 968-36-2260-7 (em espanhol)
Lastra, Yolanda. (1996). "Verbal Morphology of Ixtenco Otomi" (PDF). Amérindia 21: 93–100. ISSN 0221-8852. (PDF has a different pagination from the original publication)
Lastra, Yolanda. El Otomí de Ixtenco. México, D.F.: Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, 1997. ISBN 968-36-6000-2 (em espanhol)
Lastra, Yolanda. Ixtenco Otomí. München: LINCOM Europa, 1998a. ISBN 3-929075-15-6
Lastra, Yolanda. The Life of Language: Papers in Linguistics in Honor of William Bright. Berlin: Mouton de Gruyter, 1998b. 59–101 pp. ISBN 3-11-015633-4
Lastra, Yolanda. In: Joshua Fishman. Can threatened languages be saved? Reversing Language Shift, Revisited: A 21st Century Perspective. [S.l.]: Multilingual Matters, 2000. ISBN 1-85359-492-X
Lastra, Yolanda. Unidad y diversidad de la lengua. Relatos otomíes. [S.l.]: Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, 2001. ISBN 968-36-9509-4(em espanhol)
Lastra, Yolanda. Los Otomies – Su lengua y su historia. [S.l.]: Instituto de Investigaciones Antropológicas, UNAM, 2006. ISBN 978-970-32-3388-0(em espanhol)
Leon, Frances. (1949). "Two views of Otomi prosody". International Journal of American Linguistics 15 (2): 100–105. DOI:10.1086/464028. JSTOR.
Lope Blanch, Juan M.. (2004). "Cuestiones de filología mexicana". México, D.F.: Instituto de Investigaciones Filológicas, UNAM. (em espanhol)
Neve y Molina, L.D. Luis de. In: Erik Boot (ed.). Reglas de Orthographia, Diccionario, y Arte del Idioma Othomi. [S.l.]: Foundation for the Advancement of Mesoamerican Studies, 2005. Página visitada em 2006-11-25. (em espanhol)
Newman, Stanley. (1950a). "Central Otomian I:Proto-Otomian reconstructions". International Journal of American Linguistics 16 (1): 1–19. DOI:10.1086/464056. JSTOR.
Newman, Stanley. (1950b). "Central Otomian II:Primitive central otomian reconstructions". International Journal of American Linguistics 16 (2): 73–81. DOI:10.1086/464067. {JSTOR.
Palancar, Enrique L.. (2006). "Property in Otomi: a language with no adjectives". International Journal of American Linguistics 72 (3): 325–66. DOI:10.1086/509489.
Palancar, Enrique L.. (2004). "Datividad in Otomi". Estudios de cultura otopame 4: 171–196.
Palancar, Enrique L.. In: Mark Donohue & Søren Wichmann (eds.). The Typology of Semantic Alignment. New York: Oxford University Press, 2008. ISBN 0-19-923838-3
Pellicer, Dora; Bábara Cifuentes, and Carmen Herrera. In: Margarita G. Hidalgo (ed.). Mexican Indigenous Languages at the Dawn of the Twenty-first Century. Berlin: Mouton de Gruyter, 2006. 127–168 pp. ISBN 978-3-11-018597-3
Sinclair, Donald. (1948). "Tonemes of Mesquital Otomi". International Journal of American Linguistics 14 (1): 91–98. DOI:10.1086/463988. JSTOR.
Smith-Stark, Thomas (2005). "Phonological Description in New Spain" in Second International Conference on Missionary Linguistics, São Paulo, 10–13 March 2004. Otto Zwartjes and Maria Cristina Salles Altman (eds.) Missionary Lingustics II = Lingüística misionera II: Orthography and Phonology: 3–64, Amsterdam: John Benjamins Publishing. 
Soustelle, Jacques. La familia Otomí-Pame del México central. Translation of: "La famille Otomí-Pame du Mexique central", doctoral thesis ed. México, D.F.: Centro de Estudios Mexicanos y Centroamericanos, Fondo de Cultura Económica, 1993. ISBN 968-16-4116-7 (em espanhol)
Suárez, Jorge A.. The Mesoamerian Indian Languages. Cambridge: Cambridge University Press, 1983. ISBN 0-521-22834-4
Voigtlander, Katherine; and Artemisa Echegoyen. Luces Contemporaneas del Otomi: Grámatica del Otomi de la Sierra. Mexico, D.F.: Instituto Lingüístico de Verano, 1985. ISBN 968-31-0045-7 (em espanhol)
Wallis, Ethel E.. (1964). "Mezquital Otomi Verb Fusion". Language 40 (1): 75–82. Language, Vol. 40, No. 1. DOI:10.2307/411926. JSTOR.
Wright Carr, David Charles. (2005a). "Precisiones sobre el término "otomí"" (PDF). Arqueología mexicana 13 (73): 19. (em espanhol)
Wright Carr, David Charles. (2005b). "Lengua, cultura e historia de los otomíes". Arqueología mexicana 13 (73): 26–29. (em espanhol)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]