Lúcifer

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Lúcifer (em hebraico, heilel ben-shachar, הילל בן שחר; em grego na Septuaginta, heosphoros) é uma palavra do Latim (lucem ferre) que quer dizer "portador de luz", representa a estrela da manhã (a estrela matutina), a estrela D'Alva, o planeta Vênus,[1] . Nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, que significa simplesmente adversário). Atualmente discute-se a probabilidade de Lúcifer ter sido um Rei Assírio da Babilônia[2] .

Significado origem[editar | editar código-fonte]

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O substantivo Lúcifer ocorre seis vezes na Vulgata, versão latina da Bíblia, e uma vez em algumas Traduções da Bíblia em língua portuguesa. Lúcifer se refere literalmente à "Estrela da Manhã" ou "Estrela D'Alva",[1] à "luz da manhã",[1] [3] aos "signos do zodíaco",[1] [4] e à "aurora" [1] [5] ou, metaforicamente, ao "rei da Babilônia",[1] [6] ao sumo sacerdote Simão, filho de Onias,[1] [7] à Glória de Deus,[1] [8] ou a Jesus Cristo.[1] [9] [10] Jesus Cristo, no livro de apocalipse (22:16) se auto denomina "resplandescente estrela da manhã", o que é diferenciado quando o termo é usado separadamente "estrela da manhã" como "poder" sobre "nações". (Apocalipse 2:28 e 26) (Isaías 14:12)

Por exemplo, Tradução Brasileira da Bíblia:

E temos, mui firme, a palavra dos profetas, à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma luz que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça, e a estrela da alva apareça em vossos corações.
 
2 Pedro 1:19 Tradução Almeida Fiel,

Este mesmo trecho em latim, na Vulgata é:

et habemus firmiorem propheticum sermonem cui bene facitis adtendentes quasi lucernae lucenti in caliginoso loco donec dies inlucescat et lucifer oriatur in cordibus vestris
 
2 Pedro 1:19[11] ,

É por esta razão que é possível encontrar pessoas com nome "Lúcifer" entre os primeiros cristãos, sendo o exemplo mais famoso São Lúcifer, bispo de Sardenha, onde existe a única igreja à São Lúcifer conhecida[12] .

O rei da Babilônia[editar | editar código-fonte]

Na tradução de Figueiredo verte Isaías 14:12: "Como caíste do céu, ó Lúcifer, tu que ao ponto do dia parecias tão brilhante?"

Lúcifer (do latim Lux fero, portador da Luz, em hebraico, heilel ben-shahar, הילל בן שחר; em grego na Septuaginta, heosphoros) significa o que leva a luz', representando a portador de luz, o planeta Vênus, que é visível antes do alvorecer.Provém duma raiz que significa "brilhar" (Jó 29:3), e aplicava-se a uma metáfora aplicada aos excessos de um "rei de Babilônia", não a uma entidade em si, como afirma o pesquisador iconográfico Luther Link,[13] "Isaías não estava falando do Diabo.Usando imagens possivelmente retiradas de um antigo mito cananeu, Isaías referia-se aos excessos de um ambicioso rei babilônico"

A expressão hebraica (heilel ben-shahar) é traduzida como "o que brilha", nas versões NM, MC, So. A tradução "Lúcifer" (portador de luz), (Fi, BMD) deriva da Vulgata latina de São Jerónimo e isso explica a ocorrência desse termo em diversas versões da Bíblia.

Mas alguns argumentam que Lúcifer seja Satanás e por isso, também foi o nome dado ao anjo caído, da ordem dos Querubins (Ez 28.14). Assim, muitos nos dias de hoje, numa nova interpretação da palavra, o chamam de Diabo (caluniador, acusador), ou Satã (cuja origem é o hebraico Shai'tan, Adversário

Judaísmo[editar | editar código-fonte]

A religião judaica não possui um ser todo malévolo, que combata contra o Criador. Por outro lado, o nome hilel ben shachar (הילל בן שחר, filho d´alva), achado no livro do Profeta Isaías, a quem muitos atribuem ao Diabo, no contexto judaico relevo nenhum tem, pois se trata de uma referência a al-rei de Babilônia Nabucodonosor, que era daquela alcunha chamado. Atribui-se ao erro de interpretação, segundo a visão hebraica, a leitura da frase fora do contexto geral, pelo qual o profeta fazia uma exortação direta ao monarca.[14] [15] [16]

Conceito da Igreja Católica[editar | editar código-fonte]

De acordo com São Jerônimo, Lúcifer era o nome do principal anjo caído, e seu nome em hebraico, helel, é derivado do verbo lamentar, pois ele lamenta a sua queda e a perda do seu brilho.[1] Esta visão prevaleceu entre os Padres da Igreja, de forma que Lúcifer não fosse o nome próprio do diabo, mas apenas o seu estado anterior à queda.[1]

"A queda de Lúcifer", ilustração de Gustave Doré para o livro O Paraíso Perdido de John Milton.

A visão teosófica[editar | editar código-fonte]

Corroborando outras opiniões, o Glossário Teosófico de Helena Blavatsky diz que Lúcifer é a Estrela da Manhã, o planeta Vênus, e literalmente a palavra significa O Portador da Luz. Rejeita a atribuição a Lúcifer dos defeitos do orgulho e da arrogância que o cristianismo lhe imputou, nem diz que ele é a origem do mal e tampouco o identifica com o diabo e similares, que considera produtos apenas da imaginação humana sem existência autônoma real. Blavatsky faz notar, como já foi dito acima, que o próprio Cristo, no Apocalipse (cap. XXII, 16) chama a si mesmo de "Estrela da Manhã".

Outras opiniões[editar | editar código-fonte]

São Jerônimo, ao traduzir a Vulgata no século 4 DC, atribuiu Lúcifer ao anjo caído, a serpente tentadora das religiões antigas, embora antes dele esta interpretação não existisse. Oficialmente a Igreja não atribui a Lúcifer o papel de Diabo, mas apenas o estado de "caído" (Petavius, De Angelis, III, iii, 4)[17] .

Por exemplo, a enciclopédia Estudo Perspicaz das Escrituras, vol.1, pág, 379, explica que "o termo "brilhante", ou "Lúcifer", é encontrado na "expressão proverbial contra o rei de Babilônia" que Isaías mandou profeticamente que os israelitas proferissem. De modo que faz parte duma expressão dirigida à dinastia babilônica.

Lúcifer na Mídia[editar | editar código-fonte]

  • Na Animação Cinderela da Disney, Lúcifer é o nome do gato da Madrasta[18]
  • No mangá Beelzebub Lucifer é o maior rei entre os demônios

Referências

  1. a b c d e f g h i j k Catholic Encyclopedia, Lucifer
  2. Donald Alexander Mackenzie, Myths of Babylonia and Assyria (1915), Chapter XIV, Ashur the National God of Assyria, texto disponível no site www.sacred-texts.com
  3. Jó 28:32
  4. Jó 38:32
  5. Salmos 109:3
  6. Isaías 14:12
  7. Eclesiástico 1:6
  8. Apocalipse 2:28
  9. II Pedro 1:19
  10. Apocalipse 22:16
  11. 2 Pedro 1:19 (em latim). Biblos.org. Página visitada em 08/09/2011.
  12. Wikisource-logo.svg "Lucifer of Cagliari" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  13. (LINK, Luther.O Diabo: máscara sem rosto. São Paulo: Companhia das Letras, 1998)
  14. Drane, John. Enciclopédia da Bíblia. São Paulo: Loyola, 2009. p. 285.
  15. Nabucodonosor. Página visitada em 27.jun.2012.
  16. Russel, Jeffrey Burton. Lucifer: the devil in the middle ages. Nova Iorque: CUP, 1984. p. 192-193.
  17. Wikisource-logo.svg "Lucifer" na edição de 1913 da Catholic Encyclopedia (em inglês)., uma publicação agora em domínio público.
  18. Cine Players. Cinderela (1950). Página visitada em 22 de setembro de 2010.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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