Lúcio Élio

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Lúcio Élio
César do Império Romano
Portrait Lucius Aelius Louvre Ma1167.jpg
Busto de Lúcio Élio.
Governo
Dinastia Nerva-antonina
Vida
Nome completo Lucius Ceionius Commodus Verus(até a adoção)
Lucius Aelius Verus Caesar (herdeiro de Adriano)
Nascimento ca. 13 de Janeiro de 101
Morte 1 de janeiro de 138 (36 anos)
Esposas Avídia Pláucia
Pai Lúcio Ceiônio Cômodo Vero (nasc.)
Adriano (adotivo)
Mãe Élia/Fundânia Pláucia

Lúcio Élio (em latim: Lucius Ceionius Commodus e, posteriormente, Lucius Aelius Caesar) era o filho adotivo e herdeiro do imperador romano Adriano, mas jamais chegou a assumir o trono. Ele é frequentemente chamado, incorretamente, de Lúcio Élio Vero, mas este nome não é citado em lugar algum exceto na Historia Augusta e provavelmente decorre de um erro no manuscrito.

História[editar | editar código-fonte]

Lúcio era da gens Ceiônia. Seu pai, Lúcio Ceiônio Cômodo (o autor da "Historia Augusta" adiciona ainda o cognomen Vero) foi cônsul em 106 e seu avô paterno, que tinha o mesmo nome, foi também em 78. Seus ancestrais paternos eram da Etrúria e tinham status consular. Sua mãe era uma romana chamada Élia ou Fundânia Pláucia. A Historia Augusta afirma que o pai dela era cônsul e a família também tinha status consular.

Antes de 130, Lúcio Élio se casou com Avídia Pláucia, uma influente nobre romana que era filha do senador Caio Avídio Nigrino. Ela deu-lhe dois filhos e duas filhas:

  • Lúcio Ceiônio Cômodo, mais conhecido como Lúcio Vero. Co-imperador com Marco Aurélio de 161 até sua morte em 169. Ele se casou com Lucila, a segunda filha de Marco Aurélio com Faustina Menor.
  • Caio Avídio Ceiônio Cômodo - conhecido apenas por uma inscrição encontrada em Roma.
  • Ceiônia Fábia, que foi noiva de Marco Aurélio em 136. Dois anos depois, quando ele foi adotado por Antonino Pio, o contrato foi desfeito e Aurélio foi prometido à filha de seu pai adotivo, Faustina, com quem ele acabou se casando.
  • Ceiônia Pláucia

Élio foi adotado quando Adriano já estava velho e doente, em 136, e nomeado seu sucessor ao trono, mesmo sem ter nenhuma experiência militar. Ele era bem relacionado e já havia servido como senador, mas não estava bem de saúde. Ele vivia de forma luxuosa e levava uma vida extravagante. Diz-se que seus livros de cabeceira eram as poesias eróticas de Ovídio e "um livro sobre Apício" (provavelmente "Sobre a Luxúria de Apício" de Apião) e que ele teria inventado pessoalmente o extravagante prato chamado tetrapharmacum[1]

O próprio Élio jamais seria imperador, morrendo pouco antes de Adriano. Depois da moerte dele, Adriano adotou Antonino Pio com a condição de que este adotasse na sequência o jovem Lúcio Ceiônio Cômodo, filho de Lúcio Élio, e também seu sobrinho-neto Marco Aurélio. Os dois foram posteriormente co-imperadores até a morte de Lúcio Vero em 169.

Influência[editar | editar código-fonte]

Lúcio Élio é um dos principais personagens da obra Memórias de Adriano, de Marguerite Yourcenar.


Referências

  1. "Historia Augusta", Vida de Élio Vero 5.9.
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