Lúcio Aurélio Cota (cônsul 65 a.C.)

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Lúcio Aurélio Cota (em latim clássico: Lucius Aurelius Cotta) foi um cônsul romano, tio materno do ditador Júlio César, pertencente à família nobre dos Aurelii Cotta, irmão dos cônsules Caio Aurélio Cota, e Marco Aurélio Cota.

Como pretor eleito em 70 a.C., Cota impulsionou uma lei (lex Aurelia iudiciaria) que reformava as listas de jurados. Através desta lei, estes não se formariam exclusivamente por senadores como estipulara Lúcio Cornélio Sula, mas estariam formados por senadores, equites e tribuni aerarii. Um terço dos jurados seriam senadores, e dois terços homens procedentes do ordo equester, a metade dos quais tinham de ser tribuni aerarii.

Públio Cornélio Sula e Públio Autrônio Peto foram eleitos para o consulado, para o ano 65 a.C..[1] Cota e Lúcio Mânlio Torquato acusaram-nos de suborno eleitoral, Sula e Peto foram condenados e Cota e Torquato ocuparam os seus postos. Ao começar o seu consulado, Públio Autrônio Peto participou na primeira conjuração de Catilina para matar os cônsules e a maioria dos senadores, conspiração que foi descoberta e frustrada.

Um ano depois, 64 a.C., foi eleito censor, mas junto ao seu colega abdicou do cargo por causa da manipulação dos tribunos da plebe.

Em 63 a.C., após a repressão da Conspiração de Lúcio Sérgio Catilina, Cota propôs frente da plebe que fosse legislado um dia de ação de graças (supplicatio) para Marco Túlio Cícero pelos serviços prestados, e quando o orador partiu para o exílio, apoiou no Senado a moção pelo regresso do orador, deixando a lei de Clódio sem validez.

Posteriormente Lúcio uniu-se a Caio Júlio César, cuja mãe Aurélia era parente e, esperando que este recebesse o título de rei de Roma, escreveu nos seus livros que o Império Parto apenas poderia ser derrotado por um rei, pois nesse então era quindecemviro. As intenções de Cota não se puderam realizar devido ao assassinato de Júlio César e, à sua morte, retirou-se da vida pública.

Referências

  1. George Crabb, Universal Historical Dictionary: Or Explanation of the Names of Persons and Places in the Departments of Biblical, Political and Eccles. History, Mythology, Heraldry, Biography, Bibliography, Geography, and Numismatics, Volume 2 (1833), History of Rome [google books]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Ascônio, in Cornel. págs. 64, 67, 78, & c.
  • Cícero, In Pisonem 16, in Verrem livro ii. 71, in P. Clode. 7, De Lege Agraria contra Rullum livro ii. 17, In Catilinam livro iii. 8, Philippicae livro ii. 6, pro Dom. 26, 32, pro Séstio 34, Epistulae ad Atticum livro xii. 21, de Legibus livro iii 19, Epistulae ad Familiares livro xii. 2
  • Suetônio, César 79
  • Tito Lívio, Epítome 97
  • Veleio Patérculo, História Romana livro ii. 32
  • Cornélio Nepote, De viris illustribus Ático
  • Plutarco, Vidas Paralelas Cícero 27 Comp. Orelli
Precedido por:
Mânio Emílio Lépido e Lúcio Volcácio Tulo
Cônsul da República Romana
65 a.C. junto a Lúcio Mânlio Torquato
Sucedido por:
Lúcio Júlio César e Caio Márcio Fígulo