Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino

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Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino (em latim Lucius Calpurnius L.f L.n Piso Caesoninus[1] ) foi um político e militar romano do século I a.C.,[carece de fontes?] cônsul em 58 a.C. com Aulo Gabínio,[1] foi censor e celebrou um trinfo sobre os trácios.[2] Foi sogro de Caio Júlio César. Ele viveu oitenta anos.[2] Era neto de Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino, que foi cônsul em 112 a.C.[3]

Família[editar | editar código-fonte]

Segundo Cicero, em um violento discurso contra Pisão, seu pai, Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino, casou-se com uma mulher gaulesa, natural de Placência, que não era uma cidade romana; seu avô materno era um mercador ínsubre.[4]

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

Ao começo do Primeiro Triunvirato, César tentara atrair a Cícero, mesmo oferecendo-lhe o posto de legado, mas ao ver-se recusado, decidiu desfazer-se de ele por meio do tribuno Públio Clódio Pulcro, que era o seu inimigo mortal. Em efeito, Clódio apresentou em 58 a.C. a Lex de capite civis, dirigida contra todo magistrado que mandara executar cidadãos romanos sem juízo. Esta lei afetava Cícero, pela morte de Catilina, e teve de se exilar e ver os seus bens confiscados.

A atividade política[editar | editar código-fonte]

Os dois cônsules do 58 a.C., Pisão e Aulo Gabínio, emprestaram o seu apoio a Clódio e viram-se recompensados ao deixarem o cargo, com os governos das províncias da Macedônia e Cilícia, respectivamente. Pisão governou de 57 a.C. até 55 a.C.

Em 55 a.C. voltou para Roma como consequência de um virulento ataque de Cícero (que voltara em 57 a.C.). Ambos mantiveram um violento confronto, que terminou com um panfleto escrito por Pisão. Cícero não se atreveu a levar a juízo o sogro César.

Quando estourou a Segunda Guerra Civil, Pisão ofereceu-se como mediador e procurou manter-se neutral. Depois da morte de César, insistiu em que se levassem a cabo as suas disposições de maneira estrita. Por um tempo opôs-se a Marco Antônio, mas logo foi um dos seus partidários e fez parte de uma embaixada que tentou a reconciliação com Otaviano.

É-lhe atribuída a máxima "Fiat justitia, ruat coellum" (Seja feita justiça, embora se afunda o céu).

Filhos[editar | editar código-fonte]

Ele foi o pai de Lúcio Calpúrnio Pisão Cesonino, que foi pontífice máximo (pontifex maximus).[2]

Em 59 a.C.,[Nota 1] sua filha, Calpúrnia Pisão, casou-se com Júlio César, que fez Pisão tornar-se cônsul no ano seguinte; segundo Cícero, isto era intolerável, por ter o poder supremo ser prostituído por alianças matrimoniais, e porque homens estavam se ajudando no poder e com os exércitos por causa de mulheres.[5] Antes desde casamento, César havia desfeito o noivado de sua filha Júlia com Servílio Cepião [Nota 2] para que ela ficasse noiva de Pompeio, enquanto que Servílio Cepião ficaria noivo da filha de Pompeio, que estava noiva de Fausto, filho de Sula.[6]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Historia universal siglo XXI.La formación del imperio romano.ISBN 84-323-0168-X

Notas e referências

Notas

  1. Conforme o texto, Pisão foi cônsul no ano seguinte ao casamento.
  2. Houve vários romanos com este nome. Alguns historiadores especulam que este seria Quinto Servílio Cepião Bruto, nome de Bruto quando ele foi adotado pelo questor Quinto Servílio Cepião.

Referências

  1. a b Fasti Capitolini [em linha]
  2. a b c Tácito, Anais, Livro VI, 10 [em linha]
  3. William Smith, Dictionary of Greek and Roman Biography and Mythology, 5. L. Calpurnius L.f. L.n. Piso Caesoninus
  4. Cícero, In Pisonem, fr.11 [em linha]
  5. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de César 14.8 [em linha]
  6. Plutarco, Vidas Paralelas, Vida de César 14.7