Lúcio Papírio Cursor

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Lúcio Papírio, numa representação gráfica de As Crônicas de Nuremberg.

Lúcio Papírio Cursor (em latim Lucius Papirius Sp.f. L.n. Cursor[1] ) foi um político e general romano que ocupou cinco vezes o consulado e duas vezes a ditadura.

Em 325 a.C. foi designado ditador para tomar o comando na Segunda Guerra Samnita. Durante o seu mandato teve um confronto com Quinto Fábio Máximo Ruliano, o seu mestre da cavalaria (magister equitum), que se enfrentara ao inimigo numa ação contrária às ordens de Cursor. Este condenou-o à morte, e somente graças à intercessão do seu pai, do Senado e do povo, perdoou-o.

Celebrou triunfo sobre os samnitas, como ditador, em 5 de março de 324/323 a.C..[2]

Ocupou o consulado pela segunda vez em 320 a.C., com Quinto Publílio Filão, que estava ocupando pela terceira vez.[1] No mesmo ano, foi um dos ditadores.[1] No ano seguinte, foi cônsul com Quinto Áulio Cerretano, cônsul pela segunda vez.[1] Em 21 de agosto de 319/318 a.C., celebrou triunfo, pela segunda vez, sobre os samnitas.[2]

Foi cônsul pela quarta vez em 315 a.C., junto de Quinto Publílio Filão, este também pela quarta vez.[1] Foi cônsul pela quinta vez em 313 a.C., com Caio Júnio Bubulco Bruto, este pela segunda vez.[1]

O seu cognome, Cursor, significa "O Corredor", e veio de ser capaz de andar mais de 50 milhas em formação de combate e exigir o mesmo aos seus soldados. A tradição histórica afirma que, quando uns veteranos de cavalaria lhe solicitaram uma série de privilégios, ele apenas deu um:

Cquote1.svg Para que não digais que não vos desculpo de nada, desculpo-vos de esfregar o lombo do vossos cavalos quando desmonteis Cquote2.svg
Lúcio Papírio citado por Tito Lívio[3]

Apesar da sua dureza com os soldados, mais adiante conseguiu a sua fidelidade mediante um tratamento um pouco mais suave e as promessas de pilhagem. Lutaram com entusiasmo e conseguiram uma vitória total.

Após a batalha das Forcas Caudinas, Cursor conseguiu que Roma se recuperasse em parte do desastre, conseguindo que Lucéria (que se revelara) se rendesse. Liberou os romanos cativos da cidade, e recuperou os estandartes perdidos na batalha e fez a 7.000 inimigos passar sob o jugo.

Em 309, ano em que não houve cônsules romanos,[1] quando os Samnitas voltaram a rebelar-se,[carece de fontes?] Cursor foi designado ditador por segunda vez,[1] e conseguiu uma vitória decisiva em Longula,[carece de fontes?] após a qual lhe foi outorgada a celebração do seu terceiro triunfo.[2]

Seu filho, do mesmo nome, foi também cônsul romano em 293 a.C. e 272 a.C.,[1] celebrou triunfo sobre os samnitas em 293/292 a.C. [2] e sobre os tarentinos, lucani, samnitas e bruti em 272/271 a.C.[2] e completou a conquista do Sâmnio em 272 a.C.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por:
Espúrio Postúmio Albo e Tito Vetúrio Calvino
Cônsul da República Romana com Caio Petélio Libão
333 a.C.
Sucedido por:
Cneu Domício Calvino e Aulo Cornélio Cosso Arvina
Precedido por:
Lúcio Cornélio Lêntulo e Quinto Publílio Filão
Cônsul da República Romana com Caio Petélio Libão
326 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Fúrio Camilo e Décimo Júnio Bruto Esceva
Precedido por:
Tito Vetúrio Calvino e Espúrio Postúmio Albo
Cônsul da República Romana com Quinto Publílio Filão
320 a.C.
Sucedido por:
Lúcio Papírio Cursor e Quinto Áulio Cerretano
Precedido por:
Lúcio Papírio Cursor e Quinto Publílio Filão
Cônsul da República Romana com Quinto Áulio Cerretano
319 a.C.
Sucedido por:
Marco Fólio Flaccina e Lúcio Pláucio Veno
Precedido por:
Espúrio Náucio Rutilo e Marco Popílio Lanas
Cônsul da República Romana com Quinto Publílio Filão
315 a.C.
Sucedido por:
Marco Petélio Libão e Caio Sulpício Longo
Precedido por:
Marco Petélio Libão e Caio Sulpício Longo
Cônsul da República Romana com Caio Júnio Bubulco Bruto
313 a.C.
Sucedido por:
Marco Valério Máximo e Públio Décio Mus