LZ 127 Graf Zeppelin

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LZ 127 Graf Zeppelin
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LZ 127 Graf Zeppelin em 1930.
Descrição
Tipo Dirigível de passageiros
Fabricante Luftschiffbau-Zeppelin GmbH
Primeiro voo 18 de setembro de 1928

O Graf Zeppelin (LZ 127) foi um dirigível fabricado pela empresa Luftschiffbau-Zeppelin GmbH, na Alemanha.

História[editar | editar código-fonte]

LZ 127 Graf Zeppelin.

O primeiro vôo aconteceu em 1928, ligando Frankfurt a Nova York, e durou 112 horas.

Em 29 de agosto de 1929, comandado por Hugo Eckener, completou o primeiro vôo em redor do mundo ao aterrissar em Lakehurst, Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Essa epopéia ao redor do mundo durou 21 dias, iniciada em 8 de agosto, durante os quais percorreu 34.600 km. Saiu da Estação Aeronaval de Lakehurst , estado de Nova Jersey, nos EUA, atravessando o Oceano Atlântico e fazendo sua primeira escala em Friedrichshafen, na Alemanha, depois cruzou a Europa, sobrevoou os Montes Urais e atravessou a Sibéria até alcançar Tokio, onde fez escala. Posteriormente cruzou o Oceano Pacífico rumo ao Estados Unidos e, em 26 de agosto, depois de 79 horas e 22 minutos de navegação, aterrissou em Los Angeles, Califórnia. Finalmente, em 29 de agosto, retornou a Estação Aeronaval de Lakehurst, seu ponto de partida.[1]

Apesar desse primeiro vôo (partida e chegada) ter sido nos Estados Unidos, todos os outros, fizeram rota periódicamente no Brasil, a ponto de na década de 1930 o Graf Zeppelin chegar a ser parte integrante da paisagem carioca.

No Brasil[editar | editar código-fonte]

Graf Zeppelin sobrevoando a Baía de Guanabara, 25 de maio de 1930

Em seu vôo inaugural, o "Graf Zeppelin" chegou ao Recife, atracando no Campo do Jiquiá em 22 de maio de 1930. Em terra, mais de 15.000 pessoas foram assistir ao evento. Para recepcionar a aeronave, passageiros e tripulantes, ao local estiveram presentes o próprio governador do estado de Pernambuco, Estácio Coimbra e o sociólogo Gilberto Freyre. No comando da aeronave estava o Professor Hugo Eckener. O primeiro brasileiro a fazer este percurso, da Europa para o Brasil, foi o engenheiro Vicente Licínio Cardoso. Era a primeira viagem de uma longa carreira de vôos, tão regulares que, à época, se afirmava que era possível acertar o relógio por eles. Nas viagens ao Brasil, somente na cidade do Recife e do Rio de Janeiro, o LZ-127 fazia paradas, reabastecimento e embarque e desembarque de passageiros e cargas.

O LZ 127 Graf Zeppelin, no período que viajou ao Brasil, sobrevoou vários estados e cidades, como em 1º de julho de 1934, quando passou pela cidade de Joinville, no estado de Santa Catarina, na época com pouco mais de 40 mil habitantes, e foi sobrevoada uma segunda vez em 1936, só que pelo LZ-129 Hindenburg.

Ele foi uma única vez para Buenos Aires, no final de junho de 1934. Nesta viagem experimental, sobrevoou por cidades como Porto Alegre, Pelotas e Paranaguá.

Foi na cidade do Rio de Janeiro, então Capital Federal, que a companhia alemã Luftschiffbau Zeppelin GmbH construiu um dos três hangares exclusivos da linha, sendo dois na Alemanha e um terceiro no Brasil, esse inteiramente subsidiado pelo governo brasileiro. Projetado e montado com peças vindas diretamente da Alemanha, ele foi utilizado apenas nove vezes - quatro pelo LZ-127 Graff Zeppelin e cinco pelo famoso LZ-129 Hindenburg, e que explodiu em 1937, nos Estados Unidos.

Especificações[editar | editar código-fonte]

Imagens do Graf Zappelin sobrevoando a Holanda em 1929.

Tinha 213 m de comprimento, 5 motores, transportava 20 passageiros e cerca de 45 tripulantes e um volume de 105.000 m³, sendo o maior dirigível da história até a data de sua construção em 1928. Sua estrutura era baseada numa carcaça de alumínio, revestida por uma tela recoberta por lona de algodão, pintada com tinta prata, para absorver o calor. Dentro dela, existiam 60 pequenos balões inflados com gás hidrogênio, juntamente com os seus 5 motores Maybach, com 12 cilindros, desenvolvendo até 550 HP (máximo) cada, alimentados com um combustível leve, o Blau Gas e gasolina, que o mantinham no ar, a uma velocidade de até 128 km por hora. Tinha capacidade de carga para até 62 toneladas.

Quem observava de fora a silhueta elegante e inconfundível do Graf Zeppelin, não imaginava o conforto que a gôndola proporcionava para os passageiros. Possuía banheiros, sala de jantar e estar, cozinha, e salas de rádio e navegação. O Graf Zeppelin, contava ainda com 10 camarotes, com dois beliches cada um, que confirmavam a fama de "hotel voador". A passagem, na época, custava 6.590 réis. Não era permitido fumar a bordo durante toda a viagem. Era verificado no embarque se nenhum passageiro portava isqueiros ou fósforos. Somente no advento do LZ-129, com instalações maiores e adequadas foi permitido, de forma muito controlada, fumar em local específico para tal nesse tipo de aeronave.

Desmanche[editar | editar código-fonte]

Nenhum acidente foi registrado com o LZ 127 Graf Zeppelin em cerca de uma década de operação. Após a tragédia com o LZ 129 Hindenburg em maio de 1937, ele não mais realizaou voos, sendo retirado de operação, até que foi desmanchado em 1940, juntamente com o LZ 130 Graf Zeppelin II e suas estruturas de alumínio foram utilizadas para a confecção de material bélico na Segunda Guerra Mundial.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Botting, Douglas. Dr. Eckener's Dream Machine: The Great Zeppelin and the Dawn of Air Travel. New York: Henry Holt & Co., 2001. ISBN 0-8050-6458-3.
  • Brewer, G. Daniel. Hydrogen Aircraft Technology. Boca Raton, Florida: CRC Press, 1991. ISBN 0-8493-5838-8.
  • Brooks, Peter W. Zeppelin: Rigid Airships 1893-1940. Washington, D.C.: Smithsonian Institution Press, 1992. ISBN 1-56098-228-4.
  • Busch, Heinrich. Funkverkehr auf dem Luftschiff LZ 127 Graf Zeppeli. (in German), 14 August 2006. Retrieved: 5 July 2008.
  • Dick, Harold G. and Douglas H. Robinson.The Golden Age of the Great Passenger Airships Graf Zeppelin & Hindenburg. Washington, D.C. and London: Smithsonian Institution Press, 1985. ISBN 1-56098-219-5.
  • Dick, Harold G. with Douglas H. Robinson. Graf Zeppelin & Hindenburg. Washington, D.C.: Smithsonian Institution Press, 1985. ISBN 0-87474-364-8

Referências

  1. "Flight's End." Revista Time. (em inglês) Página visitada em 27 de agosto de 2012.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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