La Valse

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La Valse é obra orquestral composta por Maurice Ravel (1875-1937), concebida como uma homenagem em forma de apoteose à valsa vienense. É classificada por seu autor como "Poema Coreográfico", em função de seu desejo de vê-la como um bailado. Ele chegou a apresentá-la ao empresário Serguei Diaghilev em 1919, mas este a considerou não adequada para um balé.

A Criação[editar | editar código-fonte]

Maurice Ravel já havia pensado em realizar uma obra em homenagem à valsa de Viena por volta de 1909. Seria uma obra dotada de romantismo, bem ao espírito da época. No início de 1916, ele se engaja no exército, interrompendo assim a sua produção musical. Quando em setembro de 1917 recebe baixa, volta a compor, porém em ritmo mais lento visto que seu estado de saúde não era bom. Termina uma série de seis peças para piano denominada "Le Tombeau de Couperin" e pára novamente. Só em 1919 volta a se dedicar a uma composição: La Valse. Conforme suas palavras: "Concebi esta obra como uma espécie de apoteose da valsa vienense, à qual se mistura, em meu espírito, a impressão de um giro fantástico e fatal. Situo esta valsa em um palácio imperial, lá por volta do ano de 1855."

Como uma indicação para uma montagem coreográfica, no prefácio da partitura, ele escreveu:

  • " Através de nuvens turbilhantes, são vistos aqui e ali pares que valsam. A névoa se dissipa gradualmente, distinguindo-se um imenso salão povoado por uma multidão que baila. A cena se torna cada vez mais iluminada. As luzes dos candelabros se acendem(…). Encenada na corte imperial, por volta de 1855."

Ele apresentou esta obra a Serguei Diaghilev, dono da companhia de balé Ballets Russes, que a recusou por não achá-la apropriada para um bailado.

Devido aos horrores da guerra que ele presenciou, a obra perdeu parte do romantismo que havia concebido inicialmente. O ritmo de valsa é misturado a imagens musicais, por vezes caóticas e muitas vezes nervosas.

A Estréia[editar | editar código-fonte]

Ravel fez a estréia da obra em versão orquestral no dia 12 de dezembro de 1920, nos Concertos Lamoureux, em Paris, sob a direção de Camille Chevillard.

Como balé, foi encenado pela primeira vez em 23 de maio de 1929, na Ópera de Paris, tendo como bailarina Ida Rubinstein.

A Composição[editar | editar código-fonte]

Em termo de apresentação orquestral, a execução da obra dura em média 12 minutos.

A composição pode ser dividida em duas partes para efeito de análise e compreensão:

A primeira, tem início com os contrabaixos, seguida dos fagotes e das trompas em atmosfera calma. O clima musical é fragmentado e um pouco confuso. Emergem vários temas. Aos poucos, um ritmo de valsa é estabelecido e vai tomando forma. A valsa firma-se ao som do oboé, seguido de outro tema firmado nos violoncelos e clarinetes. A execução torna-se agitada.

Com um pequeno retorno à introdução, tem início a segunda parte. Nela, a atmosfera musical é nervosa, impondo-se o tema dos violoncelos de forma insistente. Surge outro tema antes do coda. A agitação tende a aumentar, até atingir o clímax final com a mistura de maneira anárquica de todos os temas.

Durante todo a execução da obra, sete melodias se entrelaçam, em forma pulverizada ou colocadas em relevo pela reluzente orquestração. Ravel consegue estabelecer uma sequência de contrastes em toda a peça. O que vem a seguir não tem relação com o que veio antes e também não estabelece vínculo com o que vem depois. Cada aparição é uma surpresa para o ouvinte.

A obra reflete a agitação e confusão que tomou a europa após o término da Primeira Guerra Mundial. Maurice Ravel procura expressar esta angústia através desta obra. Não mais o clima ameno, linear e jovial de uma valsa, mas uma valsa nervosa e agitada, teminando em uma atmosfera catastrófica, tal qual ficou o continente europeu após o término da guerra.

A Orquestra[editar | editar código-fonte]

A orquestra para a execução da obra compõe-se dos seguintes instrumentos:

Ligações externas[editar | editar código-fonte]