La piel que habito

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La piel que habito
A Pele Onde Eu Vivo (PT)
A Pele que Habito (BR)
 Espanha
2011 • cor • 117 min 
Direção Pedro Almodóvar
Produção Buena Vista International
Canal + España
El Deseo S.A.
Televisión Española
Produção executiva Agustín Almodóvar
Esther García
Roteiro Pedro Almodóvar
Agustín Almodóvar
Thierry Jonquet
Elenco Antonio Banderas
Marisa Paredes
Elena Anaya
Jan Cornet
Roberto Álamo
Gênero Drama
Suspense
Idioma espanhol
Música Alberto Iglesias
Supervisor técnico Toni Novella
Direção de arte Antxon Gómez
Direção de fotografia José Luis Alcaine
Figurino Paco Delgado
Edição José Salcedo
Estúdio El Deseo S.A.
Distribuição Paris Filmes (Brasil)
Pris Audiovisuais (Portugal)
Lançamento Espanha 2 setembro 2011
Brasil 4 novembro 2011
Portugal 17 novembro 2011
Orçamento 10.000.000[1]
Receita US$ 30.842.353[2]
Site oficial
Página no IMDb (em inglês)

La Piel que Habito (A Pele que Habito (título no Brasil) ou A Pele Onde Eu Vivo (título em Portugal)) é um filme espanhol, dos genêros drama e suspense de 2011, realizado por Pedro Almodóvar com Antonio Banderas no papel principal. O filme estreou no Brasil em 4 de novembro de 2011 e em Portugal no dia 17 de novembro de 2011.

O roteiro é baseado no romance Mygale (1995) (publicado posteriormente sob o título Tarántula (2005), de autoria do escritor francês Thierry Jonquet.[3] As filmagens começaram em 23 de agosto de 2010 em Santiago de Compostela, Pontevedra e Ponte Ulla (Galiza), também serviram de locações as cidades de Madri e Toledo, todas na Espanha.

A produção integrou a seleção de filmes que competiram à Palma de Ouro no Festival de Cannes de 2011.[4]

Sinopse[editar | editar código-fonte]

O doutor Robert Ledgard (Antonio Bandeiras) é um notável cirurgião plástico, alimentado pela obsessão de recriar em laboratório uma espécie de pele humana, desde que sua esposa sofrera graves queimaduras após um acidente de carro. Atormentado pela morte da mulher Ledgard se mostra um homem inescrupuloso e não medirá esforços para colocar em prática seus experimentos para criar uma pele artificial para seres humanos. Posteriormente, acontece a morte da sua única filha, enferma mental aparentemente estuprada por um rapaz que acabara de conhecer, o que o faz buscar vingança, aprisionando-o em sua casa e fazendo dele sua cobaia.

Elenco[editar | editar código-fonte]

Produção[editar | editar código-fonte]

O elenco no Festival de Cannes, 2011

Antes de começar a rodar o filme, Amodóvar assegurou que retrataria uma situação limite que afetava, sobretudo, a dois personagens e que seria um filme de terror, mas sem gritos nem sustos.

O longa-metragem foi rodado em 2010, ao longo de onze semanas, na região da Galícia e nas cidades de Madrid e Toledo.[1] [5] Sendo que esta última cidade é onde se localiza a casa que serviu de cenário para muitas cenas: a quinta (el cigarral) do Doutor Robert Ledgard.

Se passaram vinte e dois anos desde a última vez que Pedro Almodóvar e o ator Antonio Bandeiras trabalharam juntos. Isso aconteceu no filme ¡Átame! (1989). Bandeiras revela que já não lembrava como era intenso trabalhar com o diretor e retomar esta parceiria é como se ele estivesse retornando às raízes, como se voltasse para casa.[6]

Ainda que em diversas ocasiões Pedro Almodóvar havia afirmado que contava com Penélope Cruz para este projeto,[7] finalmente, por problemas de agenda com Penélope, ele deu o papel à Elena Anaya.

Influências[editar | editar código-fonte]

Apesar de um filme baseado no livro Mygale (1995), de Thierry Jonquet, o roteiro adaptado, escrito por Pedro Almodóvar, recebeu diferentes versões, ao longo de três anos, até o momento que decidiu-se filmá-lo. O diretor afirma que a única referência cinematográfica clara e direta de La piel que habito é a do filme francês Os Olhos Sem Rosto (Les yeux sans visage), de 1960.

O filme inclui alusões à arte de Louise Bourgeois e na decoração de um dos ambientes observa-se um quadro de Guillermo Pérez Villalta (de propriedade do próprio diretor), várias colagens de Juan Gatti e reproduções, em grande tamanho, de duas pinturas de Ticiano, "A Vênus de Urbino" e "Vênus e o Organista".

Referências ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Assim como em outras obras de Pedro Almodóvar a música brasileira está presente na trilha sonora do filme, mas desta vez o cineasta espanhol buscou referenciar o Brasil em outros pontos do longa. A começar pelos próprios personagens, entende-se no filme que, tanto o protagonista (Doutor Robert Ledgard) como a sua mãe e irmão, são brasileiros. Comparações também podem ser feitas entre os internacionalmente conhecidos cirurgiões plásticos brasileiros e o personagem de Antonio Bandeiras.

A despeito do vilões brasileiros, já esperando uma reação negativa no Brasil, o diretor declarou no lançamento do filme: "Eles são parte de uma família, uma família selvagem. Quis localizar essa família no Brasil porque há uma grande tradição de cirurgia plástica. A primeira vez que ouvi falar desse assunto foi com o nome do doutor Pitanguy."[4] Em outra entrevista, Amodóvar complementa: "Não queria que pesasse sobre eles uma educação judaico-cristã. Espero que os brasileiros entendam bem, adoro o seu país".[8]

Outra clara referência a cultura brasileira se dá em algumas cenas do filme, em que é possível identificar um quadro da pintora brasileira Tarsila do Amaral. Trata-se da tela "Paisagem com Ponte" que se encontrava na parede da casa do doutor Ledgard.[8]

Como dito anteriormente, Almodóvar revisita a música brasileira e resgata a música “Pelo Amor de Amar”, que ficou conhecida no Brasil pela voz de Ellen de Lima, em uma gravação para a trilha sonora do filme Os Bandeirantes.[4] No longa-metragem a encarregada de interpretar a canção é a cantora espanhola Concha Buika.

Prêmios e indicações[editar | editar código-fonte]

Globo de Ouro 2012

Categoria Recipiente Resultado
Melhor filme estrangeiro Indicado

BAFTA 2012

Categoria Recipiente Resultado
Melhor filme estrangeiro Premiado

Festival de Cannes 2011

Categoria Recipiente Resultado
Palma de ouro de melhor filme Indicado
Prêmio da juventude Premiado[9]

Saturn Award 2011

Categoria Recipiente Resultado
Melhor filme estrangeiro Premiado

Referências

  1. a b Editorial (22 de agosto de 2011). Pedro Almodóvar, entre bisturíes y trasplantes de piel (em espanhol) El Mundo.. Página visitada em 22 de dezembro de 2011.
  2. The Skin I Live In (2011) (em inglês) Box Office Mojo. Página visitada em 10 de julho de 2013.
  3. Editorial (07 de janeiro de 2011). Pedro Almodóvar finaliza el rodaje 'La piel que habito' tras más de cuatro meses (em espanhol) El Mundo.. Página visitada em 22 de dezembro de 2011.
  4. a b c Morisawa, Mariane (19 de maio de 2011). Cannes: La piel que habito é um thriller frio de Almodóvar (em português) IG.. Página visitada em 22 de dezembro de 2011.
  5. Magdalena, Miguel (23 de agosto de 2011). La lluvia compostelana presenta sus credenciales a Almodóvar (em espanhol) El Mundo.. Página visitada em 22 de dezembro de 2011.
  6. Fèraud, J.M. Martine (12 de novembro de 2010). "Ya no me acordaba de la intensidad que significa trabajar con Pedro Almodóvar" (em espanhol) El Mundo.. Página visitada em 22 de dezembro de 2011.
  7. Editorial (4 de dezembro de 2006). Pedro Almodovar and Penelope Cruz Reuinte For El Piel Que Habito (em inglês) Movie Web.. Página visitada em 24 de dezembro de 2011.
  8. a b Claudio, Ivan (21 de outubro de 2011). Os brasileiros de Almodóvar (em português) Istoé.. Página visitada em 21 de dezembro de 2011.
  9. Redação (21 de maio de 2011). Prix de la Jeunesse 2011 (em francês) Cannes 2011.. Página visitada em 24 de dezembro de 2011.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]