Labirintite

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Labirintite
Simulação da sensação de vertigem, sintoma mais comum da labirintite.
Classificação e recursos externos
CID-10 H83.0
CID-9 386.3
MeSH D007762
Star of life caution.svg Aviso médico

Labirintite é uma desordem do equilíbrio do corpo humano. Tal desordem é causada por um processo inflamatório ou infeccioso que afeta os labirintos, que ficam dentro do sistema vestibular, órgão responsável pelo equilíbrio, postura e orientação do corpo e que se localiza no ouvido interno. Deve-se salientar que o termo "Labirintite" é utilizado de forma equivocada para designar todas as doenças do labirinto, já que existem outras patologias que podem afetá-lo.[1]

Os sintomas mais comuns da labirintite são a tontura e a vertigem. Outros sintomas também costumam aparecer como náusea (enjoo), emese (vomito), zumbido no ouvido, perda auditiva (parcial ou total) no ouvido afetado e sensação de desmaio.[2]

O indivíduo afetado pela labirintite pode ter um constante zumbido no ouvido, que eventualmente leva a uma perda auditiva temporária até que a infecção seja totalmente tratada. A doença geralmente é causada por uma infecção no ouvido médio ou interno.[3]

Se tratada corretamente e adequadamente e se atacado o verdadeiro mal que causa a doença, a labirintite tem cura na maioria dos casos.[4]

Causas[editar | editar código-fonte]

A labirintite pode ser causada por um vírus, infecção por bactéria, lesão na cabeça, alergia ou reação a um determinado medicamento. Tanto a labirintite viral como bacteriana pode causar perda de audição permanente, embora isso seja raro. Os hipertensos costumam queixar-se desse mal. Apesar de não comprovada, mas a elevação da pressão arterial pode causar Labirintite.

Muitas vezes, a causa da labirintite é uma cinetose, caracterizada por perturbações do equilíbrio causadas por movimentação.[5]

Sintomas[editar | editar código-fonte]

O aparato vestibular, no ouvido interno, está envolvido no controle do equilíbrio corporal.

Os principais sintomas são[6] :

  • Vertigem;
  • Náusea
  • Tontura e desequilíbrio;
  • Ansiedade;
  • Movimentos involuntários dos olhos (nistagmo);
  • Zumbido no ouvido

A náusea, ansiedade e mal estar são devido aos sinais de equilíbrio distorcidos que o cérebro recebe do ouvido.

Complicações[editar | editar código-fonte]

Sintomas de possíveis complicações (raros)[6] :

  • Convulsões;
  • Visão dupla;
  • Desmaio;
  • Vomitar por semanas;
  • Fala arrastada;
  • Febre de mais de 39°C;
  • Fraqueza ou paralisia;
  • Perda de audição no ouvido afetado.

Labirintite e ansiedade[editar | editar código-fonte]

Ansiedade crônica é um efeito colateral comum da labirintite, o qual pode produzir tremores, palpitações do coração, ataques de pânico e depressão. Geralmente o ataque de pânico é um dos primeiros sintomas que ocorrem quando a labirintite começa.

Diagnóstico[editar | editar código-fonte]

Exame do ouvido externo geralmente não é suficiente, mas é importante para eliminar outras hipóteses diagnósticas.

Apenas examinar o ouvido externo não é suficiente, é necessário exames de imagens do ouvido interno. Isso pode ser feito com[6] :

  • EEG;
  • Eletronistagmografia;
  • Tomografia computadorizada da cabeça;
  • Testes de audição (audiologia / audiometria);
  • MRI da cabeça;
  • Aquecimento e esfriamento do ouvido interno, com ar ou com água (estimulação calórica) para testar os reflexos oculares;

Diagnóstico diferencial[editar | editar código-fonte]

Alguns casos de labirintite podem ser confundidos com outras doenças de sintomas parecidos, como cinetose, VPPB, neuronite vestibular, hanseníase com o acometimento do nervo auricular.

Tratamento[editar | editar código-fonte]

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Alergias, medicamentos, estresse e cansaço podem aumentar a gravidade dos episódios de tontura, náusea e vertigem. Alguns minutos de relaxamento são importantes para recuperar o equilíbrio.

A recuperação de labirintite aguda geralmente leva de 1 a 6 semanas, porém não é incomum que sintomas residuais (desequilíbrio, perda de direção e/ou tontura) permaneçam por até 2 anos.[7] [8] [9] [10] [11] [12] ,mas tem casos que é pra vida toda.

Dependendo do caso, medicação voltada para lidar com os sintomas (como anti-histamínicos e antieméticos) podem ajudam a melhorar a qualidade de vida do paciente enquanto o próprio organismo elimina a infecção.[6]

É importante tratar qualquer transtorno de ansiedade e/ou depressão tão logo possível para permitir ao cérebro compensar qualquer dano vestibular. Ansiedade aguda pode ser tratada a curto prazo com benzodiazepinos, como diazepam, porém o uso a longo prazo não é recomendado por causa da característica desses medicamentos de criar dependência.

Evidências sugere que Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina (ISRS) podem ser mais eficientes no tratamento de labirintite que outros antidepressivos. Eles agem aliviando os sintomas de ansiedade e podem estimular novos crescimentos neurais dentro do ouvido interno. Alguma evidência sugere que labirintite viral deve ser tratada o mais cedo possível com corticosteróides, e possivelmente medicação antiviral, para prevenir danos permanentes ao ouvido interno.

Terapia de reabilitação vestibular é uma forma de eliminar ou reduzir a tontura residual decorrente da labirintite. Ela funciona ao fazer com que o cérebro utilize mecanismos neurais já existentes.

Durante o episódio de vertigem[editar | editar código-fonte]

É recomendado [6] :

  • Fique quieto e descanse enquanto você tiver sintomas;
  • Evite movimentos bruscos ou mudanças bruscas de postura;
  • Lentamente retome suas atividades;
  • Peça ajuda para se manter em pé quando você perder o equilíbrio sem local de apoio;
  • Evite luzes brilhantes, TV e leitura durante os episódios sintomáticos. Descanse durante os episódios mais graves e aumente lentamente a sua atividade diária;
  • Evite atividades como dirigir, operar máquinas pesadas e subir escadas até uma semana após os sintomas desaparecerem. A vertigem súbita durante estas atividades pode ser muito perigosa.
  1. http://www.abcdasaude.com.br/artigo.php?542
  2. http://www.atm.hostmidia.com.br/labirintites_ou_tonturas.htm
  3. http://biosom.com.br/blog/outros/labirintite-e-zumbido
  4. http://velhochico.net/index_arquivos/Page1021II.htm
  5. http://www.copacabanarunners.net/labirintite-desordens-equilibrio.html
  6. a b c d e http://www.nlm.nih.gov/medlineplus/ency/article/001054.htm
  7. http://www.medicinageriatrica.com.br/tag/labirintite/
  8. http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/prevencao-trata/labirintite-previna-se-desse-mal-394888.shtml
  9. http://revistavivasaude.uol.com.br/Edicoes/52/artigo57528-2.asp
  10. http://www.diariodecuiaba.com.br/detalhe.php?cod=25473
  11. http://mdemulher.abril.com.br/saude/reportagem/prevencao-trata/labirintite-tem-cura-467145.shtml?slide_count=1#scroll
  12. http://www.copacabanarunners.net/labirintite-tratamento.html