Lacta

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LACTA
Slogan Entregue-se
Tipo Sociedade anônima
Indústria Alimentícia
Fundação 1912
Fundador(es) Achilles Isella
Sede Curitiba, Paraná
 Brasil[1] [2] [3]
Áreas servidas Global
Locais Bauru
Piracicaba
Curitiba
Vitória de Santo Antão
Proprietário(s) Mondelēz
Pessoas-chave Alejandro Lorenzo (presidente)
Empregados ±12.000
Produtos Chocolates
Página oficial lacta.com.br
Fan page LACTA

Lacta é uma empresa brasileira fabricante de chocolates .

Começou em 1912 com a fundação em São Paulo da Société Anonyme des Chocolats Suisses. Em 1996, foi adquirida pela Kraft Foods. Desde 2012, a Lacta integra a divisão de guloseimas da Mondelēz International.

História[editar | editar código-fonte]

Logotipo da Lacta, 1912

Em 1912, no bairro da Vila Mariana, em São Paulo, um grupo liderado pelo cônsul suíço Achilles Isella, que havia desembarcado no Brasil em 1891 vindo da Argentina, criou a Societé Anonyme des Chocolats Suisses de S. Paulo , com o objetivo de fabricar chocolates no Brasil.

O grupo fundador ­ do qual faziam parte três industriais, um professor, um comerciante, um engenheiro e um arquiteto, todos com sobrenomes estrangeiros (Isella, Rapp, Hottinger, Ritter, Kesserling, Reinmann e Streiff) ­ havia importado diversas máquinas da Alemanha e da Suíça, e adquirido um amplo galpão na rua José Antônio Coelho, na Vila Mariana. Perto dali, na rua Domingos de Moraes, o grupo montou uma loja para a venda dos chocolates que fabricava em forma de meia­lua, conhecidos como Chocoleite. A loja foi batizada como A Suíça, apesar de vender chocolates feitos no Brasil.

Com o início da Primeira Guerra Mundial, a importação de chocolates e de muitos outros produtos ficou bastante prejudicada. Os importados começaram a chegar com valores tão elevados, que muitos empresários viram na mudança de cenário uma oportunidade para a conquista de novos mercados: se não havia como importar chocolates, a saída seria fabricá-­los. Foi nesse momento que Zanotta e seu sócio Lorenzi compraram a fábrica do cônsul suíço, que estava à venda. O próximo passo foi adquirir o registro da marca Lacta da Poulain, em 1917.

No mesmo ano, Lacta já apareceu no primeiro anúncio luminoso da cidade, atravessando a rua XV de Novembro, no movimentado trecho entre o Largo do Tesouro e a rua Anchieta.

Cartão postal da Rua 15 de Novembro, São Paulo, 1926.

Em 1925, um incêndio destruiu toda a fábrica da Lacta na rua José Antônio Coelho, o que provocou a ausência dos produtos da marca no mercado durante um ano. Em outubro de 1929, um novo tropeço, desta vez provocado pela quebra da bolsa de Nova York, atingiu em cheio os exportadores de café, que de um dia para o outro viram o preço do produto despencar. Com a economia fortemente atrelada ao café, as indústrias não tardaram a sentir o tranco da recessão mundial. A Zanotta, Lorenzi & Cia. foi forçada a entrar com um pedido de concordata em 1930, da qual saiu em 1933, conseguindo manter o mercado aberto para seus dois carros­chefe: o Guaraná Espumante e o Chocolate Lacta, que a essa altura já era uma marca bastante conhecida dos consumidores.

Nos anos 1930, uma nova guerra se anunciava na Europa com a ascensão do nazifascismo na Alemanha, Espanha e Itália. Além disso, o cenário econômico mundial se preparava para tempos difíceis. No Brasil, a Zanotta, Lorenzi & Cia. encarava a forte concorrência que o Guaraná Espumante sofria do seu rival Guaraná Champanhe Antárctica, lançado em 1921 pela cervejaria de mesmo nome. Sem recursos para manter a disputa, declararam falência em 1937. No ano seguinte, o grupo Diários Associados, do jornalista e empresário Assis Chateaubriand, assumiu o controle da empresa. A Lacta, fabricante brasileira de chocolates, conhecida por marcas e produtos de sucesso, também foi de propriedade de Ademar de Barros (empresário e influente político brasileiro entre as décadas de 1930 e 1960). Foi prefeito da cidade de São Paulo (1957 — 1961), interventor federal (1938 — 1941) e duas vezes governador de São Paulo (1947 — 1951 e 1963 — 1966). Após sua morte, a gestão da empresa passou a seu filho, o também político Ademar de Barros Filho. Em 1996, após brigas entre a família, a empresa foi vendida à Kraft Foods.

Produtos Principais[editar | editar código-fonte]

Diamante Negro[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1938, teve o nome inspirado no jogador de futebol Leônidas da Silva, cujo apelido era Diamante Negro. Leônidas voltou da Copa do Mundo consagrado e assinou contrato com a Lacta para dar nome ao chocolate, sendo o primeiro atleta profissional no Brasil a assinar um contrato de publicidade.

Sonho de Valsa[editar | editar código-fonte]

Sonho de Valsa

Lançado em 1938 e tendo o nome inspirado em uma opereta de três atos ­a Walzertraum, ­ composta por Oscar Straus, em 1907, o bombom Sonho de Valsa representou um desafio tecnológico na época em que foi concebido. Foi preciso criar um biscoito wafer moldado, dentro do qual era lançada uma massa preparada com castanha de caju, produto tipicamente brasileiro, que até então era pouco usado pelos fabricantes de chocolate. Após as duas metades se completarem, um banho de chocolate meio amargo, seguido por outro, de chocolate ao leite completava a terceira camada do bombom.

Historia Lacta - BIS

BIS[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1942, o produto era feito a partir da mesma base de wafer que servira de molde e inspiração para o bombom Sonho de Valsa. Em vez de redonda, a bolacha era plana e, em vez de uma única camada de wafer, eram quatro, intercaladas com chocolate ao leite. À mistura, acrescentava­m-se amendoim, flocos de arroz e malte.

Lanka[editar | editar código-fonte]

Historia Lacta - Laka

Lançado em 1962, foi o primeiro chocolate branco do Brasil e logo tornou-­se bastante popular, principalmente entre as mulheres.

Ouro Branco[editar | editar código-fonte]

Lançado em 1962, o bombom foi criado para ser um espelho oposto do Sonho de Valsa. Coberto com chocolate branco, ele também trazia por dentro uma cápsula de bolacha wafer preenchida com recheio de chocolate, flocos de arroz e castanha de caju, coberto com chocolate ao leite.

Shot[editar | editar código-fonte]

Lançado como “Krot” em 1983, o chocolate composto por uma mistura de chocolate ao leite com amendoim trocou de nome em 2003, para ficar alinhado aos demais países da América Latina onde é vendido. Posteriormente, ganhou uma versão com chocolate branco.

Lacta Ao Leite[editar | editar código-fonte]

Chocolate mais tradicional de Lacta, existe desde o surgimento da marca.

Caixa Grandes Sucessos da Lacta[editar | editar código-fonte]

Surgida com o nome “Carrossel” em 1979, a n caixa de bombons variados da Lacta passou por algumas mudanças até chegar ao nome atual. É composta por alguns bombons e miniaturas de alguns tabletes clássicos, como Diamante Negro, Laka e Shot, entre outros.

Bubbly[editar | editar código-fonte]

Lançado em 2012, o Bubbly é um chocolate aerado em formato redondo.

Páscoa[editar | editar código-fonte]

Em 1940, Lacta foi uma das pioneiras na criação de ovos de Páscoa, embalando-os em celofane e numerando-os de acordo com o tamanho. Assim nascia uma tradição que persiste até hoje. Ao longo das décadas seguintes, a época da Páscoa cresceu tanto em importância a ponto de tornar-­se a data de inflexão do calendário anual dos fabricantes de chocolate no país. Lacta também foi responsável pela criação da “parreira” de ovos, com a inserção de estruturas de madeira acima das gôndolas, nas quais os ovos podiam ser pendurados.

Em 1971, as três principais empresas brasileiras fabricantes de chocolates ­ *Lacta, Garoto e Nestlé)­ criaram o Conselho Nacional de Expansão do Consumo Interno de Chocolate (Conec), a fim de identificar as causas do baixo consumo de chocolate no Brasil. Na mesma época, foi feita uma grande campanha publicitária nacional de incentivo ao consumo, que durou quase uma década.

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

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