Ladakh

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Mapa do Ladaque em vermelho

O Ladaque ou Ladakh constitui uma região situada no sudeste da Ásia Central, dividida entre a Índia, o Paquistão e a República Popular da China.

O Ladakh indiano (parte oriental) é o maior distrito do estado de Jammu e Caxemira, situado na sua parte oriental, ocupando uma superfície de 59.343 km², metade da superfície deste estado. Entretanto, é um dos distritos menos populosos do país, com uma população de 132.299 habitantes (1981). Conhecida como “Pequeno Tibete” , é famoso pelas suas paisagens montanhosas e pela sua cultura budista tibetana. Sua capital é a cidade de Leh.

O Paquistão controla o segmento ocidental desde a primeira guerra indo-paquistanesa. Os chineses ocuparam a extremidade da parte oriental desde a guerra sino-indiana de 1962.

É a região habitada mais alta do mundo. Seus limites são a cordilheira do Himalaia no nordeste e no sudeste e a do Karakoram no norte. A região é extremamente árida. Várias espécies selvagens de ovelhas e cabras vivem nas montanhas.

Os povos do Ladakh descendem dos mongóis. As zonas norte e leste têm maioria budista, enquanto os muçulmanos predominam no sul e no oeste. A língua é o ladakhi, um dialeto tibetano. O cultivo básico é o grim, uma variedade da cevada. O iaque e a cabra-de-Chang-Thang são os principais gados nativos. A região é rica em recursos minerais, embora grande parte ainda não tenha sido explorada.

História[editar | editar código-fonte]

Mosteiro de Tikse em Ladakh

Ladakh foi um reino independente de religião budista. No século XVII, devido a uma ruptura das suas relações com o Tibete, o quinto Dalai Lama invade o reinado, porém, com a ajuda de Caxemira, a sua soberania é restaurada, com o custo de o rei se converter ao Islamismo e a construção de uma mesquita na sua capital, Leh. A Caxemira terminará por invadir o reino, pondo fim à sua independência, provocando deste modo a sua futura integração ao domínio colonial britânico, formando a Índia britânica.

O território original do reino agora está divido entre a Índia, o Paquistão e o Aksai Chin, um distrito conquistado pela China após a Guerra Sino-Indiana de 1962.

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Estrada internacional mais alta do mundo atravessando o Karakoram

Ladakh é o distrito da Índia com as altitudes mais elevadas: uma grande parte do seu território excede os 3 000 m. O território faz parte do Karakoram e do Himalaia, bem como do vale superior do rio Indo. O Ladakh histórico era formado de várias regiões distintas, a maior parte atualmente sob administração indiana:

  • o vale superior do Indo, uma região pouco povoada ;
  • os vales afastados do Zanskar, ao sul, e o de Nubra, ao norte onde se encontra a via transitável mais elevada do mundo ( 5.602 metros de altitude);
  • o Aksai Chin, sob administração chinesa, praticamente deserto;
  • os vales de Kargil e Suru ao oeste, com uma população maioritariamente xiita, onde se situa Kargil, a segunda cidade mais populosa de Ladakh;
  • a região de Skardu, sob administração paquistanesa e de população inteiramente muçulmana.

População[editar | editar código-fonte]

Ao contrário do restante de Jammu-Cachemira que é principalmente muçulmana, o Ladakh é uma região majoritariamente budista, a maioria de filosofia Mahayana. Como consequência, existe no Ladakh um grande número de mosteiros budistas.

A maioria dos habitantes da região fala o ladakhi, um dialeto próximo do tibetano.

A população é de aproximadamente 260 000 habitantes, sendo uma mistura de muitas etnias, principalmente tibetanos, mons[necessário esclarecer] e dards. A cultura é muito similar à tibetana.

Até os anos 1950, a educação formal em Ladakh era quase nula, restrita às compas (monastérios). Geralmente, um filho de cada família era obrigado a dominar a escrita tibetana para ler os livros sagrados.

Em 1994, iniciou-se em Ladakh uma campanha para revisar o sistema de instrução primária nas escolas do governo. Em 2001, como resultado desta campanha, a taxa de matrícula já havia se elevado a 50%. Uma faculdade do governo foi aberta em Leh, permitindo os estudantes adquirir uma instrução de nível superior sem ter que abandonar Ladakh.

Economia e transportes[editar | editar código-fonte]

Ônibus na rota Leh-Kargil

A crise da Caxemira, que envolve a região, prejudicou o turismo, antigamente bem desenvolvido. A região é atualmente pouco segura, a não ser na cidade de Srinagar, capital do Estado de Jammu e Caxemira, situada na parte ocidental do estado, pouco afetada pela crise. Entretanto, o governo indiano está favorecendo uma transferência de atividades para a parte oriental de Ladakh, permitindo que o turismo se torne a primeira fonte de renda desta região cuja economia, anteriormente, era baseada essencialmente na agricultura de subsistência.

Atualmente, as únicas duas rotas por terra até Ladakh funcionando são as provenientes de Srinagar e de Manali. A rota tradicional e histórica, Sonamarg-Kargil-Leh, devido à insegurança na Caxemira, foi deslocada para a rota de altitude Manali-Leh, partindo de Himachal Pradesh. Leh possui um aeroporto de onde partem voos diários para Nova Deli e semanais para Srinagar e Jammu.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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