Língua ladino-dolomítica
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Nota: Se procura a língua falada por comunidades judaicas originárias da Península Ibérica, veja judeu-espanhol.
| Ladino-dolomítico (Ladin) | ||
|---|---|---|
| Falado em: | Itália. | |
| Região: | Trentino-Alto Adige e Vêneto | |
| Total de falantes: | ~30.000 | |
| Família: | Indo-europeia Itálica Romance Ítalo-ocidental Ocidental Galo-ibérica Galo-românica Galo-rética Rética Ladino-dolomítico |
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| Regulado por: | SPELL -Servisc de Planificazion y Eleborazion dl Lingaz Ladin Istitut Cultural Ladin Majon di Fascegn Istitut Ladin Micurà de Rü |
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| Códigos de língua | ||
| ISO 639-1: | -- | |
| ISO 639-2: | --- | |
| ISO 639-3: | lld | |
O ladino dolomítico (ladin) constituiu-se de uma série de dialetos reto-românicos, unidos por estreita afinidade e falados por cerca de 30.000 pessoas no noroeste da Itália, na zona das montanhas Dolomitas, porção oriental do arco alpino - a chamada "ilha linguística ladino-dolomítica".
Índice |
[editar] História
No Tirol do sul (Südtirol), na região autônoma italiana de Trentino-Alto Ádige, vive um pequeno número de falantes de variedades reto-romances denominadas ladino dolomita. Nos vales das montanhas Dolomitas e rodeados de população germanófona, eles retêm sua língua, que agora possui reconhecimento social como língua independente. Destas variedades não existem formas escritas desde o século XIX.
A lealdade dos falantes de ladino dolomita esteve no passado mais próxima da Áustria que da Itália e, durante a Segunda Guerra Mundial, da Alemanha. Após a guerra, a região continuou sendo italiana, ainda que com certo grau de autonomia. Atualmente a região vive do turismo, por ser dotada de grande beleza natural. A língua é ensinada nas escolas primárias, ainda que em uma versão diferente em cada vale, sem que haja tentativas de unificação destas variedades.
É evidente que o fato de se denominar esta língua com o termo “ladino” induz ao erro de confundi-la com o idioma denominado ladino ou judeu-espanhol, falado pelos judeus sefarditas.
[editar] Distribuição geográfica
O território da Ladínia tem cerca de 1.200 km² e é inteiramente ocupado pelas Dolomitas. Administrativamente, divide-se em duas regiões, três províncias (Bolzano, Trento e Belluno) e várias pequenas comunas.
Próximo ao seu centro, está o imponente Maciço do Sella, que forma os chamados cinco vales ladinos: Val di Fassa ("Fascia") no Trentino, Val Gardena ("Gherdëina") e Val Badia ("Gran Ega"), na província de Bolzano, no Alto Ádige; e Livinallongo ("Fodom"), Ampezzo ("Anpezo") e Val Comelico (em ladino, Comelgo), na província de Belluno, região do Vêneto.
[editar] Dados
O número total de falantes fica perto de 30.000, praticamente todos bilíngues, falando também italiano (em Trento ou Belluno) ou alemão (Bolzano) ou trilíngue, falando essas duas línguas, além do ladino.
Dispõe-se de um bom número de livros com textos para conhecimento e introdução ao ladino dolomita, além de muitas e boas gramáticas descritivas, dicionários e análises linguísticas. Há dois jornais, Die Dolomiten, em alemão, e Alto Adige, em italiano, que incluem uma página escrita em algumas das variedades do ladino-dolomítico.
Também há duas publicações que atuam como fontes de informação, cobrindo aspectos acadêmicos, atividades políticas, e assuntos sociais: Mondo Ladino, editada pelo Institut Cultural Ladin (Fassa, Trento), principalmente em língua italiana, e Ladinia, editada pelo Institut Ladin (Val Badia, Bolzano), escrito em alemão na sua maior parte.
[editar] Dialetos
Na Província de Bolzano (Bulsan) é língua oficialmente reconhecida e a minoria ladina é protegida por diversas normas referentes, entre outros, ao ensino nas escolas públicas e a faculdade de usar o ladino nas relações com órgãos públicos, exceto as forças armadas e a polícia. Assim, nas escolas das localidades ladinas do Alto Ádige, a língua ladina é ensinada juntamente com o alemão e o italiano. Segundo deliberação da Junta Provincial de 27 de janeiro de 2003, as variantes do ladino oficialmente reconhecidas na província de Bolzano são o ladino unificado de Val Badia e o de Val Gardena.
Também na Província de Belluno, foram reconhecidos como ladinas as comunas das regiões históricas do Cadore, Comelico, Agordino, do alto Val Cordevole e do Val di Zoldo. É ativo o Istituto Ladin de la Dolomites[1], com sede em Borca di Cadore e Selva di Cadore.
Nunca existiu um núcleo suficientemente poderoso para produzir uma língua comum. Recentemente foi concluído o projeto SPELL, que visa a criação de uma língua ladina standard.