Lado oculto da Lua
O lado oculto da Lua (indevidamente também chamado de lado negro da Lua ou lado escuro da Lua) é o hemisfério lunar que não pode ser visto da Terra devido ao fato de a translação e rotação lunares possuírem o mesmo tempo de duração. É a chamada órbita síncrona. Contudo, sabe-se que toda a superfície da Lua recebe iluminação do Sol, em períodos distintos, sendo que o por muitos denominado lado escuro recebe luz durante a fase da lua nova. A Lua fica totalmente escura apenas em períodos de eclipse total lunar, quando a sombra da Terra impede que os raios solares iluminem o satélite. Coloca-se, desta maneira, que a Lua na verdade é toda escura, uma vez que não tem luz própria. Toda face iluminada se deve à luz solar. O "lado escuro" é, na verdade, um lado não visível da Lua, o "lado oculto", quando observanda da superfície terrestre.
Este hemisfério foi fotografado pela primeira vez pela sonda espacial soviética Luna 3 em 1959, e primeiramente observado por olhos humanos durante a missão Apollo 8 na órbita da Lua em 1968. O hemisfério possui diversas crateras, resultado de vários impactos na sua superfície.
Referências na cultura [editar]
- Este acontecimento inspirou o grupo inglês de rock Pink Floyd a compor um álbum intitulado Dark Side of the Moon (Lado escuro da Lua em português), um trabalho conceptual cujo título metaforiza o lado escuro do ser humano.
- No filme Transformers: Dark of the Moon, em português: Transformers: O Lado Oculto da Lua, também refere o fenômeno juntamente com um acontecimento fictício de que uma nave espacial extra-terrestre chocou contra o lado oculto da Lua em 1964, cinco anos antes da ida do homem a Lua. A missão seria apenas fachada para a missão super-secreta de investigação do local primeiro do que os soviéticos.