Luísa Mountbatten

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Louise Mountbatten
Rainha da Suécia; Princesa de Battenberg
Governo
Consorte Gustavo VI Adolfo da Suécia
Casa Real Casa de Battenberg
Vida
Nascimento 13 de julho de 1889
Schloss Heiligenberg, Seeheim-Jugenheim, Hesse, Alemanha
Morte 7 de março de 1965 (75 anos)
Hospital Saint Göran , Estocolmo, Suécia
Sepultamento Cemitério Real de Haga, Estocolmo, Suécia
Pai Louis de Battenberg (1854-1921)
Mãe Vitória de Hesse (1863-1950)

Luísa Mountbatten (Luísa Alexandra Maria Irene), (13 de julho de 18897 de março de 1965) foi rainha da Suécia como segunda esposa do rei Gustavo VI Adolfo da Suécia.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Luísa nasceu "Sua Alteza Sereníssima, a princesa Luísa de Battenberg" no Palácio de Heiligenberg em Jugenheim, no Grão-ducado de Hesse. O seu pai, o príncipe Louis de Battenberg, que era um almirante da Marinha Britânica, renunciou a todos os seus títulos alemães em 1917, durante a Primeira Guerra Mundial e anglicizou o nome da família (Battenberg) para Mountbatten e tornou-se o primeiro Marquês de Milford Haven no ranking da nobreza do Reino Unido. A sua filha passou então a ser conhecida por lady Louise Mountbatten. Louise era irmã de Louis Mountbatten, 1º Conde Mountbatten da Burma, tia do príncipe Filipe, Duque de Edimburgo, e também uma sobrinha da imperatriz Alexandra Feodorovna da Rússia.

Como jovem mulher, Louise afirmou que nunca se casaria com um rei ou com um viúvo. No entanto, a 3 de novembro] de 1923, aos 34 anos, desposou o príncipe herdeiro Gustavo Adolfo da Suécia (mais tarde rei Gustavo VI Adolfo) no Palácio de St. James. Além de futuro rei, ele era também viúvo da princesa Margarida de Connaught. Antes tinha recusado várias propostas de casamento, incluindo uma do rei Manuel II de Portugal que procurava uma noiva inglesa para aumentar a influência da coroa britânica em Portugal e desencorajar assim os movimentos republicanos.[1]

A rainha Luísa era bastante excêntrica e tinha vários cães spitz alemães que escondia dentro das suas roupas quando visitava o estrangeiro e que lhe traziam vários problemas quando passava pelas alfândegas (uma coisa que fazia sempre sob o pseudónimo de “Condessa de Gripsholm” ou “Mrs Olsson). Existe uma (possivelmente exagerada) história de que, após ter sido atropelada por um autocarro, Louise passou a andar sempre com um pequeno cartão onde estavam escritas as palavras “Eu sou a rainha da Suécia” para que as pessoas soubessem quem ela era no caso de ser atropelada por outro veículo. [carece de fontes?]

A rainha Luísa morreu a 7 de março de 1965 no Hospital St. Göran em Estocolmo, após uma cirurgia de emergência que se seguiu a um longo período de doença. Tinha feito a sua última aparição pública na cerimónia de entrega dos Prémios Nobel em dezembro de 1964. Está enterrada ao lado do marido no Cemitério Real de Haga, nos arredores de Estocolmo.

Referências

  1. Proença, Maria Cândida:Manuel II, Temas e Debates, 2008, 384 páginas